O Departamento de Estado dos EUA deteve cinco cidadãos iranianos residentes na área de Los Angeles nos últimos dias, todos portadores de green card (residência permanente), e iniciou o processo para cassar a residência de cada um deles, simplesmente pelo fato de ser iranianos.
Isso se deu porque um grupo aliado a conservadores de extrema-direita, eleitores de Donald Trump, promovem campanhas contra cidadãos iranianos, inclusive com cidadania americana. As prisões expuseram uma divisão na comunidade iraniano-americana, cada vez mais polarizada nos últimos anos devido a tensões políticas entre ambos os Estados.
Neste dia 1, o jornal Los Angeles Times publicou reportagem com relatos estarrecedores a este respeito.
Um deles envolvendo Sarina Hosseiny: ela disse em entrevista ao jornal que nunca tinha ouvido falar de Qassem Soleimani antes. Trata-se do general iraniano assassinado pelos EUA em 2020.
¨Isso, até este ano quando comentários ameaçadores surgiram nas redes sociais alegando que ela e sua mãe eram parentes de Soleimani¨. Ambas, acusadas por moradores da cidade de ¨terroristas que deveriam ser deportadas¨, reporta o LA Times.
Estudante de Moda de 25 anos da universidade Los Angeles Trade Technical College, Sarina encontra-se agora em um centro de detenção para imigrantes no Texas, junto de sua mãe de 47 anos.
E outros cidadãos iranianos-americanos de Los Angeles ajudaram a prende-las, segundo a reportagem. “Eles estavam me enviando ameaças de morte. Literalmente dizendo que iriam me encontrar, e matar a mim e minha mãe e tudo mais”, disse a universitária em entrevista por telefone do centro de detenção, na semana passada.
“Tudo o que já postei [nas redes sociais] foi que eu era contra a guerra, e contra a morte de pessoas inocentes”, afirmou Sarina.
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