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Brasil: Cofecon lança propostas para o País

21.09.2006
 
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15 de setembro de 2006

O II Seminário Programas Econômicos em Debate foi realizado nesta quinta-feira no Edifício Palácio do Comércio em Brasília, Distrito Federal. "O Primeiro foi realizado em 2002 e espero que a iniciativa continue nas próximas eleições, pois é um importante serviço que prestamos à sociedade ao debater junto aos Assessores dos Candidatos a Presidência, os planos para a Economia do País", destacou a economista Mônica Beraldo, Presidente do CORECON-DF que ressaltou também a importância da parceria entre os Conselho Regional e o COFECON para a realização do evento. O PDT, o PSOL, o PSDB e o PT enviaram seus representantes que explanaram os pontos dos projetos econonômicos dos candidatos. Apesar das idéias divergentes, todos disseram que é preciso investir em infra-estrutura e incentivar a produção para fazer o Brasil crescer.

Conheça as propostas:

PRIMEIRO PAINEL
Expositor: A ssessor Econômico do Candidato Cristovam Buarque (PDT), Carlos Alberto Nunes Consenza da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Moderador: Professor Humberto Vendelino Richter – Conselheiro Federal pelo Distrito Federal.
Debatedor: Professor João Paulo de Almeida Magalhães – Presidente do CORECON-RJ.


“O país está crescendo menos do que outros países emergentes. Ele Só ficou na frente do Haiti, conforme levantado no último trimestre pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada”. Hoje o Brasil que já foi a 5ª. Economia a registrar maior crescimento há cerca de 20 anos, hoje está no 27º. Lugar. " O Brasil precisa de uma política regional, pois somos um país de dimensões continentais. É preciso fortalecer a agricultura familiar e o agro-negócio (que representa 42% das exportações totais do Brasil – apoio científico-tecnológico).

O potencial de exportação brasileiro de Biodiesel, por exemplo para Itália e Grã Bretanha é imenso, pois produzimos com um custo mais baixo um combustível de alta qualidade. Propomos a reverção do fluxo migratório por meio de estudos e investimentos em infra-estrutura para cidades de porte médio. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) daria o suporte financeiro para o desenvolvimento.O Desenvolvimento é uma questão social.
Temos que trabalhar com três componentes fundamentais a partir da Globalização:
- Mercado (Garantir a demanda);
- Escala (Harmonizar a política fiscal e monetária por meio de planejamento);
- Localização (Competir em um espaço globalizado).
Uma série de fatores gerais precisam ser analisados por meio de um levantamento de um diagnóstico regional. Os bancos tiveram lucros altíssimos, isso permite que eles possam participar do desenvolvimento do país ao invés de fazer empréstimos a 7%.

SEGUNDO PAINEL

Expositor: Assessor Econômico da Candidata Heloísa Helena (PSOL),
César de Queiroz Benjamim (UFRJ) e Candidato a vice-presidente

Moderador: José Luiz Pagnussat – Conselheiro do CORECON-DF
Debatedor: Adriana Amado (Professora da UNB).

José Luiz Pagnussat – Conselheiro do CORECON-DF

Debatedor: Adriana Amado (Professora da UNB).


César Benjamim criticou a apatia nacional com relação à economia.


"Vivemos o colapso da infra-estrutura, na qualidade da educação ocupamos a 21ª. Posição no ranking mundial. O PIB do Chile é o do Estado do Rio de Janeiro hoje, mas com relação à educação está muito à frente do Brasil. A Alemanha estava em 8º. Lugar na educação e parou para avaliar sua posição e nós não fazemos nada?


Somos uma economia que parou de absorver trabalho qualificado. Estamos em um país que não enfrenta as questões e isso gera um processo de “apequinamento” do Brasil. Já pensamos grandes quando criamos a Siderurgia nos anos 30, a Petrobrás nos 50 e a construção de Brasília. A China atrai investimentos porque tem uma alta taxa de crescimento. Não é possível que a taxa de juros continue a ser o controlador da inflação no Brasil, precisamos reconstituição um núcleo endógeno de desenvolvimento, isso é uma decisão da Nação. Temos que enfrentar a nossa crise cultural. A Educação é importante não apenas como instrumento para o crescimento, mas sim por permitir o acesso à cultura. Propomos um projeto de construção de uma nação com ousadia, capacidade e auto-confiança.
Pensamos em um crescimento de 6 a 7% ao ano, mas para isso precisamos de um Investimento produtivo na ordem de 26% do PIB. Há uma necessidade de recompor investimento público. Temos um programa sério de infra-estrutura econômica e social que é capaz de produzir um efeito multiplicador sobre o investimento e o emprego.


