Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Brasil: Oito anos de Desgovernação do PSDB

1. Brasil perdeu em nov/2002 o posto de 11ª economia do mundo para a Coréia do Sul. O Brasil passou a ser a 12ª economia do mundo e a segunda da América Latina (atrás do México). O Brasil era a 8ª economia do mundo em 1994.

2. O Brasil teve a pior taxa de crescimento econômico dos últimos 50 anos no governo FHC.

3. A classe média nos últimos 5 anos de governo FHC (até dez/2002) teve um empobrecimento de até 34% e os gastos com comida encolheram 20%. O desemprego cresceu mais de 600% nos anos de FHC (Revista Época 03/06/2002). O salário médio da classe trabalhadora em 1994 era de R$ 1.127,00 em 2002 caiu para R$ 860,00. Em 1994 a taxa média de desemprego aberto, medida pelo IBGE, foi de 5,1%. Em novembro de 2002 ficou em 7,1%, sendo a média do ano de 2002 de 7,3%. Houve um crescimento do desemprego de 43,14% em comparação ao ano de 1994. Em novembro de 2002 cabe ressaltar o perfil da amostragem analisada, qual seja: empregados com carteira assinada (42,3%); sem carteira assinada (26,0%); trabalho por conta própria (20,8%); patrões (3,8%), e finalmente desocupados (7,1%). Portanto um contingente de 33,1% dos economicamente ativos, compostos dos sem carteira assinada e
desocupados, foi excluído do Brasil Oficial.

4. A média de crescimento anual da economia nos primeiros 7 anos de governo FHC foi de 2,44% ao ano. O mesmo índice da década de 80, considerada a década perdida.

5. O sistema Telebrás/Embratel foi vendido por FHC por apenas US$ 19 bi. Dois anos após a estatal de telefonia da Nigéria, um pobre país africano, foi vendida por US$ 31 bi.

6. A Vale do Rio Doce foi vendida por FHC por apenas 3 bi, sendo US$ 1,5 bi com moedas podres. Cinco (5) anos após a venda esta foi avaliada em US$ 35 bi, não tendo sido feito nenhum investimento direto que comprovasse tal valorização. Ou seja, foi entregue.

7. Segundo levantamento das Nações Unidas, 70% dos recursos que os brasileiros enviaram para o exterior durante o governo FHC, entre investimentos e simples remessas, foram depositados nas Bahamas, Bermudas, Ilhas Virgens, Cayman, Luxemburgo, Ilha da Madeira e Gibraltar, conhecidos paraísos fiscais. Esta foi a produção da Lavanderia Brasil, especializada em dinheiro sujo. Oficialmente, o total de dinheiro brasileiro lá fora estaria por volta de US$ 80
bilhões. Extra-oficialmente, só Deus sabe. Calcula-se algo em torno de US$ 200 bilhões, superior ao PIB da maioria dos países.

8. A população cresceu e o PIB per capita em 2002 foi menor que o de 1990.

9. A dívida externa quase que dobrou no governo FHC: era US$ 128 bi em 1994, em Dez/2002 foi para US$ 249 bi.

10. Dívida pública interna em dez/2002 atingiu mais R$ 890 bilhões. Foi multiplicada por 14 e altamente dolarizada no governo FHC. Esta dívida em 1994 estava em torno de apenas 62 bi. No mês de Jul/2002 aumentou em R$ 43 bi. A taxa de juros selic no governo Itamar era 19%, no Governo FHC atingiu mais de 45% e encerrou 2002 com uma taxa em torno de 26%.

11. Total da dívida pública em 1995 representava 23% do PIB. No final de 2001 representou 54% e no final de 2002 atingiu 59% do PIB. O Brasil despencou da 26ª para a 67ª posição no ranking de países exportadores de bens manufaturados na gestão FHC, até dez/2001.

12. Em um campeonato de desenvolvimento tecnológico com 72 países, em julho/2001 (7 anos de governo FHC) , o Brasil ficou em 43°, atrás da Costa Rica, do Uruguai e da Romênia, e espremido pelo Panamá e pelas Filipinas. A revelação consta de um relatório da ONU com o Índice de Avanço Tecnológico, criado para essa medição. O objetivo do estudo é tentar avaliar a criação e a difusão de tecnologia e seu aproveitamento pela população de cada país.

