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Rejeição a Bolsonaro dispara em 2021 e chega a 52%

09.01.2021
 
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Rejeição a Bolsonaro dispara em 2021 e chega a 52%

Os que cursaram ensino superior (67%), os moradores da região Nordeste (63%) e os que recebem de cinco a dez salários mínimos (70%) são os que mais desaprovam o governo

Publicado 08/01/2021 10:33 | Editado 08/01/2021 12:32

 

A aprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro começa 2021 com uma queda expressiva. Em apenas 15 dias, subiu de 46% para 52% a taxa dos que desaprovam a administração federal, segundo pesquisa PoderData realizada de 4 a 6 de janeiro. A atual desaprovação é a mais alta na série, iniciada em junho. Já a aprovação ao governo oscilou negativamente três pontos percentuais - de 47% para 44%.

Os que cursaram até o ensino fundamental (54%) e os moradores da região Norte (73%) são, proporcionalmente, os que mais aprovam a administração. Já os que cursaram ensino superior (67%), os moradores da região Nordeste (63%) e os que recebem de cinco a dez salários mínimos (70%) são os grupos com as maiores taxas de desaprovação.

Já a taxa da população brasileira que acha que a vida melhorou desde que Bolsonaro assumiu a Presidência caiu de 37% para 25% em três meses. Ao mesmo tempo em que diminuiu a percepção positiva, crescem as parcelas dos que acham que a vida piorou (de 28% para 34%) ou dizem que nada mudou (de 31% para 39%). Os que não souberam responder são 2%, ante 4% na última rodada.

A pesquisa destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros em relação à vida. Os homens e os moradores das regiões Sul e Norte são, proporcionalmente, os que mais disseram que as coisas melhoraram depois da posse de Bolsonaro. Os que têm de 25 a 44 anos, os moradores da região Nordeste e os mais ricos e instruídos são os grupos que mais dizem que a vida piorou.

A pesquisa do PoderData foi realizada por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Houve 2.500 entrevistas em 518 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Auxílio emergencial

Segundo o site Poder360 - que divulgou a pesquisa nesta semana -, ainda não há como saber qual será o impacto do fim dos pagamentos do auxílio emergencial. O programa pagou cinco parcelas de R$ 600 e mais três extras de R$ 300 para pessoas que foram severamente afetadas pela pandemia. Cerca de 68 milhões foram beneficiados. Alguns pagamentos residuais foram realizados em dezembro de 2020, e mais outros serão efetuados agora em janeiro de 2021. A partir de fevereiro, o auxílio estará 100% extinto.

Historicamente, a aprovação de governantes melhora no final de cada ano, mas tende a cair no início do ano seguinte. Nos primeiros três meses de um novo ano, os brasileiros pagam contas e enfrentam aumentos de despesas regulares (IPTU, IPVA, mensalidades escolares, entre outras). Agora, há também os mais de 14 milhões de desempregados. Em breve, o fim completo dos pagamentos do auxílio será igualmente sentido. A conjuntura pode deixar a avaliação bolsonarista ainda mais em xeque.

Outro fato que pode drenar a aprovação da administração federal é a controvérsia cada vez maior sobre vacinação e compra de seringas por parte do governo. Bolsonaro continua dando declarações céticas a respeito de vacinas e não há clareza sobre quando o Ministério da Saúde vai, de fato, iniciar o processo de imunização por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). Embora bolsonaristas mais convictos gostem do discurso presidencial, a maioria dos brasileiros quer receber a vacina.

 

 

 

https://vermelho.org.br/2021/01/08/rejeicao-a-bolsonaro-dispara-em-2021-e-chega-a-52/

Informações do Poder360

 


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