Ao contrário dos países asiáticos que entraram na globalização pelo comércio, nós sulamericanos entramos pelo capital externo nos endividando. Um Estado que paga 170 bilhões de juros não tem capacidade de produzir. É preciso controlar a entrada de capitais externos no país. Já existe a Lei 4131 – que determina que só tem direito a sair, capitais que realmente entraram, mas essa lei não é respeitada. É preciso respeitar a constituição."

É preciso respeitar a constituição."

TERCEIRO PAINEL

Expositor: Assessor Econômico do Candidato Geraldo Alckmin (PSDB), Antônio Márcio Buaimain (UNICAMP)
Moderador: Synésio Batista da Costa, presidente do Conselho Federal de Economia (COFECON)
Debatedor: Professor João Paulo de Almeida Magalhães (Presidente do CORECON-RJ)


"A Economia de hoje está estagnada. Precisamos acabar com a concepção de que o Estado é o motor da Economia e acabar com o populismo. É um grande exagero a manutenção da alta taxa de juros se não há mais inflação. O Brasil precisa voltar a crescer e perseguir um crescimento robusto. Isto é possível e não há nenhuma restrição para uma política fiscal flutuante. O que promove crescimento é investimento econômico. Não existe distribuição de renda sem estabilidade na economia e par isso o investimento privado é o motor da economia.


Como sociais democratas acreditamos em um Estado forte para equilibrar a economia e para isso é preciso examinar as oportunidades para atrair investimentos em processos de privatizações. Vamos também investir em energia para evitar um novo apagão. Propomos uma reforma tributária e fiscal por meio de um choque de gestão, que significa fazer mais com cada real. Com pequenas medidas no Governo de São Paulo foi possível economizar muito.


É possível melhorar o gasto e aumentar o investimento, vamos abrir espaço aos poucos. Governar e construir uma nação é um processo de lançar boas bases para o futuro. Precisamos também de uma reforma no sistema previdenciário para que ele se torne sustentável. É claro que teremos uma reforma no parlamento, mas temos condições de sinalizar para a sociedade e para o setor privado para onde estamos indo com critério. A nossa sinalização será de respeito à sociedade.


Não temos nenhuma defesa da ALCA em nosso programa de Governo, mas não vemos com temor uma integração. Essa integração, porém, precisa ser feita a favor do Brasil Nós estamos rompendo com o multilateralismo e caminhando para o Biletarismo que só tem prejudicado o país como é o caso da Petrobrás na Bolívia. A Visão do PSDB sobre a construção do futuro da Economia passa pela importância de aumentar o nível educacional, pois com isso se criam novas oportunidades."


QUARTO PAINEL


Expositor: Assessor Econômico do Candidato a reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Nelson Barbosa (UFRJ) e Secretário Adjunto da Secretaria de Políticas Econômicas do Ministério da Fazenda.


Moderador: Mônica Beraldo (Presidente do CORECON-DF)
Debatedor: Professor Heron Carlos Esvael do Carmo (Presidente do CORECON-SP).


"A economia sempre muda e é necessário lançar medidas para ampliar os negócios. O Programa de governo do PT tem a idéia de desenvolvimento pelo crescimento do consumo de massa. O Brasil tem um grande mercado interno e pode desenvolver e criar um círculo virtuoso com mais empregos, incluindo mais pessoas no mercado consumidor. A Classe média cresceu de 6 a 7 milhões neste ano. Manteremos também uma política gradual de aumento do salário mínimo.


Vamos continuar com a manutenção do sistema de metas da inflação, por ser um programa de êxito no Brasil e em outros países. Diferente de outros anos, estaremos abaixo da meta de inflação. Significa que não há uma necessidade de deflação nos próximos anos e isso está permitindo que a taxa de juros caia. Especialistas apontam que a taxa de juros estará em 13% de 2007.


O câmbio flutuante será mantido, por ser determinada pelas forças reais da economia. Vamos aumentar o superávit primário e continuar a transferir os recursos para as famílias brasileiras. Para nós, isso é responsabilidade social e não “gastança” como alguns pensam. As eleições estão próximas e a população decidirá em três semanas. Continuaremos com os benefícios previdenciários, seguro desemprego, benefícios assistencialistas. Apostamos no crescimento da economia e nesses últimos anos foram criadas as condições necessárias para ter um crescimento mais elevado. Com o maior crescimento fica mais fácil fazer o ajuste fiscal, mantendo os programas sociais e reduzindo os gastos não prioritários."
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* Brenda Marques Pena
Assessora do Conselho Federal de Economia: (61) 3224-4385 (61) 9994-2133

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