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FARC mantém proposta de intercâmbio humanitário

28.08.2008
 
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Em uma confrontação tão intensa como a atual, onde se apresentam centenas de combates dia a pós dia e milhares de ações de guerra, por todo o território nacional, é entendível que se apresentem, ademais de mortes, capturas de integrantes das forças em luta, e é lógico, que também nós e as famílias dos guerrilheiros presos, ansiemos sua liberdade, longe do opróbrio e da humilhação dos cárceres ianques e dos calabouços de máxima segurança da Colômbia.

Por isso, mantemos a proposta de Intercâmbio Humanitário. Em qualidade de prisioneiros de guerra, hoje permanecem em nossos acampamentos:

Capitão Edgar Yesid Duarte Valero/ 2. Tenente Elkin Hernández Rivas/ 3. Sargento Luís Alberto Erazo Maya/ 4.Cabo Segundo José Libio Martínez Estrada/ 5. Cabo Segundo Pablo Emilio Moncayo Cabrera/ 6. Intendente Álvaro Moreno/ 7. Soldado William Yovani Domínguez Castro/ 8. Parlamentar Óscar Tulio Liscano/ 9. Deputado Sigifredo López/ 10. Ex-governador Alan Jara/ 11. Cabo Primeiro Luís Alfredo Moreno/ 12. Cabo Primeiro Luís Alfonso Beltrán/ 13. Cabo Primeiro Luís Arturo García/ 14. Cabo Primeiro Robinsón Salcedo/ 15. Sargento Segundo César Augusto Lazo/ 16. Cabo Primeiro José Libardo Forero/ 17. Subtenente Jorge Humberto Romero/ 18. Subtenente Carlos José Duarte/ 19. Subtenente Wilson Rojas Medina/ 20. Subtenente Jorge Trujillo/ 21. Coronel Luis Mendieta Ovalle/ 22. Tenente William Donato Gómez/ 23. Capitão Enrique Murillo Sánchez/ 24. Capitão Guillermo Solórzano/ 25. Sargento Segundo Arvey Delgado Argote/ 26. Cabo Primeiro Salin Antonio San Miguel Valderrama/ 27. Policial Juan Fernando Galicio Uribe/ 28. Policial José Walter Lozano Guarnizo/ 29. Policial Aléxis Torres Zapata.

Sobre estes quatro últimos (dois polícias e o Cabo), o governo não tem informado à opinião pública nem feito reclamo algum, já que por não ter patente, pouco servem para a propaganda. Qualquer aproximação o processo que surja em procura da concreção do Intercâmbio ou de acordos Humanitários que protejam à população dos perigos da confrontação deve contar com plenas garantias e com a participação e presença de países e governos que ofereçam total confiança. A estas alturas dos acontecimentos, ante os olhos de próprios e estranhos é evidente que o regime colombiano, mas especialmente o atual governo, mentem, enganam, deturpam, violam compromissos e normas em meio do mais grande cinismo e da mais vergonhosa impunidade. Para eles, "seu fim justifica qualquer meio" e praticam a "guerra sem regras", diante de uma lassitude quase cúmplice da chamada comunidade internacional.

O presidente Uribe autorizou seqüestrar a Rodrigo Granda no centro de Caracas, capital de Venezuela, e depois afirmou que tinha sido preso na fronteira dos dois países; invadiu militarmente o território equatoriano violando toda a normas interncionais o dia primeiro de março e, imediatamente após desse crime chamou o Presidente Rafael Correa para mentir-lhe com cinismo; para a fuga recente, autoriza a utilização do emblema da Cruz Vermelha, de meios de comunicação e de organizações não governamentais de outros países em operações militares, mas não responde por isso. Foi às suas costas! Parafraseando a um ex-presidente norte-americano poderíamos dizer que "o êxito tive muitos pais, mas a violação das normas internacionais resultou órfã".

A nossos presos enviamos-lhes um saúdo revolucionário, solidário e cálido. Continuaremos lutando pela sua libertação. Aos nossos amigos e simpatizantes nacionais e internacionais, com o nosso otimismo de sempre, transmitimos-lhes nossa confiança no triunfo deste enorme esforço popular pelas transformações sociais em favor das maiorias de nosso povo. Agradecemos as enormes mostras de solidariedade que recebemos com motivo do falecimento de nosso Comandante em Chefe, Manuel Marulanda Vélez. Dele aprendemos, também, a ser incondicionalmente solidários com todos os processos revolucionários do mundo e profundamente respeitosos dos caminhos que cada povo soberanamente decide transitar em procura de seu bem-estar. Esse princípio seguirá sendo guia de nossas relações internacionais. Jamais os processos revolucionários têm sido planos e em uma só direção. As FARC temos claro o norte do processo, confiamos em nossas orientações e, no trabalho que fazermos sentimo-nos fortes, apesar da ofensiva de Bush e Uribe que tentam golpear-nos visando desestimular as lutas do povo pelas mudanças. Ampliaremos a cobertura da discussão em torno de nossa Plataforma Bolivariana com a convicção profunda que Colômbia será capaz de conquistar um Novo Governo, de unidade, em paz com democracia plena e que resgate nossa refundida soberania nacional.

Pela Nova Colômbia, a Pátria Grande e o Socialismo!

Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP

Montanhas da Colômbia, Agosto de 2008

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