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Brasil: Produção industrial cresce 0,4% em Março

06.05.2008
 
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Entre os bens intermediários destacaram-se os incrementos em itens dos setores de metalurgia básica (5,5%), veículos automotores (5,7%), indústrias extrativas (3,0%), celulose e papel (3,1%) e minerais não-metálicos (3,5%). Vale citar também o desempenho positivo dos insumos da construção civil (5,4%). Mesmo assim, o resultado global da categoria ficou próximo da estabilidade (0,3%), influenciado sobretudo, pela pressão negativa vinda do setor de refino de petróleo e produção de álcool (-9,9%), resultado que refletiu a já citada parada técnica em março deste ano.

A produção de bens de consumo semi e não duráveis foi negativamente afetada por todos os seus subsetores, com destaque para alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-4,7%), que respondeu pela maior contribuição negativa no índice global da categoria, por conta dos itens: cervejas e chopes; e carnes e miudezas de aves. Em seguida, vale mencionar outros produtos não duráveis (-1,9%) e carburantes (-5,4%), esse último com influência negativa do recuo em gasolina.

Em bases trimestrais, observou-se desaceleração no ritmo de crescimento da atividade industrial na passagem do último trimestre de 2007 (7,9%) para o primeiro de 2008 (6,3%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Nessa mesma comparação, por categoria de uso somente bens de consumo duráveis manteve a mesma velocidade entre os dois trimestres (de 13,4% para 13,6%). Bens de capital (de 24,0% para 17,1%), embora com queda no ritmo, assinalou as maiores expansões e ficou bem acima da média industrial. O setor de bens intermediários saiu de 6,8% para 6,0% e bens de consumo semi e não duráveis mostrou a perda mais acentuada, passando de 4,1% para 1,2%.

O crescimento de 6,3% na produção fabril neste primeiro trimestre, relativamente a igual período do ano anterior, atingiu a maioria (20) dos 27 segmentos pesquisados. Veículos automotores (19,4%) manteve a liderança em termos de impacto sobre o índice geral, cabendo à produção de automóveis e caminhões os maiores destaques. Outros impactos positivos relevantes vieram de máquinas e equipamentos (11,4%), produtos químicos (9,5%), outros equipamentos de transportes (27,3%) e metalurgia básica (7,8%). Por outro lado, dos sete ramos que registraram queda, os maiores impactos foram máquinas para escritório e equipamentos de informática (-12,0%) e farmacêutica (-4,9%).

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a produção industrial apresentou significativa redução na velocidade de crescimento ao registrar 0,4% no primeiro trimestre do ano frente ao último de 2007 (1,9%). Essa redução atingiu todas as categorias de uso, exceto bens de consumo duráveis (de 0,5% para 5,9%). Bens de capital (de 5,8% para 3,4%) e bens intermediários (1,7% para 1,1%) perderam ritmo mas, mesmo assim, cresceram acima da média da indústria no primeiro trimestre do ano, enquanto bens de consumo semi e não duráveis desacelerou (de 0,6% para –0,9%) e registrou queda.

Ricardo Bergamini

ricoberga@terra.com.br
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