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Sim ... acabou o retiro! e... “habemus governo”

24.11.2020
 
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Sim ... acabou o retiro! e... "habemus governo"

 

Desmistificado o enigma de quem era quem, que tinha obtido a maioria nas Eleições de 25 de Outubro para a ALRAA e, daí, a quem seria entregue o XIII governo dos Açores, procedeu-se no passado dia 16 na sede da Casa da Autonomia na cidade da Horta e com três novas forças políticas, à tomada de posse dos membros da mesma, constituindo-se formalmente a XII Legislatura do Parlamento açoriano, deste momento até á sua correcta constituição, ainda iremos assistir a algumas mudanças de "traseiros" no seu hemiciclo.

 Subsequentemente ao apuramento do resultado das eleições e, depois de ouvir os responsáveis políticos sobre o mesmo, naturalmente em atenta análise ao "berbicacho" que tinha entre-mãos,  resolveu o  inquilino do Solar da Madre de Deus - Stª Luzia - Angra do Heroísmo e com "casa de veraneio" no Convento de Belém - S. Roque - Ponta Delgada, o Embaixador Português Dr. Pedro Manuel dos Reis Alves Catarino, representando o Presidente da República, indicar José Manuel Bolieiro presidente do PSD nos Açores para presidente do Governo (teimosamente chamado de Regional).

Entendida que já estava uma "coligação" a três gatos habitualmente arrufados mas em tréguas momentâneas pelo interesse do Povo e. uns acordos estranhamente concertados por agentes estrangeiros, eis que PPD,CDS/PP e, PM, se isolam a jeito de um "Retiro de Silêncio" até ao dia de ontem, em que  Bolieiro apresentou a S.Exa. Pedro Catarino a composição do XIII governo Regional dos Açores que por anúncio da ALRAA, tomará posse pelas 15 horas da próxima Terça-Feira dia 24. "governo transformativo" e com "prioridades claras" para a Região., nas palavras do seu indiciado presidente. Mais destaca o mesmo numa mudança de "paradigma" termo usado muito no discurso dos políticos, quer de lá quer de cá, em alusão à mudança do modelo político e do seu comportamento que rege a sociedade. Refere em ênfase que a orgânica do novo Executivo revela "prioridades claras" como a educação, saúde, regularização das contas públicas, sustentabilidade ambiental, transformação digital e juventude. Categoricamente afirma que a orgânica do Executivo açoriano "representa muito bem esta ideia de transformação e será feita com a quantidade necessária, nada a mais, nada a menos".

Treze (13) é o número que refere os responsáveis pela orgânica governativa: Presidência; Vice-presidência; 10 Secretarias e uma Subsecretaria, partidariamente distribuído por PPD (9) CDS (3) PPM (1) Estranho que Paulo Estevão ao contrário dos lideres do PPD e CDS, não faça parte do executivo sendo remetido naturalmente por sua vontade líder do grupo parlamentar agora conseguido. Ficamos a aguardar como desempenhará a sua participação quiçá, em consonância com as duas "bengalas" assessoradas pelos líderes nacionais PSD/CHEGA/IL.

13 (treze) não será demais pensar o que se diz desse número desde a Antiguidade Clássica "é o número do azar, o portador de coisas más. Nas Sagradas Escrituras, o capítulo 13 do livro do Apocalipse faz referência ao anticristo e à besta." "Os numerologistas consideram o 13 como o número que actua em desarmonia sobre as leis do universo" Na Última Ceia estavam presentes 13 elementos - Jesus e os seus 12 apóstolos. Nessa ocasião, Jesus foi traído por Judas Iscariotes". "Para fortalecer ainda mais o negativismo do número, bem como o facto de ser evitada uma refeição em que 13 pessoas se sentam à mesa, diz a lenda que 12 deuses foram convidados para um banquete. Um deus, o deus do fogo, que não havia sido convidado, apareceu e iniciou uma briga que terminou com a morte do deus solar, o preferido de entre os deuses".

Longe de nós a fobia ou o grande temor ao número 13 chamado de triscaidecafobia. Mas não vá o demo tecê-las... mais vale prevenir do que remediar e, o exemplo anda por aí como um bicho de nome "COVID19.

Por nossa parte, e no sentido de uns "Açores Sempre", atentos estaremos ao hemiciclo da ALRAA e os seus pares na defesa dos interesses do nosso Povo e dos Açores junto do poder centralista de Lisboa (agora que temos infiltrados, alguns predadores tais aves de rapina) bem como ao Poder Executivo na execução das políticas sociais e económicas anunciadas no seu programa.

Por muitas razões, somos dos que acreditam na celebre frase da Martin Luther King:

"Para criar inimigos não é necessário declarar guerra,

  basta dizer o que pensa".

José Ventura

2020-11-21

O autor recusa o utilizar o acordo ortográfico

 

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