A remoção de resíduos em chaleiras elétricas exige a escolha de um agente químico compatível com a natureza da sujeira para evitar danos ao aparelho.
O acúmulo sólido nas paredes da chaleira é composto por carbonatos de cálcio e magnésio (calcário). Por serem sais, esses depósitos reagem apenas com ácidos.
O uso de bicarbonato de sódio é ineficaz para este fim, pois se trata de uma substância alcalina. O bicarbonato pode remover filmes gordurosos ou amolecer levemente a camada superficial, mas não consegue decompor a estrutura do calcário.
O vinagre, embora seja ácido e dissolva a sujeira, apresenta riscos ao material e ao ambiente: o odor penetra nas partes plásticas do corpo do aparelho e a acidez pode agredir a cobertura metálica do elemento aquecedor e os contatos elétricos.
O ácido cítrico é a alternativa indicada por ser inodoro e atuar de forma mais suave sobre o metal do que o vinagre, mantendo a eficácia na dissolução dos carbonatos.
Proporção: 1 colher de sopa de ácido cítrico para cada 1 litro de água.
Sequência de ação:
Para evitar a corrosão dos elementos aquecedores e a sobrecarga dos materiais, não exceda a dosagem de uma colher de sopa por litro; concentrações maiores não aceleram o processo.
A frequência da limpeza depende da dureza da água: em águas com alta concentração de minerais, o procedimento deve ser feito a cada 1 ou 2 meses. Em sistemas com água filtrada, esse intervalo pode ser maior.
O critério de conclusão da tarefa é a observação visual do fundo e das paredes internas do aparelho, que devem estar isentos de crostas calcárias.
Subscrever Pravda Telegram channel, Facebook, Twitter