A radical virada da Hyundai no Tucson: o fim definitivo de uma era que forçou mudanças globais

A Hyundai apresentou o quinto geração do Tucson, identificado como NX5, com uma reestruturação profunda tanto na estética quanto na mecânica. A montadora mantém a estratégia de oferecer duas versões dimensionais: uma "longa" destinada aos mercados dos Estados Unidos e da Coreia, e uma "curta" para a Europa. Além das diferenças de tamanho, o modelo aposta em um design mais angular, inspirado no conceito Art of Steel, e em uma arquitetura de eletrônica que incorpora inteligência artificial. Para o comprador, o ponto central da decisão reside na mudança da oferta de propulsão — com o abandono do diesel — e na ampliação do espaço interno, fatores que alteram diretamente o custo de uso e a comodidade diária.

Dimensões e ergonomia

O aumento nas dimensões é perceptível para quem utiliza o veículo para transporte de passageiros. A variante de longo entre-eixos passou a medir 4700 mm, um acréscimo de 60 mm, enquanto a versão europeia atingiu 4560 mm, 35 mm a mais que o anterior. Essa modificação beneficia diretamente o espaço para as pernas dos ocupantes do banco traseiro. Outro ajuste prático foi o aumento do ângulo de abertura das portas traseiras, que saiu de 73 para 83 graus, facilitando o acesso de pessoas idosas e a instalação de cadeirinhas de criança. O volume de carga e a altura livre do solo, que varia de 159 a 180 mm conforme a especificação, mantêm o utilitário como uma opção para uso urbano e deslocamentos de fim de semana.

Design e tecnologia de bordo

A frente do veículo recebeu uma faixa de LED contínua, com os faróis principais posicionados em nível inferior, conferindo um visual mais agressivo. O interior segue uma lógica de separação funcional entre os displays. O painel de instrumentos, com 9,9 polegadas, foi posicionado mais próximo do para-brisa para reduzir a necessidade de desviar o olhar da pista. A tela central de infotainment pode ter até 17 polegadas e opera com o sistema Pleos Connect, que utiliza inteligência artificial. Um detalhe relevante para a condução é a manutenção dos controles físicos para o ar-condicionado e o áudio, substituindo interfaces puramente touch por botões e "shades", o que permite o manuseio sem visão direta.

Variantes específicas

A linha inclui versões com focos específicos. O Tucson XRT traz proteções plásticas reforçadas e uma grade radiador diferente. Nos EUA, a variante XRT Pro oferece altura livre do solo aumentada para 210 mm e pneus off-road, direcionada a quem sai frequentemente do asfalto. Para o mercado europeu, a versão N Line oferece um acabamento mais esportivo.

Motorização: fim do diesel, foco no híbrido

A mudança mais significativa para o cálculo de custos futuros é a exclusão dos motores a diesel da gama NX5. A oferta passa a ser centrada em unidades a gasolina e eletrificadas. O motor turbo 1.6 T-GDI oferece potência de 150 cv na Europa e 193 cv na Coreia, acoplado a uma transmissão automatizada ou a um câmbio automático de 8 marchas, dependendo do mercado. O motor aspirado 2.0 MPI permanece disponível em algumas regiões. A aposta principal está nas versões híbridas (HEV) e plug-in híbridas (PHEV), que entregam entre 235 e 292 cv. O modelo PHEV permite percorrer até 81 km em modo elétrico exclusivo, o que cobre a maioria dos deslocamentos urbanos diários sem consumo de combustível fóssil.

Sistemas de assistência

O Tucson incorpora a função Memory Reverse Assist, que registra o trajeto percorrido em alta velocidade e permite o retorno automático pela mesma trajetória, útil em manobras em espaços estreitos. Na versão XRT Pro, destinada ao uso fora de estrada, o sistema Smart Terrain Assist oferece orientações em tempo real ao condutor sobre a melhor forma de transpor superfícies irregulares ou escorregadias.

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Author`s name Petr Ermilin