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Satiricon: Lula interpreta Encólpio

02.12.2009 | Fonte de informações:

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"O gênio é filho da frugalidade.
Tu, cujo orgulho aspira à imortalidade,
Deves fugir de lautos banquetes, de luxos pérfidos.
Os vapores de Baco ofuscam a razão,
E a rígida virtude, diante do vício feliz,
Teme inclinar a cabeça."


Fernando Soares Campos
P or que Enclópio (ou Petrônio, o autor) teria dito isso antes de narrar sua própria "devassidão" ao participar do Festim de Trimalquião?
Creio que foi para informar aos possíveis leitores aspirantes a vestal, virgens até na imaginação tentadora, exorcistas da tentação pecaminosa, que aquilo que ele iria relatar não passaria de uma sátira de costumes.


Quando li o artigo do César Benjamin dizendo que o presidente Lula havia revelado que teria tentado subjugar um jovem preso político que se encontrava na mesma cela que ele, na tentativa de “estuprá-lo”, não tive dúvida de que teria se tratado de uma piada de Lula, e que o César Benjamin, agora rebuscando o lixo de sua memória para atacar o presidente, havia transformado a piada em dramalhão do tipo "chocou a loura burra".


No almoço em que César Benjamin diz que Lula "confessou" o tal ato degradante, ele fala do marqueteiro americano que viera trabalhar na campanha de Lula, afirmando que o gringo "Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal ". E conclui "Cesinha": "O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço. Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci (grifos nossos).


Esqueceu-se de Silvio Tendler, destacado cineasta. Mas nada acontece por acaso. Por que César Benjamin "esqueceu-se" de Silvio Tendler? Ora, claro que foi para evitar que o cineasta se manifestasse contando a verdadeira história. Foi para que o Silvio não se sentisse envolvido com tão escandalosa "denúncia".


Não citando nominalmente Silvio Tendler, Cesinha imaginou que este não se sentiria na obrigação de se manifestar.
Quebrou a cara!


Silvio Tendler já respondeu às acusações de César Benjamin.
Veja o que disse Silvio Tendler:


"- Ele diz não se lembrar de quem era o 'publicitário', mas sabe muito bem que sou eu. Eu estava lá e vou contar essa história..."
Tendler confirma o que milhões de brasileiros já desconfiavam sobre o dramalhão que César Benjamin fez em cima da piada de Lula.
"- Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara... só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira..."


Por que César Benjamin, hoje, quinze anos depois, prefere assumir o papel daquele personagem de programa humorístico que nunca entendia a piada? Se você não sabe a resposta, leia os últimos parágrafos da postagem imediatamente anterior a esta.


Em 2007, escrevi uma crônica intitulada "Frustração de infância", publicada em diversos portais. Trata-se de uma sátira de costumes, na qual, como narrador-personagem, "assumo" que vibrei com o assassinato de minha professora pelo seu marido, até acuso o cara de ter me roubado "o direito de matar minha professora". Uma evidente sátira, comentada por diversos leitores, entre eles alguns professores. Muitas foram as análises, por onde a crônica passou... Em geral elogiosas.


Mas também tivemos esse caso aqui:
“Caro Fernando Soares

O site Novae foi, ao longo dos últimos cinco anos, minha página inicial na internet. Antes de ler as baboseiras que a “grande mídia” traz, lia as vossas matérias. Fiquei impressionado pelo enfoque crítico destinado à revista Veja e à Folha de São Paulo. A cobertura de diversos assuntos foi muito esclarecedora e engajada, forte mesmo. Imprimi, não sei quantas vezes, a matéria "Laboratório de invenções da elite" para distribuir entre familiares e amigos. Soube, por intermédio destes, que o conteúdo estava sendo usado por professores da área de jornalismo.


No entanto, seu texto "Frustração de infância" poderia fazer parte de quaisquer dos periódicos por este site combatidos .[Ele quer dizer que o meu texto é reacionário, pois os textos dos colaboadores da NovaE, em geral, expressam caráter humanista].
Além de ser um escrito de péssima qualidade, fere uma das profissões mais aviltadas ao longo das últimas décadas no Brasil. “Só sei que me senti frustrado por não ter matado minha professora”. Lamentável. “Mas não senti dó quandoa professora escorregou em sala de aula e fraturou a bacia. Quem mandou ela escorregar na casca de banana que deixei nas imediações do quadro-negro? Além do mais, não foi para ela que eu coloquei a casca de banana. Foi para um colega exibicionista, que sempre se apresentava para resolver as questões que a professora escrevia no quadro”. Igualmente lamentável.

 
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