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Negόcios

A enganação das bolsas

23.08.2009
 
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Os prejuízos potenciais dos bancos europeus, a aparecer dentro de meses, podem atingir o equivalente a US$ 25 trilhões. Somados aos que se desenham nos EUA, os rombos em perspectiva aproximam-se de US$ 50 trilhões.

Por conseguinte, pode-se ter certeza de que a próxima crise será generalizada. Além disso, deverá ser sistêmica, por serem as quantias envolvidas insuscetíveis de ser cobertas pelos pacotes de ajuda de governos e entidades multilaterais, como a União Européia, e de instâncias internacionais, como o FMI.

Sem que a oligarquia financeira renuncie a seu poder totalitário sobre nações e governos, falta, dentro das políticas econômicas, saída para escapar ao colapso financeiro sistêmico e à depressão mais profunda da História. Parece, pois, claro que dita oligarquia suscitará, internamente, mudanças institucionais na direção do fascismo e, externamente, recorrerá a guerras de grande porte.

Brasil

Não há como, sem se desatrelar dos vínculos com os centros hegemônicos, livrar-se dos efeitos grandemente danosos do colapso mundia, entre outros: desvalorização das reservas; fuga de capitais; queda no valor das exportações; conseqüente crise nas contas externas; queda dos investimentos produtivos, já diminutos, das transnacionais, que dominam a estrutura produtiva. Perspectiva de progresso: somente fazendo reverter as políticas da globalização, a começar pelas privatizações.

  • - Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br

Publicado em A Nova Democracia, nº 56, agosto de 2009

às vésperas do desenlace

Adriano Benayon * – 11.08.2009

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