Pravda.ru

CPLP » Brasil

Universidades federais vão dobrar número de vagas até 2009

23.09.2008
 
Pages: 12
escritório do arquiteto Oscar Niemeyer, um projeto belíssimo. A doação foi feita pela Itaipu Binacional, que colocou também o seu pólo tecnológico à disposição, para servir de instalações provisórias, até a conclusão das obras, que vão ser licitadas, até o final do ano. Temos uma perspectiva de integração enorme, recebendo alunos de toda a América Latina. Vai ser uma universidade bilíngüe, em espanhol e português. Teremos professores de todo o continente. Especialistas na história do Continente, na geografia do Continente, na literatura do Continente, e assim por diante. E a convivência de bra sileiros com latino-americanos, que falam espanhol, permitirá um novo olhar sobre as nossas possibilidades de integração, não apenas do ponto de vista econômico, mas também, do ponto de vista cultural.


Universidades particulares - O setor privado só investiu no ensino porque o Estado não investiu. Ficamos muito tempo sem investir nas universidades federais. A Constituição de 1988 havia estabelecido a interiorização da oferta de cursos universitários públicos no País. Em 1996, esse dispositivo foi revogado, justamente para não obrigar o Estado a investir em educação superior. Portanto, temos um atraso enorme, que está sendo coberto pelo governo com a ampliação das vagas. Vamos continuar este investimento e queremos chegar a 2010 com cerca de 280 mil vagas de ingresso. Em oito anos, teremos saltado de 113 mil para 280 mil vagas na rede federal.


Plano Nacional da Educação - A meta é que 30% da população brasileira, entre 18 e 24 anos, esteja matricul ada, em algum curso de ensino superior. Estou otimista em relação ao cumprimento desta meta porque temos hoje cinco programas de democratização do acesso à educação superior. O Reuni, que expande as vagas nas federais; a expansão dos institutos federais, os atuais Cefets, que vão reservar 30% do seu orçamento para graduações tecnológicas; a Universidade Aberta do Brasil, que são cursos federais a distância, ministrados pelas universidades federais, portanto, cursos com qualidade; o Prouni; e o Financiamento Estudantil, que passou por um aperfeiçoamento importante, dispensando a figura do fiador, diminuindo juros, alongando prazos de financiamento, estabelecendo prazo da carência para que o aluno pudesse obter o financiamento e se formar.

Se não cumprirmos a meta, vamos nos aproximar bastante dela, se considerarmos a taxa bruta de matrícula. A taxa líquida será diferente, mas a bruta, ou seja, dividir o número de matriculados pelo número de brasileiros que têm entre 18 e 24 a nos, acho que vamos nos aproximar da meta do PNE. Estamos elaborando um programa de parceria com as universidades comunitárias, filantrópicas confessionais, para ampliar, inicialmente, as licenciaturas. Precisamos formar mais e melhores professores, sobretudo para atuar nas áreas contempladas pelo novo currículo, no ensino médio. Área de física, química, biologia, sociologia, filosofia, espanhol e inglês. São áreas onde há uma demanda enorme para os professores e as filantrópicas em geral, comunitárias ou confeccionais, podem prestar um grande serviço ao País, desde que haja por parte do MEC a compreensão de que essa parceria é saudável. Está em andamento a constituição do que chamamos de Sistema Nacional de Formação do Magistério e uma das ações previstas é a ampliação das licenciaturas também nas instituições filantrópicas.


Prioridades do PAC da Educação para a Amazônia - Estamos investindo da creche à pós-graduação em todos os estados. Não há uma única etapa sendo queimada nesse processo de ampliação do financiamento da educação. Os estados da região Norte estão recebendo, ao mesmo tempo, recursos para expansão da rede de educação infantil, creches e pré-escolas, recursos para instalação de Cefets, recursos para a interiorização das universidades federais, recursos do Fundeb. O Pará e o Amazonas já estão recebendo recursos do Fundeb. Estamos procurando cobrir todas as etapas e níveis de ensino, sem descuidar da pós-graduação. Os investimentos na pós-graduação na região Norte ficaram muito tempo sem ser feitos. Há um enorme potencial local de produção cientifica, que exige investimentos em laboratórios, corpo docentes, doutores. É o reparo de uma dívida histórica, sobretudo por parte da União.


Capacitação de professores - No Brasil, o número de doutores formados é maior que o do México e da Argentina. Estamos formando 12 mil doutores por ano - mais do que suficiente para a necessidade atual do País de contratação d e docentes para as novas universidades federais que estão sendo instaladas. Para nossa satisfação, fizemos um acompanhamento fino dos concursos públicos e das contratações. E a titulação e o currículo desses docentes está nos surpreendendo positivamente. Na grande maioria dos casos, estão sendo contratados doutores. Em alguns casos específicos, mestres. Mas a grande maioria e de doutores com boa produção e que vão, realmente, fazer a diferença no interior.


Ensino de crianças com deficiência - Todo ano o brasileiro escuta que 97% das crianças estão na escola. Mas estamos preocupados com os 3% que não estão na escola. E, dentre esses 3%, boa parte é de crianças entre 7 e 14 anos que têm uma deficiência auditiva ou visual e precisa de uma atenção especial. Muitas vezes é uma sala multifuncional, um laboratório adequado, equipado com tecnologia moderna que atende a essa população. Muitas vezes é capacitar um professor para ensinar também em Libras, que é a Língua Brasileira de Sinais. Temos todos os expedientes para atender melhor essas crianças. Se quisermos avançar para além dos 97%, vamos precisar, por meio de decreto, ampliar as políticas públicas voltadas para pessoas com deficiências - que têm o 21 de setembro como seu dia.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Pages: 12

Fotos popular