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Mitos da alteração climática

08.10.2007
 
Pages: 1234

 Em 1988, os EUA passaram por uma fase de seca, depois da variação brusca do clima de 1975 e 76. Vários cientistas foram chamados ao Congresso para explicar o que se estava a passar. Um deles, James Earl Hansen, diretor da Nasa [Agência Aeroespacial Americana], mostrou uns gráficos e disse: “a seca é causada pelo aquecimento global que, por sua vez, decorre das mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases do efeito estufa, nomeadamente o CO2 [dióxido de carbono]”. O The New York Times do dia seguinte publicou na primeira página, em parangonas, que a ‘seca deve-se ao aquecimento global’, desenvolvendo um artigo contra as alterações climáticas, a poluição e as emissões de gases do efeito de estufa. Como é norma, a imprensa internacional repetiu, cegamente, as palavras do NYT . A partir daí, alguns climatologistas ligados a organismos internacionais, principalmente à ONU, formaram o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, na sigla em inglês).

Eles pressionaram o poder político incapaz de questionar a veracidade da hipótese lançada por Hansen. Esta situação apanhou desprevenidos outros climatologistas que não tiveram força suficiente para mostrar que estávamos perante a maior fraude científica de toda a história da ciência. Os cientistas racionais comparam Hansen a Lisenko (charlatão da ex-União Soviética), de tal modo que passaram a dizer hansenismo como cacofonia do lisenkoismo. O fenômeno Lisenko foi possível pelo incipiente estado de conhecimentos da biologia da época – os contraditórios não dispunham de explicações que refutassem o charlatão – que só se desenvolveu muito mais tarde. Passa-se o mesmo com a incipiente meteorologia-climatologia clássica desprovida de explicações fortes para refutar sem margem para dúvidas a hipótese falaciosa do efeito de estufa antropogênico. Por que os outros climatologistas não denunciaram imediatamente a falsidade de Hansen? Porque a climatologia passava, e ainda passa, por uma crise de conceitos que se arrasta desde meados do século 20.

 A climatologia clássica não é capaz de explicar os fenômenos reais por impossibilidade científica. Apenas a climatologia moderna é capaz. Marcel Leroux, professor de Climatologia de Lyon, França, atualmente reformado, produziu um corte epistemológico na climatologia clássica avançando com uma teoria moderna que se baseia nas observações feitas pelos satélites meteorológicos. Um dos elementos principais dessa climatologia moderna é o AMP (anticiclone móvel polar) referido anteriormente.

Falta dizer que o movimento ambientalista internacional (com o Greenpeace à frente) encontrou na falácia de James Hansen um alimento para a sua sobrevivência que estava a sofrer vários reveses. Misturar poluição com ambiente e estes com o clima era uma ‘pêra doce’ (não sei se no Brasil usam esta forma de estilo da pêra doce). De fato, a poluição devida à queima de combustíveis fósseis, nomeadamente os derivados do petróleo bruto e o carvão, arrasta consigo o CO2, que não pode ser classificado como um poluente (então todos os seres humanos seriam poluidores através da respiração). Os ambientalistas misturaram poluição com “aquecimento global” e “alterações climáticas”, aproveitando para reduzir a poluição que, de fato, é condenável. Só que a redução das emissões de CO2 antropogênico não alterará um milímetro que seja a função da natureza na sua tarefa de promover a circulação geral da atmosfera. Vejamos um exemplo. O dos ‘ dog days ’, ou canículas, na nossa língua [época do ano em que o sírio está em conjunção com o sol]. Os AMP provocam aglutinações com estabilidades anticiclônicas, no inverno como no verão.

Mais no inverno, pelo aumento da sua atividade nessa estação do ano. As aglutinações são encaixes de massas de ar frio que aumentam a pressão atmosférica, especialmente no solo (a pressão atmosférica é o resultado do volume de ar acima do nível respectivo e é máxima no solo). Esse aumento de pressão eleva a condutibilidade térmica do ar rente ao solo que aquece mais facilmente para a mesma radiação solar (com tempo límpido) e com o calor proveniente do próprio solo – nos oceanos não há ‘ dog days ’. Desse modo, o ar aquece e torna-se seco (daí a seca e o ‘ dust bowl ’). Se o ar está seco, significa que o vapor de água é reduzido. Ora, o vapor de água é o principal gás do efeito estufa. Ou seja, nos ‘ dog days ’ ou canículas, a temperatura é escaldante, mas até o efeito estufa natural se encontra debilitado. Então, o CO2 antropogênico nos ‘ dog days ’ não conta para nada, é um infinitamente pequeno que não aquece nem arrefece. Acabamos de refutar a hipótese de que o aquecimento global seja provocado pelas emissões antropogénicas de gases do efeito de estufa.

 Mas as temperaturas nos ‘ dog days ’ – que não têm rigorosamente nada a ver com os gases do efeito de estufa, nem sequer os naturais – entram nas estatísticas que servem para determinar o valor designado por “temperatura média global”. Esse valor tem apenas um significado simbólico, digamos estatístico. Ele não explica nada de nada quanto ao sistema climático. Seria o mesmo que fazer a média de todos os números de telefone de todas as listas telefônicas do mundo inteiro e pretender dizer que esse número explicava o sistema telefônico.


CCA — Qual a real influência do CO2 e dos outros gases de efeito estufa no clima do planeta?

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