13. O Brasil saltou da 10ª (em 1994) para 15ª economia industrial do mundo em 2002. Na década de 70, os militares endividaram o Brasil, porém a economia duplicou.

14. O governo FHC atingiu a maior taxa de desemprego da história. Em 1982, o Brasil era o 9º país com mais desempregados no mundo, tinha 964 mil pessoas sem trabalho. Em 1990, passou ao 6º lugar, com 2,3 milhões. Em jun/2002, foi o vice-campeão: estava com 11,7 milhões de pessoas sem emprego. Perdeu apenas para a Índia, que tinha 41,3 milhões de desempregados. Os dados são do estudo "Globalização e Desemprego: Breve Balanço da Inserção Brasileira", divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura de São Paulo. Os números referem-se em informações do IBGE, da OIT
(Organização Internacional do Trabalho), do FMI e do Banco Mundial.

15. A distribuição de renda continuou com a mesma desigualdade da década de 80, o Brasil tornou-se o penúltimo país do mundo em desigualdade social. O Brasil, em 1995 era o 69º país em qualidade de vida, IDH da ONU.

16. O número de miseráveis em 1994 era de 47 milhões, em 2001 foi para 54 milhões.

17. No governo FHC, os 10% mais ricos enriqueceram 4,2% e os 10% mais pobres, empobreceram 2,6%.

18. A renda do trabalhador foi reduzida ininterruptamente desde 1995. Em abril/ 2002 a queda da renda média do trabalhador já era de 5,6% ao ano. O IBGE calculou que, entre 1998 e 2001, houve achatamento salarial de 11%, já descontada a inflação, para toda classe média brasileira.

19. O Brasil construiu um dos maiores sistemas de geração de energia do mundo e também de menor custo. FHC paralisou os investimentos e colocou o Brasil em um racionamento sem precedentes.

20. FHC cobrou o racionamento de energia do povo brasileiro e depois do racionamento aumentou as tarifas de quem racionou para indenizar as concessionárias de energia. As tarifas da Light-RJ são quase o dobro das tarifas cobradas pela sua matriz (estatal) na França, mesmo considerando a exclusão dos impostos incidentes de cada país.

21. Vendeu 76% do patrimônio público (telefonia, siderurgia, elétricas, bancos, rodovias, ferrovias, portos, etc) a preço de banana (US$ 45 bi) e o dinheiro evaporou, ou melhor, foi para agiotagem internacional e pagamento de juros da dívida. Acabou com monopólio federal de telefonia e criou monopólios regionais de multinacionais depredadoras, que aumentaram tarifas sem precedentes.

22. Socorreu bancos privados e banqueiros corruptos (PROER) com US$ 25 bi do dinheiro público. O PROER, programa criado pelo FHC para salvar os Bancos falidos (NACIONAL, BAMERINDUS, ECONÔMICO) deu um prejuízo de 25 bi, em valores de 2002, aos cofres públicos.

23. No governo FHC, BILHÕES e mais BILHÕES DE REAIS sumiram em escândalos de corrupção (SUDAM - 1,7 BILHÃO; SUDENE - 2,2 BILHÕES; SIVAM -1 BIHÃO; MARKA / CIDAM - 2 bi; TRT/SP/LALAU, RICARDO SÉRGIO, ANTONIO RIVOLLI/BANESPA/CAYMAN, COMPRA DE VOTOS E NEGOCIATAS PARA APROVAÇÃO DA REELEIÇÃO, A MALA PRETA DO SÉRGIO MOTA ETC) sem que o PSDB e FHC permitissem a convocação de CPIs para investigar. O escândalo BANESTADO acarretou evasão de divisas da ordem de US$ 60
bi.

24. As reservas cambiais do Brasil foram reduzidas em US$ 49 bi (eram 73 bi em 1994, em dez de 2002 foi para 21 bi), ninguém viu a cor do dinheiro.

