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Brasil: Estabilidade no emprego industrial

11.11.2008
 
Pages: 123

NÚMERO DE HORAS PAGAS

Em setembro, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria cresceu 0,6% em relação a agosto, na série livre de influências sazonais, após ter assinalado queda (-0,6%) no mês anterior. O índice de média móvel trimestral registrou 0,3% de expansão na passagem de agosto para setembro e manteve trajetória positiva presente há três trimestres consecutivos, período em que acumulou ganho de 1,0%. No fechamento do terceiro trimestre de 2008, frente a igual período do ano anterior, o número de horas pagas cresceu 2,5%, praticamente, mantendo o ritmo do segundo trimestre (2,4%) e avançou 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior, já descontadas as influências sazonais.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas registrou expansão (2,5%), vigésimo oitavo resultado positivo consecutivo. O acumulado no ano também apontou crescimento (2,7%), enquanto o dos últimos doze meses, em trajetória ascendente desde setembro de 2006, repete o resultado de agosto (2,7%).

No indicador mensal, o total de horas pagas sustentou-se, em grande parte, pelo bom desempenho de onze dos quatorze locais e em doze dos dezoito ramos pesquisados. Na atividade industrial, as maiores pressões positivas vieram de máquinas e equipamentos (12,7%), meios de transporte (9,3%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,3%). Por outro lado, vestuário (-5,5%) e madeira (-10,0%) contribuíram negativamente.

Neste mesmo confronto, os locais com desempenhos que mais contribuíram para o resultado global foram São Paulo (2,7%), Minas Gerais (6,8%) e Rio Grande do Sul (3,3%). Em São Paulo, onze atividades investigadas ampliaram o número de horas pagas, com destaque para máquinas e equipamentos (9,2%), meios de transporte (8,3%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,7%). No estado de Minas Gerais, os impactos positivos mais relevantes ficaram com alimentos e bebidas (11,0%), metalurgia básica (14,5%) e meios de transporte (16,2%) e, no Rio Grande do Sul, máquinas e equipamentos (27,1%) e produtos de metal (14,4%). Em sentido contrário, o local de influência mais negativa no cômputo geral foi Santa Catarina (-0,5%), sobretudo devido ao impacto negativo de vestuário (-12,3%) e madeira (-13,8%).

No confronto por trimestres, o número de horas pagas avançou 2,5% sobre o mesmo trimestre do ano anterior, mantendo-se, praticamente, igual ao observado no trimestre abril-junho (2,4%). Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, ambas comparações contra igual período do ano anterior, onze ramos mostraram aumento nas horas pagas, com destaque para calçados e artigos de couro, que passou de –11,8% para –5,8% e produtos de minerais não-metálicos (de 3,0% para 8,1%). No corte regional, os avanços foram observados em onze locais, principalmente no Ceará (de 1,8% para 5,4%) e Espírito Santo (-1,5% para 1,6%).

No período acumulado no ano (janeiro-setembro), o aumento do número de horas pagas avançou 2,7%, decorrente, sobretudo, dos avanços em onze áreas e doze segmentos. Por local, as maiores influências positivas vieram de São Paulo (3,8%), Minas Gerais (5,2%) e região Norte e Centro-Oeste (3,5%). Pressionando negativamente, figuram: Pernambuco (-1,1%), Espírito Santo (-1,0%) e Santa Catarina (-0,2%). No corte setorial, os principais aumentos vieram de máquinas e equipamentos (13,0%), meios de transporte (11,1%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,2%). Por outro lado, calçados e artigos de couro (-10,0%) e vestuário (-5,3%) sobressaíram com as contribuições negativas mais relevantes.

FOLHA DE PAGAMENTO REAL

Em setembro, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, cresceu 2,7% na comparação com o mês imediatamente anterior, após recuar 0,5% em agosto. O indicador de média móvel trimestral registrou acréscimo de 1,3% entre os trimestres encerrados em agosto e setembro e acumula, desde julho, ganho de 2,6%.


Nos confrontos com iguais períodos do ano anterior, os resultados prosseguem positivos: 7,9% frente a setembro de 2007 e 6,8% no acumulado no ano. O indicador acumulado nos últimos doze meses (6,7%) ficou praticamente estável em relação ao mês de agosto (6,6%). No terceiro trimestre de 2008, o crescimento foi de 7,2% na comparação contra igual trimestre do ano anterior, maior resultado desde dezembro de 2004. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, apresentou o décimo aumento consecutivo (2,6%), acumulando ganho de 15,3% desde março de 2006.

O indicador mensal da folha de pagamento real cresceu 7,9%, trigésima taxa positiva consecutiva. Todos os quatorze locais mostraram aumento, cabendo a São Paulo (9,1%) e Minas Gerais (12,1%) as maiores influências positivas, devido, sobretudo, ao ganho salarial nos setores de meios de transporte (15,2%) e produtos químicos (16,7%), no primeiro, e na metalurgia básica (21,9%) e produtos de minerais não-metálicos (30,9%), no segundo local.

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