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A paixão perdulária dos EUA por Israel

11.01.2009
 
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Minha conclusão é de que a opção do apoio a Israel, adotada pelos governantes do país desde Harry Truman, resulta menos da tendência geral da população do que do trabalho liderado pelo milionário lobby israelense - o American Israel Public Affairs Committee (AIPAC - saiba mais sobre ele AQUI e veja acima a capa do livro que devassou toda a operação lobista, The Israel Lobby and U.S. Foreign Policy). De quatro em quatro anos todo candidato presidencial submete-se no AIPAC a ritual de purificação e declara seu apoio formal a Israel.


Quem ousa depois rever a posição - caso de Jimmy Carter, cujo livro Palestine: Peace Not Apartheid (capa acima) foi recebido em Israel com indignação - passa a ser rotulado publicamente como anti-semita. Mas Steven J. Rosen (foto ao lado), que em 23 anos transformou o AIPAC no que é hoje, uma organização dedicada a corromper políticos para servir aos interesses de Israel, está indiciado na justiça por espionagem, junto com Keith Weissman, outro operador lobista. E a testemunha é Larry Franklin, aliciado no Pentágono para espionar.


Rosen, afastado do AIPAC em 2005 para defender-se da acusação de espionagem, não perde a pose. Agora criou o blog “Obama Mideast Monitor” (veja-o AQUI) para monitorar nomeações do presidente eleito. Ali já vetou John Brennan, encarado por muita gente como a melhor opção para diretor da CIA (como Israel o acha contrário à guerra com o Irã, o cargo vai para Leon Panetta) e tenta emplacar o general James Jones para assessor de Segurança Nacional, por ser “amigo de Israel”.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=c5c1cb0bebd56ae38817b251ad72bedb&cod=2991

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