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Adeus, Conquistador

14.07.2020
 
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Adeus, Conquistador

 

Por Yasiel Cancio Vilar Havana, (Prensa Latina) Por estes dias o futebol falou-nos da primeira coroação do Liverpool nos últimos 30 anos, da remontada do Real Madri na Liga espanhola, do enésimo cetro ao fio do Bayern de Munique na Alemanha ou da possível Bola de Ouro para o polonês Robert Lewandowski, mas também nos remeteu para a tristeza, o adeus de uma lenda inca.

 



Já não o veremos mais nos campos verdes. Seus gols e proezas farão parte do imaginário do futebol latino-americano e mundial. Claudio Pizarro, o Bombardero dos andes, o grande Conquistador peruano, terá -sem dúvida- seu espaço reservado entre os imortais do futebol moderno.

Aos seus 41 anos, Pizarro pendurou as chuteiras e deixou para trás uma carreira brilhante, marcada por muitos e importantes gols e títulos, individuais e coletivos.

Choveu muito desde sua saída da Academia Esportiva Cantolao rumo ao clube Esportivo Pesqueiro para iniciar na Primeira Divisão peruana, em 1996, há quase um quarto de século.

Dois cursos depois, em Aliança Lima, demonstrarou seu talento goleador e deu o salto a Europa com o Werder Bremen germano, antes de recalar no gigante de Baviera, o Bayern de Munique, o clube mais importante e vencedor da Alemanha e um dos mais icónicos do planeta.

Ao todo, entre todas as competições, marcou 125 gols oficiais no Bayern, 153 com o Bremen, dois com o Chelsea e um em Colônia.

No momento de sua saída era o sétimo máximo goleador da história da Bundesliga, e o segundo estrangeiro -primeiro entre os latinos- com mais gols nesse torneio, só superado por Lewandowski.

O tapete vermelho de seu lar tem como decoração os troféus de seis Bundesligas e igual quantidade de Copas da Alemanha, além da Champions de 2013, entre outros títulos coletivos.

Vale recordar que foi nomeado Melhor Jogador latino-americano na Europa em 2005 por Fox Sports e, ademais, foi designado Melhor Jogador da Liga alemã em 2011 e recebeu em 2012 a distinção de Glória Latina dos últimos 50 anos dessa competição.

Todo o sucesso que teve a nível de clubes, no entanto, ficou opacado por seu rendimento com a seleção nacional do Peru, onde mal se fez notar e recebeu as mais cruéis críticas, muitas vezes -diziam os mais fanáticos- por falta de compromisso.

De qualquer maneira, o legado de Pizarro no futebol alemão e europeu perdurará por toda a eternidade e a priori sua marca de 197 gols na Bundesliga será inalcançável para qualquer jogador latino-americano em muito tempo.

mem/car/yas/cc

 

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