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Lula: vamos produzir mais alimentos para o Brasil e o mundo

06.07.2008
 
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Cassel frisou que outro mecanismo estruturante do Plano Safra Mais Alimentos é a ampliação do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Um termo de cooperação nesse sentido foi assinado durante a cerimônia desta quinta-feira pelo MDA, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa) e a Associação Brasileira das Instituições Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer).


Além de aumentar de R$ 168 milhões para R$ 397 milhões os recursos para Ater, a rede no campo será ampliada de 20 mil para 30 mil técnicos. O ministro do Desenvolvimento Agrário lembrou que é uma evolução considerável se comparada a 2003, quando o recurso para Ater era de apenas R$ 3 milhões.


Outro mudança destacada por Cassel foi a assinatura de um convênio com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para pesquisa conjunta de novas tecnologias para os padrões de produção da agricultura familiar e dos assentamentos da reforma agrária. O ministro acrescentou que também serão apoiados projetos de organizações estaduais de pesquisa voltados à produção de tecnologias que contribuam para a promoção da sustentabilidade econômica, ambiental e social da agricultura familiar – tudo em conjunto ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).


Como reforço à comercialização, terceiro eixo do Plano Safra Mais Alimentos, o ministro Cassel explicou que a cobertura do Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF) foi ampliada de 11 para 15 produtos, com a inclusão das culturas de pimenta-do-reino, trigo, cebola e mamona. Outro avanço, segundo ele, é o fortalecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), desenvolvido em conjunto pelo MDA e os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Já neste ano, a merenda escolar poderá ser feita com produtos da agricultura familiar, que serão adquiridos com recursos liberados pelo Ministério da Educação (MEC).


Movimentos sociais


O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Manoel José dos Santos, afirmou que o Mais Alimentos não é importante apenas pelo volume de recursos que movimenta, mas, sim, pela assinatura de compromissos que farão avançar a capacidade produtiva do agricultor familiar. “Eu acredito numa agricultura familiar capaz de ter acesso à terra, ao crédito, à assistência técnica, a produzir para consumir e vender o excedente para viver feliz no campo; este é o sonho de todos os agricultores e é com esse espírito que estamos aqui no lançamento do Mais Alimentos”, disse ele.


A coordenadora nacional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Brasil (Fetraf), Elizângela dos Santos, também fez uma avaliação positiva do momento atual e destacou o crescimento da agricultura familiar nos últimos anos. Ela ressaltou que o Mais Alimentos ajuda a superar dois grandes desafios da agricultura familiar no País: a organização da produção e a valorização dos produtos.


A representante da Via Campesina, Maria José da Costa, afirmou que o Plano Safra Mais Alimentos faz justiça ao trabalho do agricultor familiar e deve ser baseado no modelo da agroecologia. “O Mais Alimentos deve apontar para uma nova matriz produtiva, baseada na agroecologia, no respeito, na dignidade humana e na vida”.



Ministério do Desenvolvimento Agrário

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