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EUA gaguejam com o fracasso da NATO

02.09.2008
 
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Embora superficialmente a atitude de "dureza com a Rússia" adoptada pelo senador republicano John McCain possa parecer que saiu beneficiada com esta crise, pressionando os eleitores dos EUA a enfatizarem mais a segurança nacional, é claro que uma política flexível dos EUA terá de misturar mais elementos de diplomacia junto a Moscovo para ter êxito. Isto significa prestar mais atenção ao estado de espírito russo, à psicologia política e às ameaças captadas quanto à segurança nacional, ao invés de afastá-las como "absurdas" tal como fez Rice não há muito tempo.

A crise também é um teste ácido para a elaboração de uma política estado-unidense "inteligente", uma premissa que tem permanecido em potencial apesar das pretensões oficiais nesse sentido. Simplesmente não é sensato encurralar o urso russo e provocá-lo à agressão tomando iniciativas grosseiras que ameaçam os interesses da segurança nacional russa.

Uma abordagem tão tacanha dos assuntos globais é certamente uma receita para o desastre e, talvez, o candidato democrata à presidência, senador Barack Obama e seu apêlo à mudança, seja a alternativa certa para repor as perturbadas relações americano-russas de volta ao bom caminho.

Ele poderia fazer isto revertendo ao que fez o antigo presidente Bill Clinton, isto é, renegando a promessa de George Herbert Bush quanto à expansão da NATO.

Tudo o que Rice e seus ajudantes precisam fazer é se porem na pele de Moscovo e tentarem digerir o que significaria se o desmantelamente tivesse sido o da NATO e não o do Pacto de Varsóvia e se este estivesse agora à procura de vários novos membros enquanto, simultaneamente, ameaçava a segurança nacional do antigo adversário.

Não é difícil imaginar, mas ainda assim ninguém em Washington parece capaz de efectuar este exercício elementar.

[*] PhD, autor de After Khomeini: New Directions in Iran's Foreign Policy (Westview Press) e co-autor de "Negotiating Iran's Nuclear Populism", Brown Journal of World Affairs, Volume XII, Issue 2, Summer 2005, com Mustafa Kibaroglu. Também escreveu "Keeping Iran's nuclear potential latent", Harvard International Review, e é autor de Iran's Nuclear Program: Debating Facts Versus Fiction . Para o seu verbete na Wikipedia, clique aqui .

O original encontra-se em http://atimes.com/atimes/Central_Asia/JH21Ag03.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

25/Ago/08

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