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Médico de Cuba elogia medicina humanística

10.02.2021 | Fonte de informações:

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Médico de Cuba elogia medicina humanística

Por Nubia Piqueras Grosso
Panamá, 8 fev (Prensa Latina) Ver o paciente como ser humano é um dos princípios da medicina em Cuba, que também aplicamos no Panamá aos infectados com Covid-19, disse hoje o Dr. Raymundo Bravo.

 

Em entrevista à Prensa Latina, o integrante do contingente médico cubano Henry Reeve, que trabalha nesta cidade, garantiu que o tratamento personalizado e a interação direta, na qual o paciente recebe as informações necessárias sobre seu estado de saúde, é algo que as pessoas apreciar.

Anteriormente estive no México e lá as pessoas também expressaram sua gratidão e preferência pelo pessoal da ilha, pois segundo eles os tratamos de forma diferente, disse.

'Colocamos a mão no ombro e na cabeça, reservamos um tempo para explicar os menores aspectos da doença e sua evolução', lembrou o intensivista, que faz parte da brigada que atua no hospital San Miguel Arcángel, na capital, localizado no populoso distrito de San Miguelito.

Ao falar sobre o trabalho que desenvolve nesta instituição pública, explicou que na sala onde presta os seus serviços, tem tratado pacientes graves com ventilação invasiva através de suportes, visto que a unidade de cuidados intensivos está no máximo.

Ele reconheceu que o Panamá aplica um protocolo bem instrumentado que estabelece as diferenças no atendimento de pacientes leves, moderados e graves, sendo os dois últimos grupos os únicos admitidos.

Ele destacou a aceitação da equipe de enfermagem, médicos, gerentes de enfermarias e autoridades hospitalares, com os quais mantêm uma boa relação de trabalho e cooperação mútua.

Sobre o impacto das vacinas contra a Covid-19, ele disse que ajudarão a controlar as infecções, mas não resolverão o problema. A única coisa que até agora demonstrou controle sobre a doença é a quarentena e o restante dos regulamentos profiláticos adotados pelas nações, disse ele.

'A segunda coisa é que as pessoas têm uma percepção real do risco e, por isso, aplicam as medidas de autocuidado e higiene necessárias', afirmou.

Bravo afirmou que quanto mais pessoas forem infectadas, a resposta imunológica será maior e só então a imunidade coletiva poderá se desenvolver. Porém, 'esse fenômeno não pode ser visto de forma linear, pois significa que muitos sofrem com a doença e outros morrem, devido ao elevado número de comorbidades existentes', afirmou.

Portanto, 'seria uma grande irresponsabilidade dizer às pessoas que saiam às ruas e não se protejam, porque a imunidade coletiva também não resolverá o problema. Esse fenômeno é consequência do desenvolvimento dessa doença infecciosa, que na medida em que o contágio é mais antigo, o corpo cria mais respostas imunológicas porque tem memória', disse.

Comentou que no Panamá e no México, onde prestou seus serviços no ano passado, tiveram que improvisar enfermarias, instalações e hospitais de campanha devido à saturação dos centros de saúde devido ao elevado número de casos e internações.

'Nos dois países a pandemia se comporta da mesma forma: grande número de infectados e pessoas que chegam tarde demais aos hospitais e salas de terapia intensiva, o que gera maior mortalidade', disse Bravo, que se formou em medicina em 1991 e como intensivista em 2003.

Ele expressou que no mês e meio de permanência na nação ístmica, observou que muitos pacientes vão às unidades de saúde em estágio muito avançado da doença porque não seguem bem as indicações dos médicos ou estão confiantes na ausência de sintomas.

A Covid-19 tem uma coisa, que o que vale hoje pode não ser amanhã nem estar em dúvida, então o mais importante agora é se cuidar e cumprir as medidas de biossegurança estabelecidas, pois só assim poderemos para deter o avanço do vírus, concluiu.

mgt/npg/bj

 

 

 

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