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Feminicídios deixam duas mil crianças órfãs no Brasil

17.02.2021 | Fonte de informações:

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Feminicídios deixam duas mil crianças órfãs no Brasil

 

Brasília, 16 fev (Prensa Latina) Casos de feminicídio (crimes de ódio motivados por gênero) deixam hoje duas mil crianças órfãs no Brasil, revela um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

Tal flagelo cria um drama paralelo: o das crianças que perdem sua mãe para a violência e seu pai para a prisão.

As consequências emocionais dessas perdas muitas vezes as acompanham ao longo de suas vidas, adverte o portal de notícias R7, que descreve o que aconteceu com Yasmim e Larissa, filhas de Ana Lúcia.

Um feminicídio mudou o retrato de família de um dia para o outro. Ana Lúcia foi agredida na frente de dois de seus cinco filhos. As crianças pediram ajuda e foram as filhas mais velhas, Yasmim e Larissa, que encontraram sua mãe em casa, gravemente feridas. O marido se entregou à polícia.

As crianças não vivem mais juntas. A perda da mãe dividiu a família em dois. O site descreve que, com a família nuclear quebrada, as crianças e adolescentes são sustentados por parentes ou levados para abrigos.

São os tribunais que determinam com quem as crianças devem ficar e também se elas receberão aconselhamento psicológico gratuito do Estado.

O Ministério da Justiça dirige um programa de políticas públicas para órfãos de violência doméstica. 'Estas pessoas não podem esperar', diz Daniele Alcântara, coordenadora de políticas para a prevenção de crimes contra mulheres e grupos vulneráveis na Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Um alvo de discriminação de gênero enraizado na sociedade, uma mulher é agredida no Brasil a cada dois minutos.

Em meio à pandemia de Covid-19, de acordo com o monitoramento do Instituto de Segurança Pública, houve mais de 120 mil casos de lesões corporais resultantes de agressões domésticas em 2020.

'As mulheres foram as mais afetadas pelo isolamento social. Muitas passaram a viver com o agressor, dentro de casa e sem muita chance de fuga', explica a advogada criminal Hanna Gomes.

Os principais atacantes têm algum tipo de relacionamento com a vítima, seja ela um ex-namorado, um parceiro ou um pai. Os casos mais comuns desses crimes mortais ocorrem por razões como a separação.

Muitas das mulheres mortas eram constantemente ameaçadas ou agredidas. Os agressores se sentem legitimados e acreditam ter justificativa para matar, culpando a vítima.

As Nações Unidas alegam que as incitações mais comuns de homens violentos envolvem sentimentos de posse da mulher, controle sobre seu corpo, desejo e autonomia, limitação de sua emancipação (profissional, econômica, social ou intelectual) e desprezo por seu status de gênero.

ga/ocs/vmc

 

 

 

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