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Economia do Turismo - uma perspectiva macroeconômica

19.03.2008
 
Pages: 123
Economia do Turismo - uma perspectiva macroeconômica

Base: 2000/2005

As Atividades Características de Turismo (ACT) geraram, em 2005, um valor adicionado 1 de R$ 131,6 bilhões, que representa um crescimento de 16,26% em relação ao ano anterior. Formadas principalmente por atividades prestadoras de serviços, as ACT contribuíram com 11% no valor adicionado total do setor de Serviços, enquanto no total da economia a parcela foi de 7,15%l. Em conjunto, as ACT foram responsáveis por R$ 134,9 bilhões de bens e serviços consumidos na economia do país e geraram 8.112.888 postos de trabalho, ou 15,10% das 53.730.274 vagas criadas pelo segmento de serviços. Entre os segmentos, a atividade de transporte rodoviário se destacou entre as ACT (41,85% de participação e V.A. de R$ 55,1 bilhões), seguida dos serviços de alimentação (19,53% de participação e V.A. de R$ 25,8bilhões); atividades auxiliares de transporte (11,0% de participação e V.A. de R$ 14,5bilhões); e atividades recreativas, culturais e desportivas (10,03% de participação e V.A. de R$ 13,2 bilhões).

Estas são algumas informações do estudo “Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2000-2005”, realizado pelo IBGE, em parceria com o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR. O estudo, que tem como fonte o Sistema de Contas Nacionais – SCN, permite ainda a construção de agregados macroeconômicos das atividades características do turismo, de sua estrutura e dos principais indicadores . A seguir, as principais informações:

A diversidade de segmentos que formam as ACT também pode ser observada na relação consumo intermediário com valor da produção (CI/VP). O consumo intermediário é o valor dos bens e serviços consumidos como insumos num processo de produção. O setor com a maior relação CI/VP foi o transporte aéreo (0,72), seguido dos transportes ferroviário e metroviário (0,60) e aquaviário (0,60). Mereceram destaque também os serviços de alimentação, com relação CI/VP (0,59) superior à média das ACT (0,51). Isso porque, apesar de possuírem uma estrutura menos complexa do que os outros segmentos, precisam de um grande número de bens e serviços em seu processo de produção.

De forma intermediária, as ACT consumiram, em conjunto, R$ 134,9 bilhões de bens e serviços na economia brasileira. A indústria respondeu pela maior parte desse consumo (69,43% ou R$ 93,6 bilhões), seguida dos setores de serviços (29,36% ou R$ 39,5 bilhões) e agropecuário (1,22% ou R$ 1,6 bilhões).

Consumo intermediário cresceu em todos os segmentos

A participação dos setores industrial e de serviços na estrutura de consumo intermediário do transporte aéreo foi de, respectivamente, 64,90% (R$ 8,9 bilhões) e 35,10% (R$ 4, 8 bilhões). Entre as atividades que se destacaram foram: o refino de petróleo, com R$ 6, 9 bilhões no setor industrial e os serviços auxiliares dos transportes, com R$ 1,9 bilhões no setor de serviços. Por falar em setor de serviços, ele respondeu por mais da metade (69,22%) do consumo intermediário observado na atividade de transporte aquaviário, com R$ 3,9 bilhões. Em segundo lugar neste segmento ficou a indústria, que respondeu por 30,78% ou R$ 1,7 bilhões. O setor industrial também representou 56,04% do consumo intermediário registrado no setor de transporte ferroviário e metroviário, com um total de R$ 2,4 bilhões. Em seguida vieram os serviços, com 43,96% ou R$ 1,8 bilhões.

Nos setores industrial e de serviços, se destacaram, respectivamente, as atividades de refino de petróleo (R$ 1,3 bilhões) e serviços auxiliares dos transportes (R$ 576 milhões). No transporte rodoviário, o consumo intermediário se distribuiu entre os setores industrial (71,98% ou R$ 36,0 bilhões) e de serviços (28,02% ou R$ 14,0 bilhões). Os destaques foram as atividades de refino de petróleo, com R$ 24,0 bilhões na indústria, e os serviços auxiliares dos transportes, com R$ 4,4 bilhões no setor de serviços. Nos serviços auxiliares dos transportes o consumo intermediário também se distribuiu entre os setores industrial e de serviços, com participações de, respectivamente, 46,83% (R$ 5,2 bilhões) e 53,17% (R$ 5,9 bilhões). Na indústria, o destaque foi para a fabricação de peças e acessórios para veículos automotores (R$ 1,5 bilhões), enquanto no setor de serviços o melhor resultado coube aos serviços auxiliares dos transportes (R$ 947 milhões).

Em serviços, o destaque foi para aluguel de imóveis (R$ 169 milhões), enquanto no setor agropecuário o consumo intermediário foi maior em cultivo de outros produtos da lavoura temporária, horticultura, viveiros e serviços relacionados, com a maior contribuição (R$ 39 milhões). Também foi observada a participação dos três setores da economia na estrutura do consumo intermediário dos serviços de alimentação. O industrial e o de serviços registraram, respectivamente, participações de 90,19% (R$ 32,9 bilhões) e 5,56% (R$ 2,0 bilhões). A agropecuária atingiu 4,25% de participação (R$ 1,5 bilhões). No setor industrial e no de serviços, as participações mais expressivas ocorreram na fabricação de bebidas (R$ 22,3 bilhões) e no aluguel de imóveis (R$ 684 milhões), respectivamente. Já na agropecuária, o cultivo de outros produtos da lavoura temporária, horticultura, viveiros e serviços relacionados atingiu R$ 730 milhões. O setor industrial respondeu por 24,03% (R$ 389 milhões) do

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