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Engº Gerardo Jauri, treinador do campeão do basquete uruguaio - Defensor Sporting Club

23.04.2010
 
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ENGº JAURI: Pensei sim, éclaro!! Dando uma analisada nesse assunto refletimos o seguinte. Até essa marcação no Torneio tudo tinha dado certinho, tínhamos segurando a liderança, o torneio todo estivemos na vanguarda, mas de jeito específico, nosso análise tirou as conclusões a seguir. Nesse instante, ficamos de olho nem só no time de Malvín, também no Unión Atlética, Atenas,..Por enquanto, os times da fase regular continuávamos concorrendo pelas oitos das Quartas. Achamos que com o Dillion Sneed não íamos ter chance de pular por cima dessas barreiras fora ter tido o privilégio da liderança no torneio. O rendimento dele tendo na frente esses times mais fortes não tinha sido o mesmo que com rivais mais fracos. Tínhamos certeza absoluta que precisávamos pular mais alto para atingir o nosso alvo. Felizmente, a Diretoria do clube deu o apoio para concretizar a tal mudança, veio o investimento logo e ficou claro que com o Chris Jackson íamos ter uma outra oportunidade na briga pelo caneco. Termos ganho, poderíamos ter perdido mas para ficar na luta pelo Campeonato, precisávamos reforçar essa vaga no garrafão.

P: Lembrou-se do pai nesse instante da vitória? É bom salientar que ele foi membro das Diretorias do Sporting já no decênio de 1950, até acompanhando um timaço do clube no Brasil em 1951 que venceu nos quinze jogos desse roteiro.

ENGº JAURI: Sem dúvida, lembrei sim. A gente acabou se envolvendo nesse «negócio» do basquete por causa da família que acaba influenciando. Assim que surgem as primeiras minhas lembranças, eu sou parte desse palco que é uma quadra de basquete. O pai carregava comigo no decênio de 1960, nós dando de face num basquete absolutamente diferente ao atual, amador, os membros da Diretoria iam na procura dos jogadores nos carros levando-os até o clube, organizavam-se churrascos como ponto de encontro da turma, assim que os jogos acabaram, eles davam uma carona para os jogadores, compravam as basqueteiras, procuravam inseri-los no batente para ganhar uma graninha. A dinâmica dos anos 1960 e 1970 foi assim desse jeito, logo as mudanças chegaram, houve jogadores profissionais e acho que é muito bom que essa mudança tivesse acontecido. Voltando ao início, aqueles que fizeram que eu me envolvesse com o basquete foi o meu pai e a minha mãe, o pai como membro da Diretoria do Sporting no decorrer de inúmeros anos. Então na hora que a felicidade invade a nossa vida, quanto tem a ver com basquete, sem dúvida as lembranças deles florescem.

P: Já é Campeão da LUB 2009 – 2010. Como prêmio sua escolha na hora de descontrair foi turismo no Brasil? Acabou indo para onde?

ENGº JAURI: Acabei dando um pulo até Florianópolis (Praia dos Ingleses) junto com a família toda e mais uns 30 mil uruguaios que invadimos a ilha catarinense. Mesmo que não acredite encontráramos muitos uruguaios lá em Floripa. Foi um instante de lazer muito agradável pois acabamos concretizando uma temporada boa e no final conquistando o título, bem mais do jeito que nós conseguimos. Isso faz parte dessa história, logo temos que avaliar tudo quanto aconteceu mas fica na retina do jeito que nós conseguimos a vitória, perante um rival extremamente difícil, um time excelente tendo ganho a série 3 – 0, sem reclamações a fazer, eu acho. Nunca tínhamos imaginado que isso tivesse acontecido. Também não deu para chutar resultado nenhum na Série Final, 3 – 0, 3 – 1 ou 2 – 3, temos que evoluir degrauzinho por degrauzinho. Afastado desse fato, acho que a nossa vitória foi com extrema justiça.

ENGº JAURI:

P: Sabe que ganhar dos brasileiros pelo estilo de jogo que incomoda bastante aos uruguaios é extremamente difícil. Então como faz o Defensor Sporting com o Jauri como chefão para vencer o Flamengo nos últimos anos nos torneios internacionais? Tem alguma dica para nós dar?

ENGº JAURI: Acabamos vencendo sim. Foram duas situações diferentes; em 2007, foi a «Hora H» mas levando em consideração que Marcelinho tinha sido suspenso no jogo prévio. Mesmo assim, o Mengo tinha um time muito forte e foi o ano que nós tínhamos em quadra o David Jackson. Também foi vitória justa. Logo foi ano retrasado em Santiago del Estero (Argentina) o primeiro jogo da Série, nessa oportunidade com Marcelinho no parquê e conseguimos mais uma vez a vitória. Embora, tudo acontece pela tarefa desenvolvida pelo time. De jeito específico os times uruguaios, com foi o caso do Clube Biguá atingiu o Final Four da Liga das Américas no México, concorremos bem melhor que antes. Veja só, da para tirar risada, acabamos deixando fora do torneio ao Flamengo em duas oportunidades, um time que o investimento feito pela Diretoria rubro-negra é o duplo do orçamento feito pela nossa Diretoria pela turma toda. Engraçado, né? São mundos diferentes e na hora que o salto do início acontece tudo fica de lado. Um time perante o outro e conquistamos duas vitórias, que na prévia, não daria para acreditar. Porque isso poderia acontecer? Não tem senso. Esporte é assim!!

P: Com a sua chefia, Uruguai ficou fora do Mundial da Turquia 2010 tal vez apenas por um minuto e tanto no jogo perante República Dominicana pois a nossa rotação foi muito ruim. Foi desse jeito assim? Com o guarda Diego Castrillón que não foi aprovada a visa dele por «criminoso» e o armador Fernando «Enano» Martínez ainda com lesão no cotovelo, acha que hoje estaria treinando para o Mundial além do Sul-Americano?

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