25. FHC fez empréstimo com FMI de 41 bi + 20 bi e ninguém viu esse dinheiro, já que foi usado para pagar juros de dívida que o povo brasileiro não fez e segurar a alta do dólar, ou seja, encher os cofres dos especuladores. Em 2002 negociou outro empréstimo com FMI (30 bi) para pagar juros da monstruosa dívida com os banqueiros.

26. A balança comercial brasileira foi quase sempre deficitária já que o Brasil de FHC importou mais que exportou (no governo Itamar, a balança era sempre favorável ao Brasil). O Brasil só teve 4.000 empresas exportadoras contra 10.000 do Chile, 35.000 do México e 200.000 da Itália. No governo FHC as exportações brasileiras não passaram dos US$ 50 bi /ano, o México foi de 200 bi/ano e Coréia de 400 bi/ano.

27. O Chile conseguiu fechar acordo de livre comércio para dezenas de seus produtos com a União Européia e Nafta. O México conseguiu também um acordo igual com a União Européia. FHC poliglota e metido a bom negociador, apesar de viajar bastante, não conseguiu nada com relação ao incremento de nosso comércio e exportações. Em 1992 tínhamos o medíocre índice de 1,5% do comércio mundial, em 2001 foi para 0,6%. O Brasil, no governo FHC, perdeu 2 postos no ranking de países que produzem e exportam softwares. A Índia com tantos miseráveis passou a ocupar a 5ª posição no mundo.

28. As empresas privatizadas de telefonia não produziram seus insumos no Brasil e importaram quase tudo, foram responsáveis pela maior parte do déficit na balança comercial. A evasão de divisas foi muito grande com a remessa de dinheiro ao exterior pelas multis aqui instaladas. Idem empresas de energia privatizadas. Antes de FHC escancarar o país e entregar o patrimônio público e privado nacionais, construídos a duras penas nos últimos 50 anos pelos brasileiros, as remessas de lucros para o exterior não passavam de US$ 500 a US$ 600 milhões por ano. Atingiu a cifra de US$ 5 bilhões em 2001. O presidente Juscelino Kubitscheck nos anos 50 negociou a entrada das montadoras de veículos no Brasil. Ele deixou as montadoras se instalarem aqui, porém em troca exigiu que a produção de autopeças fosse desenvolvida aqui. A inserção do Brasil no mundo globalizado nos anos 90 foi feita sem regras, sem um projeto de desenvolvimento nacional, sem se pensar no lado social, com total subserviência e entreguismo.

29. Quase todas as indústrias de auto-peças do Brasil foram compradas por multis e posteriormente fechadas. As multis optaram por importar de suas matrizes e garantir empregos nos seus países de origem.

30. A cada ano no governo FHC, o Brasil importou quantidades maiores de medicamentos prontos. No Brasil esses produtos foram apenas embalados por laboratórios. Em 1990, a importação de remédios somou US$ 50 milhões. Em 2000, o valor foi de US$ 1,8 bilhão. As cifras ilustraram o que executivos chamaram de desnacionalização da indústria farmacêutica.

31. No governo FHC, empresas tradicionais brasileiras e bem sucedidas foram vendidas para empresas estrangeiras: Garoto (chocolate - agora da suíça Nestlé), Cofap (auto-peças - americana), Brasmotor (eletrodomésticos Brastemp - agora americana), Prosdócimo (da sueca eletrolux), Pilão, Do Ponto e outras (torrefação Café - americanas), Bombril (agora italiana), PlusVita e Pullman (Bimbo-Mexicana), até a privatizada e adquirida por brasileiros CSN agora é da anglo-holandesa Corus etc. A única grande rede de supermercados 100% brasileira em 2002 era a rede pão de açúcar, o restante eram de multinacionais como a francesa Carrefour e a americana Wall Mart que enviaram seus lucros para o exterior causando constantes desequilíbrios nas contas brasileiras. Todas outras grandes redes foram vendidas para empresas estrangeiras.

32. As rodovias e ferrovias federias ficaram mais abandonadas do que nunca. As estradas federais ficaram cheias de buracos e causaram muitas vítimas. Rodovias privatizadas cobraram pedágios abusivos. Ferrovias privatizadas não tiveram melhorias. Rodovias e Ferrovias importantes ficaram abandonadas em todo Brasil.

