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O desemprego sem saída

07.05.2010 | Fonte de informações:

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Nesse período, um terço de 1 bilhão 100 milhões de jovens no mundo buscavam trabalho sem êxito, haviam abandonado essa gestão ou viviam com menos de dois dólares ao dia.

Nessa década, a população juvenil cresceu 13,2%, mas a disponibilidade de empregos para ela só aumentou 3,8%.

Desse modo, os jovens desocupados representavam 44% do total dos desempregados no mundo, apesar de sua participação na população laboral ser de só 25%.

Sua taxa de desemprego foi muito mais alta do que a dos adultos (4,6%) em 2005, tendo aumentado de 12,5% para 13,5%. em 1995

A OIT chamava a atenção, antes da explosão da crise econômica, que a imposibilidade de encontrar um emprego gera a sensação de vulnerabilidade, inutilidade e de estar demais.

Segundo suas estimativas, eram necessários 400 milhões de empregos decentes e produtivos para aproveitar ao máximo o potencial da juventude.

Destacava ao mesmo tempo que as desvantagens relativas para os jovens são maiores no mundo chamado em desenvolvimento, onde representam uma porção mais elevada da força laboral

O diretor geral da OIT, Juan Somavía, considerou então que a incapacidade das economias para criar empregos decentes e produtivos "ameaça danificar as perspectivas econômicas de um de nossos principais recursos".

Assim qualificava "mulheres e homens jovens" afetados pelo déficit de oportunidades de trabalho decente e pelos altos níveis de incerteza econômica.

No mais recente Fórum de Davos, Suíça, insistiu em que "as medidas de recuperação (econômica) devem apontar para a criação de empregos para os jovens", porque 45 milhões de mulheres e homens desse universo ingressam a cada ano no mercado mundial.

A OIT estima que o percentual de trabalhadores com empregos vulneráveis supera internacionalmente 1 bilhão 500 milhões e representa 50,6% da força laboral do planeta.

Entre as cifras alarmantes se inclui que em 2009 os indivíduos nesta condição aumentaram em mais de 110 milhões; que 215 milhões estavam em risco de cair na pobreza e que 633 milhões de trabalhadores e suas famílias subsistiam, em 2008, com menos de 1,25 dólares ao día.

Também, a OCDE estima que "a crise financeira e econômica" elevou rápidamente o desemprego "de uma taxa de 5,6% em julho de 2007 a um recorde de 8,5% em 2009".

Como se pode apreciar, no presente não há perspectiva de diminuição certa do desemprego nos países mais industrializados.

Prognostica-se, ao contrário, seu aumento alarmante, no que é ilustrativo o caso da Espanha, com uma previsão de 21% de desemprego para este ano.

O informe reflete a necessidade de estabelecer urgentemente uma ampla proteção social básica para cobrir os pobres dos efeitos devastadores causados pelas fortes flutuações econômicas.

Mas, influenciado pela crise, o desemprego, originado por condições sistêmicas, provocará em 2010 outros 25 milhões de desempregados em relação a 2007, antes de iniciar-se a recessão, principalmente entre mulheres e jovens.

Por sua vez, a produtividade laboral diminui no mundo, com exceção na Ásia Oriental, Ásia Meridional e Norte da África, e torna mais angustiante a saída do túnel, para todos.

24 de abril de 2010

Ernesto Montero Acuña é jornalista da redação de temas globais de Prensa Latina

Tradução: Sergio Granja

http://www.socialismo.org.br/portal/questoes-sociais/113-artigo/1472-o-desemprego-sem-saida

 
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