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María Caridad Colón a ponto de se converter em membro do COI

18.07.2020
 
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María Caridad Colón a ponto de se converter em membro do COI

Lausana, Suíça, 17 jul (Prensa Latina) A legendária lançadora de dardos María Caridad Colón, glória do esporte de Cuba, terá hoje a possibilidade de se converter em membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

 

Campeã nos Jogos Olímpicos de Moscou, há 40 anos, Colón disputa uma vaga na Assembleia do COI, assim como a croata Kolinda Grabar-Kitarovic, a saudi Reema Bandar Al-Saud, o mongol Battushig Batbold e o britânico Sebastian Coe, atual presidente da Federação Internacional de Atletismo.

A votação se levará a cabo nesta sexta-feira durante a sessão 136 da Assembléia do COI, por via telemática.

Vale recordar que a cubana subiu ao posto mais alto do pódio de Moscou em 1980, se convertendo assim na primeira mulher da América Latina e Caribe a receber uma medalha de ouro na história das Olimpíadas.

Naquela competição, a lançadora caribenha levou o ouro com registro de 68,40 metros, em seu primeiro lançamento, naquele tempo recorde olímpico. As medalhas de prata e bronze ficaram nas mãos da soviética Saida Gunba (67.76) e Ute Hommola (66,56), da antiga Alemanha Democrática.

Além disso, dessa modalidade participou a também representante da Alemanha Democrática Ruth Fuchs, que tinha ganhado as duas Olimpíadas anteriores de Munique 1972 e Montreal 1976 e tinha imposto o recorde mundial da disciplina poucos meses antes de Moscou 1980, com 69,96 metros.

Graças a María Caridad Colón, Cuba se orgulha de ter as primeiras medalhas olímpicas de ouro da América Latina e Caribe em cada sexo, pois o primeiro homem dessa região a subir ao trono em uma Olimpíada foi o esgrimista cubano Ramón Fonst, especificamente em Paris 1900.

Além dessa coroa olímpica, María Caridad também ostenta os títulos panamericanos de San Juan 1979 e Caracas 1983.

Assim como os demais candidatos, Colón conta com o aval do presidente do COI, o alemão Thomas Bach: 'Com a eleição destes cinco candidatos o movimento olímpico se beneficiaria com uma seleção extremamente valiosa de habilidades e experiências. Também estaríamos elevando a participação feminina a 39 pessoas', manifestou.

Com a inclusão de María Caridad Colón, de 62 anos, Cuba elevaria a cinco a quantidade de cidadãos que estiveram no COI ao longo da história, e seria a primeira mulher.

Antes dela, já haviam ocupado um assento na assembleia do órgão reitor do esporte mundial, em nome de Cuba, Porfirio Franca e Álvarez de Campa, entre os anos 1923 e 1938, Miguel Ángel Moenck e Peralta (1938-1969), Manuel González Guerra (1973-1993) e Reynaldo González López (1995-2015).

rgh/yas/jp

 

 

 

 

 

 

 

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Foto: https://en.wikipedia.org/wiki/Olympic_Games#/media/File:Olympic-flag-Victoria.jpg

 


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