Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Futebol: Sonho ou pesadelo?

Futebol

Argentinos únicos donos de um raro privilégio que mostram para o mundo com orgulho. Os treinadores da seleção adulta foram sempre crioulos. A CBD “estragou” a história ímpar do Brasil. Uruguaios e argentino envolvidos nesta situação. Um tal Brasil na banca perante o brasil academico.

Sonho ou pesadelo ?

Nesse ano 1965 que ia consagrar os “Diabos Vermelhos” (Independiente), da Argentina Campeão da Taça Libertadores de América na final perante o Peñarol uruguaio no Estádio Nacional de Santiago de Chile na terceira partida…

Nesse ano que o conhecido guardião uruguaio da Inglaterra ’66, México ’70 e Alemanha ’74, Ladislao “Chiquito” Mazurkiewicz abria sua carreira numa prova de fogo com sucesso nas Semis dessa Libertadores perante o Santos de Pelé em Buenos Aires…

Nesse ano que o Brasil tinha como alvo classificar para Inglaterra ’66 tentando conseguir a Taça Jules Rimet para exibi-la para sempre nas vitrines da Confederação, concorrendo apenas com a Itália e o Uruguai…

Foi nesse ano que inaugurando-se o Estádio Mineirão, nessa época terceiro no mundo quanto à lotação após o Maracanã, e o Hampdem Park da Escócia a história da Confederação Brasileira dos Desportos foi “magoada”, sentimento que com certeza vai atingir o coração dos torcedores brasileiros da fiel no decorrer da vida.

Fica claro que esporte e neste caso futebol não é guerra mas como se faz para que o fã brasileiro consiga “engolir” que sua seleção adulta vai levar até a imortalidade a mágoa de ter tido um treinador estrangeiro, por incrível que pareça argentino !!

Foi então que a CBD convida o Palmeiras para representar o Brasil num dos jogos da estréia do Estádio Mineirão perante o Uruguai, comemorando também mais um Aniversário do Grito de Ipiranga.

Os verdes da Av. Turiassu de Sampa tinham ganho a nomeação de “Academia” do jeito que também conhecia-se o vizinho do Independiente de Buenos Aires, Racing Club de Avelhaneda que ia obter a Libertadores ’67 perante o Nacional de Montevidéu, e a Taça Intercontinental desse ano perante o Celtic de Glasgow no Estádio Centenario da capital uruguaia vencendo-o de 1 x 0 com gol do “Chango” Cárdenas, com quase todos os uruguaios querendo a vitória dos européios.

Essa grande responsabilidade de comandar a seleção brasileira adulta ia cair acima do treinador argentino Nelson Ernesto Filpo Núñez (1918-1999) que pela primeira e única vez no histórico dos hoje também “únicos” PENTA ia ficar na frente dos “canarinhos” como treinador principal numa partida só.

Mínimo o Filpo Núñez trouxe o sucesso no jogo e sua chefia vai se lembrar com carinho pelos torcedores dos verdes da Palestra Itália mas quem sabe pelo resto do Brasil ?

Esse timaço feito seleção teve muitos grandes jogadores que brilharam nos gramados do mundo inteiro podendo conferir a lista á partir de agora.

Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia Julinho Botelho ( foi substituido por Germano que deu uma das três furadas na rede uruguaia ), Servílio, Tupãzinho e Rinaldo ( os dois últimos completaram o marcador com um gol cada )

Dos clubes grandões do Brasil o Filpo Núñez acabou treinando alguns desses ícones sendo que no Rio foi responsável pelos treinos cruzmaltinos, na terra dos doces mais saborosos do Cruzeiro, e em Sampa ficou envolvido com a história os donos dos Estádios Oswaldo T. Duarte (Canindé) e Alfredo Shuring do Timão.

