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Brasil tem reservas e equilíbrio financeiro para enfrentar crise mundial

22.10.2008
 
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e mandamos para o Congresso um projeto propondo que essa economia fosse depositada nesse Fundo. É como se fosse uma poupança realizada em um ano que as coisas andam bem para ser usado em período de vacas magras, lá na frente para manter os investimentos mesmo com a diminuição da nossa receita. Achamos que 2009 também será um ano positivo, embora esteja previsto um crescimento menor. Mas podemos precisar nos anos subseqüentes. Temos uma expectativa muito grande de que antes do final do ano o tema seja votado.


Pré-sal - A avaliação é de que temos condições de manter os planos de exploração do petróleo e conseguir financiamento para isso. Com relação ao petróleo que não está incluído na camada pré-sal, a Petrobras tem condições de conseguir financiamento ou mesmo com receita própria fazer todos os investimentos que estão programados. Todos sabem que ainda estamos discutindo qual será o modelo de exploração do petróleo pré-sal. O governo também discute o que será feito com a receita arrecadada com a venda deste petróleo. Essa crise, com certeza, trará problemas de crédito e dificuldades de financiamento. Acredito que o setor de petróleo vai ser um dos menos afetados, até porque é uma commodity que tem grande aceitação e interesse de investimento. Então, não estamos com grandes preocupações sobre como conseguir recursos. Precisamos primeiro definir como que vamos fazer esse trabalho de exploração e extração.


Greves - A greve dos bancos não tem relação direta com o governo. É uma greve do setor privado. O governo tem acompanhado isso. Quando há necessidade, conversamos com os dirigentes das empresas estatais envolvidas. A greve dos Correios é feita no âmbito da Justiça do Trabalho, portanto é tratada como uma greve das empresas privadas. Com relação ao DNIT, a greve é um equívoco. Fizemos uma negociação, o acordo Já informamos, tanto para direção como para os sindicalistas, que não vamos autorizar essa reabertura. Não vejo nenhuma perspectiva de os servidore s fazerem greve porque pode acontecer alguma coisa nos próximos meses.

Trem de alta velocidade - O projeto está praticamente pronto e o edital está na última fase de revisão e consulta pública. Vamos publicá-lo no final deste ano ou no começo do ano que vem. Nossa expectativa é de que teremos pelo menos quatro grandes grupos concorrendo. Não temos nenhum plano de implementar o projeto com recursos do Orçamento. Nossa avaliação é de que é um empreendimento viável, com condições de uma boa concorrência. Com certeza, o trem de alta velocidade vai dar certo.


Concorrência - O que provavelmente vai acontecer é que, dentro dos grupos que vão participar, nós vamos ter uma mescla de empresas estrangeiras e nacionais. Mas não acredito que não tenha nenhum grupo exclusivamente brasileiro que vá participar, até porque é um investimento que pode passar de 10 bilhões de dólares. É muito pesado para um grupo apenas fazer a oferta e se propor a construir sozinho.


Imóveis - É importante destacar que aumentamos os prazos de financiamento para até 30 anos. Além disso, foram reduzidos os juros para os financiamentos imobiliários. É bem verdade que, com a crise, alguns bancos anunciaram um aumento nas taxas de juros. Mas a Caixa Econômica Federal, que é a principal órgão financiador de imóveis no Brasil, não aumentou suas taxas. Pelo contrário, nós temos trabalhado em desenvolver medidas que permitem diminuir mais ainda a prestação da casa própria, especialmente para famílias de renda baixa. No Brasil, nós ainda temos um gargalo. A intenção do governo é continuar fomentando as condições de financiamento. Essa crise vai se arrastar por mais algum tempo, mas ninguém aposta que durará mais de dois anos. Financiamentos de longo prazo não deverão ser prejudicados. Com certeza a situação vai melhorar. Aqui, no Brasil, nós não temos os chamados títulos podres. Essas coisas desbalanceadas que geraram a crise originalmente passa m longe do sistema financeiro brasileiro. Portanto, o financiamento de imóveis não será prejudicado.

Construção civil
- Estamos avaliando todas as condições de trabalho do setor. O Brasil este ano vai gerar dois milhões de empregos, os salários continuam aumentando, as vendas, então tudo indica que vamos continuar com um bom desempenho do setor imobiliário. Mas é preciso ter crédito, dinheiro para as construtoras poderem trabalhar e produzirem. O interesse do governo é que continue esse bom desempenho do setor habitacional, até porque isso tem sido uma forma de oferecer moradia para as pessoas que precisam, mas também aquece o mercado, a venda de material, a geração de emprego. Tudo isso melhora as condições da economia e é de interesse do governo que mesmo colocando as barbas de molho, o setor da construção civil continue tendo condições de operar e produzir habitação no País.


Automóveis - As taxas de financiamento, tanto imobiliário quanto de a utomóveis, são definidas no momento da venda, não sendo possível aumentá-las. Já houve um tempo em que se financiava automóveis no Brasil com base na variação do dólar, e isso gerou um problema enorme. Hoje não há mais isso. Porém, esta crise vai, com certeza, gerar aumento nas taxas e diminuição dos prazos no financiamento de automóveis. Para quem já comprou, isso não pode ser feito, o contrato não pode ser mudado em prejuízo do comprador. Provavelmente vai ficar mais difícil para quem for adquirir a partir de agora.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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