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Mundo

O mundo deve unir-se contra os EUA

21.09.2008
 
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Rússia, consequentemente, não é o problema, mas sim a solução

Moscovo representa um aliado estável com uma economia forte baseada em fundamentos fortes, não o sistema monetarista capitalista idiota patrocinado por Washington, onde os mercados são controlados de perto por uma pequena associação de elitistas ricos e onde os fundamentos são constituídos pelo jogo e pela especulação. Então, depois imaginem quem paga as contas? Os ricos ou os que lutam pela sobrevivência através do seu trabalho? Moscovo representa um mundo baseado em relações fraternais, que usam os princípios de debate, de discussão e de diálogo entre a fraternidade das nações, no Conselho de Segurança da ONU, num mundo que vive, feliz, na estabilidade económica, que vive na amizade e paz, duas palavras que iriam sufocar as gargantas daqueles que controlam Washington.

O caminho pela frente

Apesar do comportamento grosseiro de Washington como um execrável pirralho estragado de mimos, gritando, dando ponta-pés, mordendo, e sendo geralmente insolente, desagradável e extremoso, os corações e mentes do os membros inteligentes da comunidade internacional não odeiam todos os norte-americanos. As pessoas são pessoas. As lágrimas sabem a sal e todos nós preferimos chorar lágrimas de felicidade. O caminho pela frente é que alguém em Washington efectue mudança real, não apenas na maneira em que as coisas são feitas internamente no Estados Unidos da América (isso pertence a eles, e a eles só) mas também, e fundamentalmente, numa atitude fresca e nova nas relações internacionais num mundo cada vez mais globalizado.

Introduzir pessoas como John McCain e Sarah Palin não vai fazer nada no sentido de abrir a janela e refrescar o ar após oito anos de fedor das políticas criminosas assassinas do regime de Bush-Cheney-Rumsfeld (lá por trás)-Rice. McCain representa uma continuação da política que pendure demónios perante os olhos do povo norte-americano, baseando a apresentação das políticas na manipulação do medo. Diz que a Sarah Palin é uma boa escolha porque é Governadora do Alaska, e esse estado está próximo à Rússia. Não tem graça nenhuma. Se não fosse tão perigoso um palhaço deste calibre apresentar-se para a presidência de um do mais poderosos países do mundo, seria totalmente patético. Quanto à Palin – o que acontece se McCain morrer?

A mudança fundamental que a comunidade internacional precisa para tomarmos juntos nossos primeiros passos no terceiro milénio - como amigos, e não perpetuando rixas velhas e animosidades antigas, tem dois nomes: Barack Obama, não Biden. Biden pode passar os primeiros quatro anos da sua vice-presidência a ver o que acontece, enquanto o Presidente Obama, esperemos, faz o suficiente para garantir um segundo termo em que execute realmente as suas políticas. Nós temos um sonho.

Até lá, Washington continuará a ser um pirralho beligerante que precise de uma tareia das antigas, antes de ser atirado sem cerimónias para a rua, onde pertence.

Timothy BANCROFT-HINCHEY
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