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Boletim Eletrônico do Deputado Federal Babá – PT/PA 09 de Julho de 2003

11.07.2003 | Fonte de informações:

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O deputado Babá, esteve no ato realizado em Belo Horizonte, a convite dos companheiros do UNAFISCO, cidade na qual também participou das assembléias do SINDIFISCO-MG e dos Fiscais da Previdência. Tentamos refletir, através de notas de alguns jornais, como foi o primeiro dia da greve e os atos nas principais capitais.

Também, através de moções, cartas e manifestos recebidos, que aqui reproduzimos, queremos socializar e contribuir ao intenso debate aberto nas fileiras do movimento sindical, e particularmente entre os petistas, à respeito dos rumos do governo e dos caminhos a tomar por parte dos militantes e lutadores petistas e socialistas.

Infelizmente, foi muito reduzido o número de parlamentares petistas a estarem presentes nos atos do dia 08 contra a reforma da previdência. Mas a força demonstrada neste primeiro dia de greve, deve fortalecer o ânimo de todos os servidores, cimentar a unidade entre eles e com todos os parlamentares e dirigentes que não enrolam as bandeiras, e se mantêm firmes com os compromissos assumidos com a classe trabalhadora. Se fomos capazes de barrar a reforma de FHC, temos que fortalecer a greve para derrotar também esta Reforma reacionária, à serviços do sistema financeiro.

1) Notas da Greve – O Globo 09 de Julho Sem apoio da CUT, servidores vaiam Lula, Dirceu e Berzoini em protestos

Balanço da Greve - O Globo – 09 de Julho de 2003 - PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS: Trinta das 52 universidades federais pararam. As universidades estaduais paulistas (USP, Unesp, Unicamp) decidiram entrar na greve em 11 de agosto. No Rio, pararam UFF, UFRJ, Rural e UNI-Rio. Dos 43 mil professores, 30 mil estão em greve. SERVIDORES DE UNIVERSIDADES: Servidores de 19 das 42 universidades estão em greve, inicialmente por 72 horas e, a partir do dia 17, por tempo indeterminado. Das 19 que aderiram, seis estão paradas indefinidamente (Ouro Preto, MT, UnB, PR, SC e RS). FISCAIS E AUDITORES DA PREVIDÊNCIA: O setor tem mais de cem unidades e 4.500 funcionários. Segundo o sindicato, a greve atingiu 100% nas capitais. A paralisação da categoria é por 48 horas. SERVIDORES DO JUDICIÁRIO: Atingiu 40% da categoria. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a paralisação foi total. No Paraná e na Bahia, fizeram greve os funcionários da Justiça do Trabalho. Em São Paulo, Rio, Alagoas e Rio Grande do Norte a paralisação é de 72 horas. SERVIDORES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, DA SAÚDE, DO TRABALHO E DA ASSISTÊNCIA SOCIAL: Segundo o sindicato, a categoria parou 100% em algumas capitais e 70% em oito estados. Em Alagoas, a paralisação foi de 90%; no Rio, de 100%, e em SP, de 80%. Em todo o país foi comprometido o serviço de concessão de benefícios. Em SP, 60 mil pessoas deixaram de ser atendidas nas 16 agências; no Rio, ficaram comprometidos os serviços nos hospitais da Lagoa, de Bonsucesso, de Traumato-Ortopedia e o Instituto Nacional do Câncer (Inca). SERVIDORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA E ENSINO PROFISSIONAL: Pararam 13 das 50 instituições, o que corresponde à metade dos servidores; dos 20 mil funcionários, dez mil pararam; a greve atingiu oito Centros Federais de Educação Técnica (Cefets) e o Colégio Pedro II. AUDITORES FISCAIS DA RECEITA: Das 64 delegacias, 63 pararam. A greve é por três dias. SERVIDORES DO IBGE: No Rio, parou a maioria dos 4.500 funcionários, que representam 45% dos dez mil servidores do IBGE no país. Pararam também servidores em outros dez estados (BA, PR, RS, PE, ES, SC, MT, MS, AP e RR). SERVIDORES DO PODER EXECUTIVO: Pararam em 15 estados (BA, DF, MS, PA, RN, RS, SP, AM, CE, ES, MT, PE, RO, SC e RJ). Os setores mais mobilizados foram o Incra e a Receita Federal, além do Ibama e da Fundação Nacional de Saúde. BELO HORIZONTE, RECIFE e SÃO PAULO. Sem o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), servidores públicos federais de todo o país não pouparam ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Casa Civil, José Dirceu, e da Previdência, Ricardo Berzoini, em suas manifestações contra a reforma da Previdência. Em frente à Secretaria da Fazenda de São Paulo, cerca de 600 pessoas fizeram o enterro simbólico da proposta do governo para a reforma da Previdência, com direito a rabecão, coroa de flores e caixão. Lula e seus ministros foram vaiados sempre que tiveram seus nomes mencionados. — Fora já! Fora já daqui, com essa reforma e o FMI — gritavam os manifestantes, incentivados por sindicalistas que representavam 22 entidades dos servidores. — O ato, que durou pouco mais de uma hora, fechou completamente a Avenida Rangel Pestana, obrigando a PM e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a desviarem o trânsito do local, o que causou congestionamento no centro de São Paulo. — Além de faixas de protesto, alguns manifestantes portavam bandeiras do PSTU. — Onde está o presidente Lula? Reunido com os banqueiros? Deveria estar aqui na rua, com o povo — bradou o presidente da Associação dos Procuradores de São Paulo, José Damião de Lima Trindade. Babá protestou ao lado de servidores em BH Em Belo Horizonte, o protesto com cerca de mil servidores ganhou o reforço do deputado radical João Batista Oliveira de Araújo, o Babá (PT-PA), que está ameaçado de expulsão por ser contrário à reforma da Previdência. Babá, que participou de uma caminhada ao lado dos manifestantes, foi ovacionado ao dizer que está decepcionado com as ações do governo Lula. — Se eu for expulso, será por ser defensor do verdadeiro

 
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