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Cultura Falada

13.08.2008
 
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Desenvolver lingüística indígena na Amazônia é um grande desafio. Tendo isso em vista, a partir década de 1980, o Museu Goeldi investiu em seu programa de lingüística. O problema na época, que ainda persiste, é a falta de mão-de-obra: lingüistas bem qualificados que consigam estudar línguas indígenas da Amazônia in loco. É uma tarefa complexa, que exige conhecimento de todas as sub-áreas da lingüística, além de habilidade de lidar com falantes indígenas e processar e analisar dados originais.

A estratégia adotada foi selecionar alunos para receber treinamento em análise básica e métodos de campo e seguir para uma pós-graduação nos melhores centros nacionais e internacionais. Até agora, 18 bolsistas do Goeldi entraram na pós-graduação em lingüística, dos quais 14 no exterior. Desses, uma dúzia já se doutoraram. Dos 17 especialistas funcionários de instituições amazônicas brasileiras que são analistas ativos com línguas indígenas e que têm um doutorado reconhecido, oito passaram pelo Museu Goeldi, que desempenha papel fundamental na formação de lingüistas para a Amazônia. Vários ex-bolsistas da Área de Lingüística do Museu Goeldi, junto com lingüistas afiliados ao MPEG para realizar pesquisas, fazem parte do grupo de pesquisa registrado no CNPq, GELIG (Grupo de Estudos de Línguas Indígenas do Goeldi), o maior e mais qualificado grupo de pesquisa em línguas indígenas do país.

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