Quanto tem a ver com a historia uruguaia dessa partida, tivemos que ler algumas edições do Jornal El Día de Montevidéu que no decorrer desses dias teve comentários vários nascidos da “pena” do jornalista M. Amaral que ajudaram-nos nesta matéria.

O fim de semana anterior da partida e logo dos jogos do domingo do Campeonato Uruguaio, os jogadores que tinham sido escolhidos pelo treinador Juan López ( único sobrevivente do Maracanaço também com treinador ) deram um pulo até a Clínica do Estádio Centenario para verificar sua “saúde” e confirmar sua presença no Mineirão.

Essa parte ficou por conta do médico Roberto Masliah que vistoriou tudo.

O dia 6 de setembro iam viajar para Belo Horizonte saindo do Aeroporto Internacional de Carrasco rumo á Ezeiza (Buenos Aires) ás 10:30 da manhã num vôo da Aerolíneas Argentinas para logo decolar ás 13 h com destino ao Aeroporto O Galeão do Rio de Janeiro chegando lá por volta das 20:45.

Na hora que tudo parecia andar acima dos trilhos os Certificados de Vacinação da delegação foi a travação para continuar a percorrida de ônibus rumo ao Aeroporto Santos Dumond.

O Ministerio da Saúde do Brasil “incomodou” aos uruguaios reclamando esses tais certificados que nunca tinham viajado para o Brasil porém após uma hora de “brigas” dos funcionários da embaixada e o gentleman carioca, Dom João Havelange, resolveu-se tudo.

Poderia acontecer uma outra coisa com Dom João por perto ?

A seleção uruguaia foi recebida pelos torcedores e funcionários da embaixada uruguaia no Rio, além dos jornalistas brasileiros que esperam-na ansiosos. O Sr. Raul Lastra viajou como Gerente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF ), sendo os delegados, o Sr. José P. Canil (clube Cerro) e o Juan A. Ramos.

Os mágicos do lado do gramado que sempre acabam dando um jeito com suas massagens e água benta foram o Carlos Abate (Cerro) e Dante Cocito (Peñarol).

A partida ia começar ás 16:20 da tarde e os jogadores uruguaios que sairam do vestiário desde o início foram o seguintes:

Walter Taibo (Wanderers – subsituído por Carlos Bogni – Fénix no minuto 74), Jorge Manicera (Nacional), Luis A. Varela (Peñarol), Héctor Cincunegui (Nacional), Raúl Núñez (Rampla Jrs. – subsituido por Homero Lorda – Colón no minuto 71) e Omar Caetano; Horacio Franco (Rampla Jrs.), Héctor “chinês” Salvá (Danubio), Sergio S. Silva (Wanderers), Vladas Douksas (Danubio) e Víctor Rodolfo Espárrago (Cerro).

Na reserva, Horacio Troche (Cerro), René Brasil (Colón), Miguel M. de Britos (Danubio) e Julio César Morales (Nacional).

O árbitro da partida acabou sendo o Eunápio Queiroz, com uns 60 mil pagantes nas arquibancadas e arrecadando uns Cs. 49.162.000 de Cruzeiros ($u 1.600.000 – pesos uruguaios).

Nas fotos que enfeitam as páginas da cor antiga do jornal uruguaio El Día foram várias.

Uma aérea do novo Estádio Magalhães Pinto vitorioso, uma outra das celebridades na arquibancada Preferêncial desse 7 de Setembro de 1965, o zagueiro cebedense Campeão do Mundo, Bellini, um dos engravatados mineiros foi o Sr. Ney Alonso tendo do lado ao Gerente da CBD Sr. Mozart Di Giorgio e o famoso treinador Vicente Feola.

Uma outra do Víctor Espárrago (Uruguai) dando uma cabeçada na área brasileira que sem tanto sucesso assim ia se asemelhar com a que quase cinco anos depois ia furar a rede russa, classificando aos “charrúas” nas Semis do México ’70 para se encontrar de novo com o Brasil.

