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Palestina: 61 anos de seguidas nakbas (tragédias)

19.05.2009
 
Pages: 12

Ou seja, Israel, de fascista após fascista eleito, crime após crime contra o povo palestino, superou o embrião das bandas terroristas que era e tornou-se o que é hoje: um estado pária, ilegal e delinqüente, em que a dirigência sanguinária e degenerada é sistematicamente eleita e reeleita à medida que se mostra mais ensandecida e mais capaz de matar e matar palestinos, roubar suas terras, destruir seus lares e produção.

Pode-se dizer que os último e penúltimo banhos de sangue promovidos em Gaza são a maioridade de Israel rumo ao fascismo, coroada com a recondução de Netanyahu ao poder por este advogar simplesmente varrer os palestinos do mapa, objetivo de que dá provas ao formar o gabinete mais abertamente fascista – não o mais fascista, mas o mais declaradamente fascista – da história do estado judaico.

Esta maioridade rumo ao estado mais fascista e racista da história humana vem sendo atingida sob os olhares cúmplices de grande parte do Ocidente. Cumplicidade é o mínimo que se pode dizer frente à ausência de reação não apenas quando dos contínuos massacres, mas também frente ao fato de os mesmos sempre serem anunciados com muita antecedência.

Os últimos acontecimentos havidos em Gaza, por exemplo, foram anunciados já em 2004, quando o professor israelense Arnon Soffrer, presidente do Instituto Nacional de Defesa das Forças Armadas de Israel e um dos principais conselheiros do à época primeiro ministro Ariel Sharon, ao falar acerca da retirada militar de Gaza, assim se manifestou ao Jerusalém Post: “... quando um milhão e meio de pessoas vivam encarceradas, isto vai ser uma catástrofe humana. Estas pessoas se converterão em animais, ainda mais do que o são hoje...

A pressão na fronteira será espantosa. Vai ser uma guerra terrível. Assim, se quisermos seguir vivos, teremos que matar e matar. Todos os dias, cada dia... Se não matarmos, deixaremos de existir... A separação unilateral não garante a ‘paz’, garante um estado sionista com esmagadora maioria de judeus...”. A seguir veio o massacre de 2006 e o isolamento de toda a Faixa de Gaza, com impedimento do movimento de pessoas e do ingresso de alimentos, medicamentos e todos os demais itens mínimos à sobrevivência humana.

E logo em seguida, em fins de fevereiro e março de 2008, quando Israel atacou o norte de Gaza, o então vice-ministro da guerra Matan Vilnaii ameaçou os palestinos com uma “shoah (holocausto em hebraico) ainda maior”. E o que foi que aconteceu em finais do mesmo 2008 e início de 2009 em Gaza? Simples: a concretização do que a dirigência sanguinária e degenerada do estado judaico já havia anunciado aos palestinos e ao mundo.

Portanto, Israel, que já anunciou em mais de uma ocasião utilizar armas nucleares contra o Ir㠖 é a primeira vez na história humana de um país ou dirigentes isolados assumem um holocausto nuclear –, que bombardeia populações indefesas na Palestina ocupada e no Líbano, que encarcera 11 mil palestinos – maior população carcerária do mundo em termos proporcionais, com centenas de mulheres e crianças maiores de 11 anos –, que tortura com amparo legal e da Suprema Corte do país, que constrói um muro de concreto de oito metros que corta cidades palestinas ao meio e anexa terras cultiváveis e fontes de água, que promove assassinatos seletivos de dirigentes palestinos, que não cumpriu nem uma única resolução da ONU até hoje, que mantém vínculos com todos os regimes sanguinários do planeta – foi a única nação a não romper relações com o regime racista da África do Sul, com o qual chegou a pesquisar uma “bomba étnica” que matasse apenas negros e árabes – e cujos dirigentes são cassados mundo afora por crimes cometidos contra a humanidade não é mais um perigo apenas para os palestinos e vizinhos, mas para o mundo inteiro.

Não por acaso, em recente sondagem promovida pela União Européia em diversos países europeus, 59% dos entrevistados apontaram Israel como a maior ameaça à paz e à segurança mundiais.

É isto também o que pensa o povo brasileiro, razão pela qual o Brasil deve também aderir à campanha mundial de boicote, desinvestimento e sanções, inclusive culturais, esportivas e acadêmicas contra Israel, bem como não receber, em nenhuma hipótese, o fascista e declaradamente racista Avigdor Liberman, atual chanceler israelense que promete visitar o País em poucas semanas.

E as comunidades palestinas em todo o mundo, especialmente a brasileira, precisam se mobilizar por todos os meios possíveis, neste dia 15 de maio, com vistas a denunciar o estado criminoso e de apartheid de Israel, seus crimes contra nosso povo e contra a humanidade, bem como desde já organizar a mobilização com vistas a evitar a visita do assassino Avigdor Liberman ao Brasil.

O fim do genocídio israelense contra nosso povo depende de nossa mobilização mundo afora, constante e consciente, sem o que desapareceremos como nação e como povo, pois este é o objetivo da dirigência judaica de Israel, pronta a perpetrar a prometida Shoah contra nosso povo, com o que coroariam a Nakba que iniciaram há mais de seis décadas.

FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL – FEPAL

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