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Eleições Presidenciais ou Plebiscito a....

01.02.2021 | Fonte de informações:

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Eleições Presidenciais ou Plebiscito a....

No rescaldo das eleições referenciadas que saiu vencedor e, portanto reeleito o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, abstemo-nos de qualquer tipo de comentário sobre o seu resultado já que, muito se leu e ouviu sobre o assunto. Das suas consequências no panorama político-partidário veremos mais cedo do que se pode julgar, o vendaval que aí virá.

A grande "chatice" que vai ser, e atingirá os Açores, será a continuidade territorial a que nos obrigam. Dos desaguisados que já existem entre a chamada direita à portuguesa, o desmembramento anunciado do CDS/PP e as veladas ameaças do André a Rui Rio quanto à continuidade do "acordo" de sustentação do governo dos Açores, teimosamente apelidado de regional, peçamos a todos os Santos que o nosso tão amigo anticiclone, leve para longe a tempestade que naquele jardim à beira mar plantado se antevê.

Palmas, aplausos q.b. à vitória que os açorianos deram a Marcelo Rebelo de Sousa. Vezes há que nos perguntamos se os açorianos são dos que dizem "quanto mais me bates mais gosto de ti". No "filme"da noite eleitoral e depois dos resultados conhecidos, a RTP (dita de Açoriana) emitiu um elaborado trabalho referenciando Marcelo Rebelo Sousa como o presidente da República Portuguesa que mais visitou os Açores. Sem dúvida que como turista, merece um colar de "hortênsias azuis e brancas" da próxima vez que pise uma das nossas ilhas.

Procurando recordar essas visitas, para além de algumas de carácter político e institucional, obrigatórias, de quem se diz também nosso presidente, tidas no reconhecimento de algumas catástrofes que nos atingiram, não podemos esquecer também as afrontas recebidas e, das quais indicamos algumas. A afirmação de que a Revisão da Constituição no quadro que refere a melhoria da Autonomia dos Açores, não é urgente e pode esperar. Teimosamente mantém e exorta o cargo de um Embaixador adjectivado de seu "representante", tal capitão donatário dos tempos idos. Quando aqui e acompanhado de um forte dispositivo militar, comemora o dia de Portugal em antecipação, (pois tem que o fazer no seu próprio dia e no respeito pela data na Diáspora dos EUA) numa afirmação "colonialista" para afirmar que aqui é Portugal e, desprezando os nossos símbolos institualizados, quer na Constituição quer no Estatuto Autonómico. Na visita ofensiva que S.Exa, fez a Nordeste para cumprimentar os familiares das vítimas do Covidis19, depois de fazer orelhas moucas à solicitação do Presidente do Governo dos Açores na proibição dos voos Portugal/Açores, dando cobertura ao governo central com a malfadada e dita constitucional "continuidade territorial". O seu moquenco silêncio quiçá urdido com o seu Embaixador, no concubinato urdido na constituição do XII governo dos Açores também tem o que se lhe diga.

Em suma... o Professor, o constitucionalista, o irresistível comentador...para além de continuar a ser o presidente de todos os portugueses, vai continuar a ser o "Marcelo".

A bem da verdade se diga, sem fundamentalismos ou outra qualquer adjectivação possível, que nenhuns dos candidatos que se perfilharam nessa maratona à Presidência da República Portuguesa servirão ou serviriam os Açores e os interesses de nós Açorianos. Olhemos e revejamos os seus programas. Sobre os Açores "NICLES".

Do insólito ao ridículo

 Eduardo Baptista, um desconhecido tenente-coronel, conseguiu a proeza de, não sendo formalmente candidato, ter o seu nome nos boletins de voto das eleições Assim se põe ao ridículo as instituições políticas nacionais. Tribunal Constitucional e Comissão Nacional de Eleições. Este "candidato" sem fazer campanha mostrou como o sistema está simplesmente caduco, refém da burocracia enquadrada em leis subtis e ultrapassadas que levam a situações insólitas e bizarras como esta. O tenente-coronel Eduardo Baptista poderá ser candidato ao Guiness como sendo o primeiro, a constar num boletim de voto sem ter propriamente existido candidatura. E esta hem!

 

Como "votamos"? Como dissemos que o faríamos no nosso último Artigo - Eleições Presidenciais ...Abstemo-nos ou votamos? Fizemo-lo em "branco", forma muito clara de dizer, que nenhum dos candidatos, serviria os interesses dos Açores e do seu Povo no Direito que nos assiste, explicito na Declaração dos Direitos do Homem.

 

O primeiro requisito para uma ordem social melhor é o retorno

 à liberdade irrestrita de pensamento e de expressão. "

(Ludwig von Mises)

José Ventura

 

2021-01-30

 

O autor rejeita por opção o acordo ortográfico

 

 
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