33. Continuou a proliferação de favelas, violência aumentou assustadoramente. Nunca o Brasil foi tão violento como na gestão FHC. Vide Carandiru, FEBEM, matança de sem-terras etc.

34. Na gestão FHC teve a volta de doenças erradicadas há mais de 100 anos como a febre amarela além de epidemias de dengue, malária, meningite, hanseníase etc.

35. FHC assinou o hipócrita Tratado de não proliferação de armas nucleares, enquanto seus comandantes dos EUA, França, Inglaterra, bem como China, Rússia continuam usando seus brinquedinhos nucleares como trunfos para intimidar os povos. Índia, Paquistão, Indonésia e Israel também não assinaram este tratado e produzem estes armamentos. Esse Tratado impede o Brasil de fazer pesquisas inclusive na área médica e desenvolver suas próprias tecnologias sem o aval dos imperialistas. Rússia que decretou moratória em 2000 passou a ser referência mundial de investimento e cresceu mais que o Brasil justamente por ter um arsenal nuclear, cuja tecnologia, conforme interpretam os ricos, poderia ser expandida a outros países para arrecadação de dólares.

36. Na Era FHC, o lucro dos banqueiros foi multiplicado por 9, isso mesmo, por 9 e o salário do trabalhador minguou.

37. Servidores públicos ficaram sem o reajustamento salarial durante 7 (sete) anos de governo FHC.

38. A tabela do IR, não foi corrigida nos 8 anos de governo FHC, isto é, valores para abatimento com educação, saúde e dependentes mantiveram-se e foram irrisórios (um confisco escancarado) dada a inflação no período. Só assalariado pagou imposto no Brasil de FHC.

39. FHC foi o rei das Medidas Provisórias, um verdadeiro ditadorzinho civil que governou por decreto como os militares. Conseguiu bater o recorde dos militares impondo leis que só prejudicaram os trabalhadores, enquanto os banqueiros se locupletaram no país, fossem eles nacionais ou internacionais.

40. Não foi feita reforma tributária, mas foram criados vários tributos inclusive a vergonhosa CPMF, tornando-a ad eternum . Criada para vigir só por 1 ano, para atender gastos com a saúde, porém só alimentou os cofres do governo que a utilizou para pagamentos de juros da monstruosa dívida criada por FHC. Pra quem não sabe, o aumento da carga tributária se deve ao governo FHC, ficando já em 2001 em 34,36% do Produto Interno Bruto (PIB). É o que mostrou estudo divulgado pela Receita Federal. Nos 8 anos de governo FHC, a arrecadação com impostos aumentou 176%.

41. No governo FHC, o assalariado brasileiro passou a pagar 3 vezes mais impostos que o assalariado americano e 6 vezes mais que o argentino.

42. Pra quem não lembra, a corrupção reinou no governo FHC que até comprou votos (cargos e favores) para poder se reeleger. A compra de votos para aprovar a emenda da reeleição foi um verdadeiro golpe de Estado que a base podre de sustentação de FHC no congresso abafou junto com a mídia comprada. A base era liderada por ACM e a imprensa dependente e burra chamava de rolo compressor já que a minoria petista nada conseguia impedir. Enganou o povo antes da reeleição dizendo que não desvalorizaria o Real.

43. A base de sustentação de FHC foi o que houve de mais podre na política brasileira. Houve escândalos tais como compra de votos do PMDB para reeleição de FHC, privatização das Teles e VALE, escândalos do SIVAN, SUDENE, SUDAM, PROER, TRT-SP, bancos MARKA E SIDAM, CBF, etc. Quem dava as cartas no primeiro mandato de FHC era ACM e sua corja, no segundo mandato, o FMI e especuladores mandaram no Brasil. FHC fez de tudo para impedir investigação do processo de privatizações da TELES, PROER e empreiteiras.

44. Foi o único presidente sul-americano que não condenou a segunda
reeleição de Fujimori no Peru e só condenou a tentativa de golpe na
Venezuela (patrocinado pelos EUA) após a condenação por todos outros
presidentes latinos.

