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As últimas jogadas de Trump

05.01.2021
 
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As últimas jogadas de Trump

 

Por Diony Sanabia Havana, (Prensa Latina) Enquanto os Estados Unidos se preparam para o início de um novo governo a partir de 20 de janeiro, ainda há uma etapa pendente no processo eleitoral da nação nortenha: que o Congresso faça a contagem dos votos expressos pelo Colégio Eleitoral.

 


Este último órgão, formado por 538 membros, determinou em 14 de dezembro a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 3 de novembro, ao conceder-lhe 306 votos, ante 232 para o atual presidente, o republicano Donald Trump.

Conforme estabelecido pela Constituição dos Estados Unidos, em 6 de janeiro os legisladores da Câmara dos Representantes e do Senado se reunirão em sessão conjunta para contar formalmente os votos de cada estado, o último procedimento necessário antes de Biden assumir o poder.

Em eleições anteriores, esse mecanismo era meramente simbólico e rotineiro, mas diante da recusa de Trump em reconhecer a vitória do democrata, o processo deste ano desperta mais atenção pela possibilidade de objeções de parlamentares.

Tanto o presidente cessante quanto figuras próximas a ele entraram com inúmeros processos com acusações infundadas de fraude eleitoral, que sofreram derrotas nos tribunais, mas que não impediram as tentativas do presidente de subverter o resultado, e pode acontecer que alguns de seus aliados em O Congresso fará tais esforços até a contagem de 6 de janeiro.

Na verdade, depois de se encontrar com o chefe de estado na semana passada, a deputada republicana Jody Hice escreveu no Twitter que contestará os votos eleitorais da Geórgia, o que pode prolongar o processo no Capitólio se ele conseguir que um senador apoie sua posição.

Embora as objeções que possam ser apresentadas tenham uma chance muito remota de sucesso, precisando do apoio de ambas as casas do legislativo, elas seriam uma nova evidência da maneira como Trump se apega ao poder, apesar do que os americanos expressaram nas urnas.

Além do procedimento que vai ocorrer no Congresso, outro evento que vai gerar grande atenção no país na próxima semana será o segundo turno das eleições para o Senado na Geórgia, em que será determinado o controle daquele órgão parlamentar.

Dois democratas, o jornalista Jon Ossoff e o reverendo afro-americano Raphael Warnock, buscam derrotar nas eleições de 5 de janeiro os ocupantes das cadeiras correspondentes a esse estado na Câmara Alta do país, os republicanos David Perdue e Kelly Loeffler, respectivamente.

Atualmente, esta última formação política detém o controle do Senado, com 52 cadeiras, ante 48 para democratas e independentes.

Se os candidatos do partido azul conseguirem conquistar os dois espaços em disputa, então seria essa força que teria superioridade na Câmara Alta, já que é o vice-presidente eleito do país e o próximo titular do Senado, a democrata Kamala Harris, quem pode desfazer qualquer empate em votar naquele corpo.

(Retirado do Orb)

 

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