1.º Seminário Geopolítico Arresala: "O Irã e as Mudanças Geopolíticas"
Ontem, 28 de agosto, recebemos das mãos do Sheik Hossein Khaliloo uma linda e corajosa homenagem da Arresala pelo trabalho realizado à frente da rede do Movimento Mulheres pela Paz na Palestina. Essa cerimônia ocorreu em conjunto com outros(as) homenageados(as), que também enfrentam pressões e intimidações daqueles que temem a liberdade.
Para nós, isso não foi apenas uma homenagem, mas um verdadeiro ato de justiça.
Durante mais de três décadas, temos trabalhado para promover, divulgar e apoiar lideranças árabes e palestinas, ativistas, personalidades, coletivos e movimentos. No entanto, entre esses grupos, há aqueles que são "contratados" para fomentar a divisão entre árabes e muçulmanos, sabotando as ações da resistência por meio de calúnias, difamações e toda espécie de desqualificação, intoxicadas pelo veneno do sexismo e pela psicopatia misógina.
Esses dissimulados, que se mostram como lobos em pele de cordeiro, não hesitam em contra-atacar aqueles que resistem e persistem, pois não se curvam às suas palavras enviesadas e entrelinhas duvidosas, com motivações egóicas e de autopromoção.
Eles são o que são e não são mais do que isso: serviçais do establishment.
Na juventude, acreditávamos no pacifismo idealista e na convivência harmoniosa entre irmãos e irmãs, imersos em discursos diplomáticos e nas sutilezas da equivalência, iludidos pelos conchavos da meia-noite entre pares.
A realidade nua e crua do genocídio de hoje não deixa dúvidas sobre como chegamos até aqui. É neste ponto que nos encontramos.
É por essas e tantas outras razões que este momento tem o sabor delicioso dos doces de damasco.
Nada é mais prazeroso do que a justiça acompanhada da honra de quem a exerce e de quem a recebe.
Essa justiça não é para quem vos escreve, Amyra El Khalili.
Essa justiça é de você que nos lê diariamente, que deposita em nós a sua confiança e atenção.
Essa justiça é dos nossos parceiros, os veículos que temos o compromisso de reproduzir, divulgar e apoiar, pois trata-se de um ato de partilha, realizado por amor incondicional à democratização da informação e ao direito à verdade.
*MashAllah!
Amyra El Khalili
Subscrever Pravda Telegram channel, Facebook, Twitter