45. Arreganhou o País para as importações, privilegiou o capital estrangeiro, beneficiou banqueiros e a agiotagem internacional e massacrou a classe trabalhadora com o falido modelo neoliberal. O secretário de Emprego de São Paulo, Marcio Pochmann, professor da Unicamp, disse que, em 1984 a Índia e o Brasil tinham o mesmo patamar de desenvolvimento tecnológico em telefonia. " A Índia conseguiu se inserir no mundo globalizado melhor do que o Brasil. A Índia passou a ser um dos maiores exportadores de produtos de telecomunicações do
mundo enquanto o Brasil registrou uma balança comercial sempre negativa neste segmento ". Para Pochmann, o modelo de FHC para a inserção brasileira no mundo globalizado foi responsável pela situação de " catástrofe do mercado de trabalho brasileiro. O Brasil se inseriu mal no mundo globalizado. Abriu suas portas, mas não impôs nada ''.

46. Os únicos trunfos que FHC "diz" ser de sua criação foram concebidos pelo governo Itamar Franco (Plano Real ) e de autoria do Partido dos Trabalhadores (Remédios Genéricos e combate a aids).

47. Em 31/06/2002, o governo FHC através do Banco Central promoveu um "confisco" nos moldes do governo Fernando Collor de Mello, ao mudar as regras dos FUNDOS DE RENDA FIXA, aplicação esta que é usada pela classe média como poupança já que a própria caderneta de poupança não cobre a inflação. Os rendimentos nestes fundos ficaram negativos com PERDAS SIGNIFICANTES para os pequenos poupadores. Os grandes poupadores sacaram o dinheiro com antecedência e o pequeno pagou a conta. Foi pior que o confisco Collor já que este dinheiro não será devolvido nem minguado e sim usado para rolar a imensa dívida pública que FHC multiplicou por 12 (era 62 bi em 1994 passou para mais de 700 bi em jun/2002). Lamentável a alta taxa dos juros e a decisão do Banco Central de encurtar o prazo de vencimento dos títulos públicos federais. Essa decisão foi um erro, medida unilateral, um confisco escancarado do poupador e aplicador, um calote. O FHC usou a oposição como bode expiatório, ao atribuir esta crise na economia (aumento acentuado do dólar, aumento acentuado do risco Brasil e queda acentuada na bolsa) à falta de um projeto claro dos candidatos da oposição para manter a estabilidade. Muita cara de pau para um presidente escacaradamente confiscador do dinheiro público.

48. O submisso governo de FHC assinou em abril/2000 um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA, para utilização da base de lançamentos de foguetes de Alcântara, no Maranhão. Este acordo constitui-se numa peça que envergonha a diplomacia brasileira e um insulto à nossa inteligência, pois fere nossa soberania ao acatar as inaceitáveis condições impostas pelo governo dos Estados Unidos da América, para utilização da Base. É inaceitável para um país
soberano, sob qualquer ponto de vista, admitir que dentro da área da Base de Alcântara, a circulação de pessoas e equipamentos seja privativa da autoridade do governo dos Estados Unidos. A forma do acordo deixa dúvidas e suspeitas sobre as reais motivações geopolíticas e militares, do governo dos Estados Unidos ao exigir autonomia total em nosso território, justamente na entrada da Amazônia. Este acordo foi feito por um presidente subserviente, capacho e fantoche dos ianques, FHC.

49. Os serviços privatizados aumentaram 238% em 8 anos de FHC (até Jul/02). Inflação no mesmo período foi de 126%. As empresas de telefonia aumentaram as tarifas em 577%. Foram as vilãs da inflação no período. O índice de custo de vida (ICV), divulgado pelo Dieese, indica inflação de 126% nos oito anos de existência do Plano Real (entre julho de 1994 e junho de 2002). O setor de serviços, porém,
subiu ainda mais: 242,1%. Esse setor tem peso de 78,2 pontos no orçamento familiar. Já o segmento de produtos registrou alta de preços média de 70,6% no período (peso 47,8 pontos). Os preços de mercado subiram 91,5% no período, enquanto os administrados (serviços públicos privatizados, como energia e combustíveis, por exemplo) saltaram 238,1% e os de segmentos oligopolizados, 215,1%. Segundo o Dieese, a tendência segmentada de alta de preços indica comportamento "bastante recessivo" da economia. Para o professor da Universidade Cândido Mendes, Marcos Coimbra, os números do Dieese revelam " a verdadeira face " do Plano Real: " O sistema opera em concorrência imperfeita. Setores importantes foram privatizados sob a alegação de que o setor público seria incompetente, o que elevaria os preços ", disse o professor, acrescentando que fusões entre empresas, sobretudo bancos, aumentaram o poder dos oligopólios na formação dos preços. " As agências não fiscalizam ou fiscalizam pessimamente, pois a legislação foi feita às pressas no processo de privatização ",
criticou. Para ele, a inflação do real é muito elevada, se comparada aos reajustes salariais. " Isso agravou o empobrecimento da classe média, que está em extinção ", destacou.

