As campanhas para a eleição presidencial de 2026 no Brasil chegam ao fim sob forte tensão. A decisão dos Estados Unidos e da Austrália de suspender os atendimentos consulares presenciais, motivada por ameaças de segurança, gerou um intenso debate sobre possível interferência externa no processo eleitoral.
Enquanto governos estrangeiros alertam para o risco de manifestações espontâneas, as autoridades brasileiras afirmam que não há indícios de ameaça concreta em solo nacional-
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou declarações de Donald Trump sobre monitorar de perto as eleições brasileiras e pediu que Washington não interfira no pleito. A campanha governista acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o fechamento das embaixadas seja incluído nas investigações de interferência externa.
O principal campo de oposição, liderado por aliados de Flávio Bolsonaro (PL), mantém agendas de rua intensas. Críticos do atual governo utilizam os alertas internacionais para apontar uma suposta fragilidade na segurança pública e institucional do país.
A Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informaram que não emitiram nenhum alerta desse tipo. Contudo, a PF realizou buscas preventivas contra suspeitos de publicarem ameaças digitais, mas confirmou que nada concreto foi encontrado. Um falso alarme de bolsa abandonada perto do Supremo Tribunal Federal (STF) também chegou a mobilizar o esquadrão antibomba em Brasília, mas continha apenas objetos pessoais.
Segundo o jornalista conservador Claudio Dantas, os militares alertaram o Supremo Tribunal que não intervirão para proteger os juízes em caso de uma crise institucional resultante de uma violação da ordem constitucional.
De acordo com Dantas, alguns dos juízes que foram notificados pelos generais brasileiros incluíram Gilmar Mendes, o juiz mais antigo do Tribunal, e Edson Fachin, o presidente do Supremo Tribunal.
"Então, se vocês provocarem uma potência estrangeira, se violarem a Constituição – como vocês estão violando, e continuam a violar – se vocês obstruírem ou boicotarem uma eleição, impedirem que um presidente eleito tome posse, ou qualquer coisa que envolva esse cenário... Vocês terão que arcar com as consequências e lidar com elas sozinhos', cita Dantas.
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