A última dos dois times alinhados (com certeza ouvindo os hinos nacionais) e com os árbitros dividindo-os ao centro. Essa foto foi fundamental para conferir que Uruguai perdeu essa partida perante o BRASIL e não perante o Palmeiras pois o time acabou vestindo com o uniforme da CDB e não com a verde palmeirense.

As manchetes de jornal El Día mostravam que Uruguai ia ter na frente a camisa verde palmeirense mas isso não acabou acontecendo logo. Desses comentários deste jogo que poderiam causar risada hoje, o jornal uruguaio confirma que a AUF acabou agradecendo o Gerente Geral do Banco de Crédito de Montevidéu pois deu seu visto para que seu funcionário, o jogador Horacio Franco viajasse para o Belo Horizonte.

Que o Brasil jogasse perante o Brasil é notícia mesmo !!!

O jogador uruguaio René Brasil do clube Colón de Montevidéu ficou a partida toda na reserva “celeste” esperando sua oportunidade perante os “parentes” ou mínimo homônimos (o clube acabou de comemorar um século de vida o 12 de março de 2007) sempre com a sede e ginásio poli-esportivo na Av. San Martín com a travessa Fomento,

“ A esquina do movimento” segundo o conhecido jornalista uruguaio, Julio César Gard.

Quanto ao Mineirão e sua estréia não é tudo pois o dia 6 de setembro houve mais um jogo que é bom lembrar.

A seleção mineira, com o Tostão na quadra, ia vencer o River Plate argentino 1x0.

Os mineiros sofreram bastante para ganhar a partida pois o Sarnari (R. Plate) chutou um pénalti fora e logo ter falhado três chances quase do lado do goleiro Fábio, conseguiram a vitória com gol do meia Boglé no minuto cinco da segunda metade após uma das primeiras maluquices do laçudo guardião argentino, Hugo Orlando Gatti, que logo ia ser destaque da torcida do Boca Juniors.

Esse time argentino ia ser a base daquele que perdeu a final da Taça Libertadores de América perante o Peñarol uruguaio em Santiago de Chile um ano na frente.

Esses que iam ganhar o apelido de “galinhas” foram treinados pelo Renato Cesarini, tendo alguns famosos como o Lallana, o Luis Artime e “Pinino” Mas, completando a turma dois uruguaios que jogaram a Semis do México ’70 perante o Brasil, Luis Cubilla e Roberto Matosas.

Quanto tem a ver com o Tostão, Roberto Rivelino, Jairzinho e muitos outros craques desse TRI do México ’70, colocamos á par que foi super importante na montagem desta matéria um cara humilde uruguaio que colocou ao dispor da gente tudo aquele material de imprensa que fica até hoje com ele percorrendo sua carreira internacional, que acabou vestindo a camisa da Seleção Mineira e do Galo mineiro, o Héctor Cincunegui que neste sábado 28 de julho completa apenas 67 anos.

Ele vai ser alvo de mais uma matéria pois mesmo que as intrigas não são parte de nosso agir no dia a dia, temos uma notícia para compartilhar com os leitores que só aquele brasileiro do ambiente do futebol da década do 60 e inícios dos 70 poderiam se lembrar.

Talvez nem saibam !!!

O Rei Pelé não podia ficar fora deste evento e além de ter tido participação na divulgação na imprensa da época, pois já era o craque da camisa dez do Santos e da CBD, ia ser mais uma vez destaque o dia 15 de setembro desse ano na hora que fosse inaugurada a iluminação do estádio na partida que iam manter o Santos perante a seleção mineira, sendo o alvo dos fachos das luminárias encarregadas de salientar seu corpo na escuridão.

Então a lembraça desta matéria é sem dúvida para o treinador argentino Filpo Núñez mas sem testemunhas da época tivesse sido impossível montar esta pequena homenagem para um apaixonado pela música típica do Rio da Prata.

