No picadeiro democrárico, morreu de joelhos. Muito espetáculo há por vir até outubro quando entará no ápice a ¨festa da democracia¨ da maior República de Bananas latino-americana
O então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para substituir o ex-ministro Luís Roberto Barroso, aposentado, não se destacou, na tentativa de chegar a uma instituição que se encontra na mais grave crise moral de sua história, por discurso pró-democracia, menos ainda por reforma no sistema judiciário.
Mas pelo agradecimento a um pastor evangélico. E este pastor evangélico é ninguém menos que ele, Silas Malafaia, “Ratinho Gospel”, como também é amplamente conhecido o fanático seguidor de Jair Bolsonaro, figura que em nada se simpátiza com democracias (como ele mesmo sempre diz).
Se já não bastasse, nesta sequência diariamente infinita de demonstrações do que se configura como uma das maiores palhaçadas globais, a manifestação de graças do ministro entrante à instância superior do Poder Judiciário brasileiro, deve-se ao fato de que o empresário da fé reconheceu que o presidente da República tem o direito constitucional de exercer tal indicação.
“Agradeço ao pastor Silas Malafaia pela postura coerente na defesa de prerrogativas presidenciais”, disse Jorge Messias em entrevista ao sítio Metrópoles.
Havia dito Malafaia, com o jeitão histérico-delirante que o marca com sensível dificuldade em articular as palavras, tanto a exemplo do segmento que perfeitamente representa:
“Tenho que ter coerência. A indicação para o STF é uma competência do presidente da República. Quando chegou a vez de Bolsonaro indicar André Mendonça, que eu participei da guerra, do jogo pesado que foi contra André Mendonça, então, se eu discuto que o Bolsonaro tem o direito, a prerrogativa de indicar ministro do STF, Lula também.”
Uma pérola democrática! O mais trágico é que tem gente que dá importância, da mídia à política passando pelo sistema judiciário, ao que diz este ser repugnante.
Que o Brasil nunca foi uma democracia laica, não se trata de novidade a nenhum estudante de cursinho pré-universitário.
Porém, não ter nada mais que dizer ao adentrar ao STF, e na situação em que o órgão se encontra, a não ser pedir licença ou as bênçãos para tal função a um líder religioso, e “religioso” do nível intelectual e moral como Malafaia como que reconhecendo seu autoproclamado apostolado político, é cronicamente desolador.
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