A expansão de parques eólicos offshore no Mar do Norte ameaça reduzir as áreas disponíveis para a pesca comercial. O líder dos conservadores na Escócia, Russell Findlay, defende que o governo abandone a adesão rígida à política de "zero líquido" (net zero) para aliviar a pressão sobre o setor pesqueiro.
Durante visitas às empresas Denholm Seafoods e Trinity Seafoods, em Peterhead, Findlay identificou três gargalos principais para a indústria: a escassez de mão de obra no processamento, as limitações de cotas e a perda de território de pesca devido à infraestrutura industrial marinha.
Dados de um estudo da Universidade de Heriot-Watt projetam um aumento significativo na ocupação do Mar do Norte por turbinas eólicas. Atualmente, a infraestrutura ocupa 1% da área total; a previsão é que esse índice suba para 11% até 2050, caso todas as metas climáticas sejam cumpridas. Para Findlay, a instalação dessas turbinas compromete as zonas tradicionais de pesca e prejudica a economia das comunidades costeiras.
O ministro dos Assuntos Marítimos, Jim Farley, afirmou que o governo busca equilibrar as metas climáticas com a proteção da pesca. Farley atribuiu a crise atual ao governo do Reino Unido, citando os reflexos do Brexit, especificamente as barreiras comerciais com a União Europeia e a falta de trabalhadores.
O ministro também criticou a partilha de recursos do Fishing and Coastal Growth Fund. Do montante total de £360 milhões, a Escócia recebeu apenas £28 milhões, valor considerado insuficiente diante da relevância da frota escocesa para a economia do país.
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