50. FHC fez o orçamento para ano 2003 em 2002, subestimando as despesas e deixando para Lula um rombo de 9 bilhões.

51. Não se esqueça desta: FHC, alguns dias antes de desocupar de vez o Palácio o Planalto, assinou decreto determinando que o país não tome conhecimento de seus atos enquanto ele estiver vivo. O Decreto foi baseado em regulamento estipulado pela ditadura, em que documentos classificados como "Reservado" só poderiam ser abertos 5 anos depois de sua confecção (podendo prorrogar por mais 5). Os documentos classificados como "Confidencial" só poderiam se tornar de conhecimento público 10 anos após sua edição (podendo ser prorrogados por mais 10). Existiam também os documentos "Secretos", que deveriam ser lacrados por 20 anos (com prorrogação de mais 20) e os documentos "Ultra-secretos", que só poderiam ser divulgados 30 ou 60 anos depois da data de confecção. Apesar dessa prerrogativa, FH sentiu-se inseguro, tamanho o descalabro de seu governo. Resolveu então determinar que os prazos de abertura deveriam ser dobrados, para garantir com toda segurança que não iria para cadeia pelos números crimes que cometeu contra o Brasil.

52. No apagar das luzes do seu mandato FHC criou projeto de lei para entrega de milhões de km2 da Amazônia para falsas ONG's internacionais, por 60 anos renováveis.

53. SIVAM: logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) derrubaram um ministro e dois assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com informações requentadas
ao Ministério Público.

54. PASTA ROSA: pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (PROER), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, justificou o "socorro" aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Econômico.

55. PRECATÓRIOS: em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (DNER). Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso.

56. COMPRA DE VOTOS: em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte
suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.

57. DESVALORIZAÇÃO DO REAL: num nítido estelionato eleitoral, o governo
promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos MARKA e FONTECIDAM - ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista.

58. PRIVATARIA: durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no
BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, Ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o apoio a PREVI, caixa de previdência do Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco OPPORTUNITY, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação da CPI.

59. CPI DA CORRUPÇÃO: em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão. Foram arrolados 28 (isso mesmo, vinte e oito!) casos de corrupção a esfera federal, que depois se concentraram nas falcatruas da SUDAM, da privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundice no ninho tucano novamente ficou impune.

60. EDUARDO JORGE, secretário-geral do presidente, foi alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; uso de recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações. Entretanto, nada, repito, NADA foi apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para criticar a "falta de ética" do governo Lula. E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as CPIs. Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de "engavetador-geral". Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC. Nada foi apurado, a mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram intactos. Lula, inclusive, revelou que evitou reabrir tais investigações - deve estar arrependido dessa bondade! Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca distintiva do atual governo, hoje existe maior seriedade na apuração das denúncias de corrupção. Tanto que o Ministério da Justiça e sua Polícia Federal surgem nas pesquisas de opinião com alta credibilidade.

CONCLUSÃO: O governo FHC, que hoje evoca a "ética" para desgastar a imagem dos petistas, passou por inúmeros escândalos de corrupção e o que é pior: NENHUM DELES FOI DEVIDAMENTE INVESTIGADO.

Como sempre, a imprensa diminuiu a importância dos fatos ocorridos na era FHC, na mesma medida em que exagera qualquer irregularidade no governo Lula.

Diga NÃO ao retrocesso! VOTE 13!

Subscrever Pravda Telegram channel, Facebook, Twitter