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Engº Gerardo Jauri, treinador do campeão do basquete uruguaio - Defensor Sporting Club

23.04.2010
 
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ENGº JAURI: Quanto ao torneio Pré-Mundial em Porto Rico 2009 teríamos que aprofundar no análise, bem mais globalizado. A turma viajou já com muitos problemas desde Montevidéu quanto tinha a ver com treinos, problemas internos, na organização em si própria. No início nada estourou pois a Série foi ótima para nós, vencendo em vários jogos importantes. Logo estivéramos apenas um minuto e meio no jogo perante República Dominicana, sempre na vanguarda da partida e eles com três jogadores NBA em campo. Trinta e oito minutos e meio sempre na liderança, eles ultrapassam no finalzinho e o nosso time acabou derrubando-se. Florescem esses problemas que estavam sitiados pelas vitórias. Você foca o assunto na ausência do Diego, e para mim ele é um jogador muito importante, nem só na quadra senão na turma, na interna da turma. Percebeu? Os minutos que ele poderia nós oferecer eram importantes. Achei que 5 ou 10 minutos a cada jogo, ele poderia ser muito importante. No mais do que doze minutos. Por incrível que pareça ele não teve sua chance, até hoje não da para acreditar naquilo que aconteceu. Um cara super conhecido como é o Diego, que faz parte da seleção uruguaia há muitos anos, que alguém não carimbasse a visa de ingresso para Porto Rico, é simplesmente incrível. Hoje, ainda não temos uma resposta. No decorrer desse processo prévio, houve muitos problemas, a lesão de Fernando Martínez, o assunto de Granger (uruguaio e filho do Jeffrey Granger, naturalizado e Campeão Sul-Americano com Uruguai em Montevidéu 1995). Tendo alcançado a sede do Torneio, sofrêramos a lesão do Martín «Urso» Osimani, uma outra do Gustavo «Panchi» Barrera. Temos que valorizar mesmo o rendimento do time. Infelizmente a lembrança do torneio são os três últimos jogos que o time caiu, estou me incluindo. Na hora dos sucessos, problemas não existem, sendo objetivos no análise, isso foi o que aconteceu.

P: Mergulhe no Mundial Turquia 2010? Os seus candidatos? Argentina e Brasil têm condições de brigar pelo caneco?

ENGº JAURI: Bem Argentina quanto o Brasil vão se desenvolver muito bem no Mundial. Argentina está chegando com essa Geração Dourada por causa dessa Liga Nacional, com filhos da gema como o Ginóbili, Scola, Oberto, Nocioni, Delfino. Temos que avaliar logo os resultados caso eles viajarem para o Torneio, caso ficar em casa. Tem time para concorrer com qualquer um dos rivais que fiquem na frente. Brasil, temos que ficar no aguardo deles ainda mais tempo, para conhecer o que acontece nesse novo processo com o argentino Ruben Magnano na chefia da seleção brasileira, que acabou de ganhar o uniforme de treinador verde-amarelo. Brasil é grande potência mas ao meu ver, na minha humilde opinião, ainda precisa maior organização interna. Eles também possuem jogadores NBA, Neném, Varejão, Leandrinho, Thiago Splitter jogando na Europa. Tem como imaginar um futuro ótimo. Assim que essa tal organização continue aprimorando-se o Brasil não tem cimeira, pode continuar voando muito alto e talvez em quatro ou cinco anos, seja...nos Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016, com certeza ele poderiam comemorar um grande sucesso. Quanto aos outros candidatos, como sempre acontece, EUA tem condições de vencer mas vai depender a turma que os representa, caso forem NBA é uma coisa, caso contrário...Espanha, Espanha pode ganhar crachá de Campeão..

O antigo decano do basquete uruguaio, Sporting Club Uruguay ia comemorar um século de vida em Setembro de 2010, uma parceria esportiva feita em 1989 com o time de futebol e logo do basquete, Club Atlético Defensor (nasceu em 1913) e vizinho do bairro, fez com que os torcedores do atual Defensor Sporting Club comemorassem esta nova conquista do clube no basquete. Talvez pelos inúmeros títulos conquistados pelo Sporting isolado, os antigos torcedores «idosos», não lotam as arquibancadas como acontecia no passado comemorando as vitórias do «AUDI» do basquete uruguaio. Defensor Sporting já é uma instituição poderosa a partir dessa parceria. Veteranos, é só pensar nos moleques torcedores de hoje, acompanhem-nos no esforço e na felicidade como acabou de acontecer.

Confira agora os nomes dos jogadores e time todo que arvoraram o caneco de Campeão no pódio do Cilindro Municipal de Montevidéu. Eles concretizaram o projeto.

(03) Marcos Cabot (1,79 m – 79 k), (04) Diego Castrillón (Capitão – 2 m – 102 k), (05) Santiago Tolosa (1,96 m – 96 k), (06) Gonzalo Rama (1,88 m – 90 k), (07) Manuel Tomé (1,80 m – 80 k), (09) Diego González (1,75 m – 74 k), (10) Federico Álvarez (1,95 m – 88 k), (11) Sebastián Izaguirre (2,07 m – 107 k), (12) Gastón Páez (2,06 m – 120 k), (13) Diego García (1,82 m – 80 k), (14) Robby Collum (1,85 m – 85 k), (15) Matías Guerra (1,96 m – 86 k), (32) Francisco Larre Borges (1,85 m – 86 k), (33) Chris Jackson (2,08 m – 115 k).

Treinador principal: Engenheiro Gerardo Jauri; Treinador adito: Alejandro Glik; Preparador Físico: Professor Pablo Cabot. Médicos: Dr. Enrique Berges, Dr. Eduardo Rodríguez. Fisioterapeuta: Mario Ganeglius. Roupeiros: Ricardo Pérez e Sergio Cardozo. Controle na Mesa: Mario de los Santos e Héctor Saxlund. Estadisticas: Ruben Rychtenberg.

Delegado na Federação Uruguaia de Basquete: Jorge Couture. Presidente: Dante Prato. Gerente: Richard Marchelli. Secretaria: Cecilia Güena.

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