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Itália e a não proliferação

12.08.2020
 
Itália e a não proliferação. 33774.jpeg

A B61 será substituída, em breve, pela B61-12: uma nova bomba nuclear, com potência selecionável no momento do lançamento, que se dirige com precisão para o alvo e tem a capacidade de penetrar no subsolo para destruir os 'bunkers' dos centros de comando.

 

O programa do Pentágono prevê a construção de 500 bombas nucleares B61-12, com uma despesa de 10 biliões de dólares. O programa está em fase final: nos polígonos do Nevada estão em curso os testes de lançamento da nova bomba (sem ogiva nuclear). Entre os aviões certificados para o seu uso estão o Tornado PA-200 e o novo F-35A, fornecidos à Força Aérea Italiana.

 

Não se sabe quantas B61-12 serão instaladas na Itália e noutros países europeus. Poderão ser mais do que as bombas B-61 anteriores e também ser instaladas noutras bases. A de Ghedi, reestruturada, pode acolher até 30 caças F-35A com 60 bombas B61-12.

 

Às novas bombas juntam-se as armas nucleares da Sexta Frota estacionada em Itália, cujo tipo e número são secretos. Além de que, com o rompimento do Tratado INF, os Estados Unidos estão a desenvolver mísseis nucleares de alcance intermédio com base em terra, que, como os Euromísseis dos anos 80, também poderão ser instalados em bases italianas.

 

A Itália, oficialmente um Estado não nuclear, desempenha assim a função cada vez mais perigosa, de base avançada da estratégia nuclear dos USA/NATO contra a Rússia e contra outros países.

 

Como membro do Conselho do Atlântico Norte, a Itália rejeitou em 2017, o Tratado ONU sobre a abolição das armasnucleares. No mesmo ano, mais de 240 parlamentares italianos - principalmente do Partido Democrata e do M5S, os actuais partidos do governo - comprometeram-se, ao assinar o Apelo ICAN, a promover a adesão da Itália ao Tratado ONU.

 

Na primeira fila, o actual Presidente da Comissão de Defesa, Gianluca Rizzo, e o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luigi Di Maio. Três anos depois, como os factos comprovam, o seu compromisso solene revela-se um expediente demagógico para recolher votos.

 

Para concretizar, em Itália, "uma política que aponta para um mundo livre de armas nucleares", como declara Gianluca Rizzo, não há senão um modo: libertar a Itália das armas nucleares, conforme prescreve o TNP, e aderir ao Tratado ONU, executando o que eles estabelecem: "Cada Estado Parte que possua armas nucleares no seu território, pertencentes ou controladas por outro Estado, deve assegurar a rápida remoção de tais armas". Portanto, os signatários do Compromisso ICAN, exigem que os Estados Unidos removam todas as armas nucleares da Itália.

  

Se no Parlamento há alguém que queira um mundo livre de armas nucleares,

demonstre-o não por palavras, mas mas com factos.

Manlio Dinucci

il manifesto, 11 de Agosto de 2020

 Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos

Email: luisavasconcellos2012@gmail.com

Wepage: NO WAR NO NATO

 

Posted by luisavasconcellos2012@gmail.com at 8/07/2020 12:39:00 PM 

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Labels: L'arte della guerraManlio DinucciPORTUGUÊSPORTUGUESEUS NATO War Agenda

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