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Iraque: 90 mil vidas a menos e lucros empresariais garantidos

24.09.2008
 
Pages: 123


A matéria do NYT informa que as companhias estão há 36 anos longe do país, desde que Saddam Hussein nacionalizou as concessões das empresas. O jornal cita como fontes funcionários das petrolíferas e do Ministério do Petróleo iraquiano, além de um diplomata americano.


Segundo o jornal americano, os contratos sem concorrência são raros na indústria, e as empresas deixaram para trás "mais de 40 companhias, incluindo petrolíferas da Rússia, China e Índia". "Os contratos terão duração de um a dois anos e são relativamente pequenos para os padrões da indústria, mas, no entanto, dariam às companhias uma vantagem em disputas por futuros contratos", afirma a matéria.


Americanos atuam como funcionários do Ministério do Petróleo
De acordo com o jornal, "não está claro qual foi o papel desempenhado pelos EUA no fechamento dos contratos" e ainda há "conselheiros americanos no Ministério do Petróleo iraquiano". Os contratos são uma grande oportunidade para que as gigantes petrolíferas reponham suas reservas, enquanto o petróleo dá sinais de esgotamento em todo o mundo.


Os dados dão alguma noção acerca do interesse na "democracia" iraquiana: o país exportou em agosto deste ano 54,4 milhões de barris de petróleo e faturou US$ 5,549 bilhões por sua venda, conforme anúncio do Ministério do Petróleo iraquiano em comunicado neste domingo 21.


Segundo um porta-voz do Ministério iraquiano, os contratos sem concorrência foram "uma medida emergencial" para trazer "habilidades modernas aos campos de petróleo enquanto a lei petrolífera está pendente no Parlamento". A mesma fonte confirmou ao NYT que estas empresas já vêm trabalhando junto ao Ministério. De acordo com os funcionários ouvidos pelo NYT, as companhias "cederam aconselhamento e treinamento gratuito aos iraquianos" e, por isso, "os contratos não foram abertos à concorrência pública".


Últimos ataques de insurgentes
Apesar dos menores índices de violência em quatro anos no Iraque, a violência continua alta e o país apresenta elementos de desestabilidade política. Pelo menos três pessoas morreram nesta segunda 22 e nove ficaram feridas em duas explosões nas cidades de Bagdá e Tikrit, informaram fontes policiais.


Também na segunda 22, pelo menos cinco crianças morreram e outras três ficaram feridas por uma explosão em Mossul, 400 quilômetros ao norte de Bagdá. As crianças tinham entre 7 e 9 anos brincavam no momento do acidente, segundo a polícia.


No domingo 21, seis pessoas morreram e 29 ficaram feridas no norte do país, após as explosões de duas bombas. Em Bagdá, segundo a Reuters, um funcionário do alto escalão do Ministério do Interior, o general Adel Abbas, e o motorista dele foram mortos em um ataque a tiros contra seu veículo. Um atentado suicida contra um posto de controle policial com um caminhão-bomba matou três pessoas e feriu 23 em Kirkuk, no norte do Iraque, a 250 quilômetros ao norte de Bagdá.


Mais para o sul, uma bomba colocada numa estrada atingiu um microônibus, matando os três ocupantes e ferindo outros seis perto da cidade de Jalawla, na província de Diyala.


Segundo Aws Qusay, repórter da Reuters no país, os insurgentes vêm mostrando que ainda são capazes de desfechar ataques mortíferos, especialmente no norte, onde militantes da rede Al Qaeda se reagruparam depois de terem sido expulsos de outras partes do país.


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