Foi então que descobreramos que alguns dias antes dessa partida histórica o goleiro internacional uruguaio ( Mundial Chile ’62 e ClassificatóriasMéxico ’70 – Campeão Taça Libertadores 1960 – 1961 e Campeão do Mundo 1961 com o Peñarol ) Luis María Maidana tinha pedido passe do Peñarol para o Palmeiras porém ia manter um convívio diferente ao resto dos jogadores na sua participação com a camisa verde de Água Branca apenas pelo fato de compartilhar a língua mãe castelhana com seu novo treinador.

O Maidana confirmou que naqueles dias ele ficou em Sampa sem participar da partida perante sua seleção “celeste” mas assim que o time voltou de Belo Horizonte, “brigou” pela vaga de guardião com o titular Valdir e Picasso mas também houve outros comentários intessantes quanto ao argentino como alvo.

Foi um cara legal com estilo agradável sendo extremamente especial, remarcou o Maidana na ligação que veiculizou a reportagem.

Mais logo falou que desse passe para o Palmeiras só gostaria esquecer aquelo que aconteceu no Estádio Centenario alguns días depois como parte dos eventos que sempre ocorrem na hora de assinar contratos incluindo uma partida de “confraternização”.

Peñarol ganhou essa partida “amistosa” do Palmeiras 1x0 (o Valdir foi titular e Maidana só entrou no segundo tempo) mas houve socos e corridas até os vestiários no segundo tempo, situação extremamente desconfortável pois ficou no centro dessa bagunça.

Maidana continuou acrecentando que o Filpo Núñez nem sequer viajou da Argentina para Sampa tendo como objetivo fundamental o futebol, sinão o tango e seu “bandônio”, que foi um dos apelidos que tinha ganho da turma.

No final das partidas costumava reunir os jogadores para um bate-papo descontraido mesmo mostrando muita disciplina no dia a dia e cada um deles ia receber uma nota do “milongueiro” argentino (variedade de tango) tendo ganho esse sobrenome, pois confirmava para todos eles que era ótimo dançarino recebendo porém convites para dançar a cada oportunidade que falava da sua condição.

A história da seleção palmeirense-brasileira acompanhada pelo sucesso acaba sendo motivo de orgulho ímpar para a instituição que acabou “segurando essa barra” (além de orgulho é um risco sempre) provocando a inveja dos outros times que poderiam ter ficado nos seus chinelos.

Asemelha-se com o caso que aconteceu no início do século XX (1903) com o Nacional de Montevidéu vestindo a camisa “celeste” numa partida também com sucesso tendo na frente Argentina em Buenos Aires com a vitória de 3x2 escrevendo uma página de glória para o futebol “charrúa” e do próprio clube que ainda hoje continua lembrando-se desta data como marcante no seu histórico.

Voltando ao alvo de nosso análise, Brasil acabou inserindo na tabela de treinadores da seleção adulta um estrangeiro mas esta situação repete-se quase sem essa “dor” na maioriadas seleções da América e até do mundo todo.

No caso do continente sul-americano, o argentino Carlos Salvador Bilardo (Campeão do Mundo com Argentina no México ’86) já tinha ficado na frente da seleção Colômbia, (do jeito que os colombianos chamam sua seleção ), o Chile ganhou Medalha de Bronze nos JJOO de Sydney 2000 ) treinado pelo “careca” uruguaio Nelson Acosta que também foi na última Copa América – Venezuela 2007, na Bolívia o espanhol Azkalgorta conseguiu“montar” a base duma turma que deu o primeiro e único “mergulho” numa Taça do Mundo logo nos EUA 1994.

No Equador e no decorrer dos últimos anos foram todos colombianos, começando pelo Francisco “Pacho” Maturana (que teve uma geração ótima no seu país, levando-a até Itália 1990 com aquele goleiro laçudo René Higuita fazendo maluquices lindas), logo veio o “Bolillo” Gómez e mais logo o Luis Fernando Suárez, tendo como treinador de goleiros ao uruguaio Lorenzo Carrabs que concretizou sua fama na Colômbia).

O Peru e seu brasileiro Elva de Pádua Lima (bem mais conhecido por Tim) colocando os Incaicos na Taça do Mundo Espanha 1982, que lembra-se com saudade pelo povo peruano pois foi a última classificação para um torneio mundial.

Uma chamada da tevê peruana do ano retrasado falava desses 24 anos sem competir com a elite do futebol, mostrando alguns atores com a camisa alvi-vermelha fazendo “embaixadas” pelo gramado se aproximando ao gol e centos de pessoas correndo atrás deles.

Memória muito frágil a nossa mas a publicidade poderia ser dum cartão de crédito.

Paraguai agora com o argentino “Tata” Martino no decorrer da Copa América Venezuela 2007 mas no passado o italiano Cesare Maldini (pai do zagueiro do Milão, Paolo), e um bocado de uruguaios que começaram com o Luis Alberto “Negro” Cubilla (aquele camisa sete que gritou o primeiro gol na partida Brasil 3 x Uruguai 1 nas Semis do México 70), logo o Aníbal “Manho” Ruiz (na Alemanha 2006) e o Sergio Markarian agora no Cruz Azul de México, junto ao Pablo Bengoechea.

O talismã das seleções “caçulas” da Taças do Mundo foi inúmeras oportunidades o Bora Milutinovic com bastante sucesso mínimo quanto teve a ver com a imagen que deixaram seus times no relvado.

México como o maior destaque do futebol da América do Norte foi treinado pelo argentino Ricardo Lavolpe na Alemanha 2006 ficando fora do torneio perante Argentina, (ele ia morar no México logo “acompanhar” o Maradona no México ’86 sendo guardião na reserva).

Situação semelhante com certeza aquela que aconteceu com o o treinador sueco na frente da Inglaterra também no último mundial matando as ilusões dos viquingues amarelos.

O clássico mais antigo da história do futebol mundial nasceu com o confronto das duas beiras do Rio da Prata, Argentina e Uruguai.

Na hora que as diferenças nas quadras esportivas não eram muito amplas para os alvi-celestes além do clássico nasceu um “odio” que ainda continua bem mais leve que no passado, mas continua.

Muitos anos depois daquele primeiro jogo da história, os uruguaios acharam que a honra da “celeste” tinha sido dilacerada na hora que a escolha do treinador da seleção adulta ficou por conta do Daniel Alberto Passarella (capítão e camisa 6 da Argentina Campeã do Mundo ’78 e Bi-Campeão mundial pois também foi parte da turma argentina no México ’86 vestindo a camisa 19).

O canhoto argentino ia movimentar o ambiente uruguaio ficando na frente até o início dos jogos de volta da classificatória para Coréia-Japão 2002.

Por enquanto, dessas seleções com histórico rico da América, Argentina só continua arvorando o caneco de “único” com treinadores crioulos na categoría adulta.

Para muitas seleções sem essa história lotada de troféus que enfeitam as vitrines, ter tido um treinador estrangeiro é mais um comentário nas manchetes dos jornais das segundas feiras.

Mas para brasileiros e uruguaios ter tido um argentino no comando da seleção adulta é mesmo uma mágoa, mesmo salientando a qualidades desses homens como foi o Filpo

Núñez e o “kaiser” argentino que ainda é !!

Do lado brasileiro só poderia se liverar dessa mochila fazendo uma jogada de letra nesse grilhete que segura a história confirmando que a CBF nada tem a ver com a CBD mas também haveria que desconhecer o PENTA.

Ao nossos leitores brasileiros…o que você prefere ?

Ficamos com o PENTA e o treinador argentino né ?

Correspondente PRAVDA.ru

Gustavo Espiñeira

Montevidéu – Uruguai