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Visitem os restaurantes de “segunda linha" em Moscou

05.03.2007
 
Visitem os restaurantes de “segunda linha" em Moscou

Proprietário do restaurante para aristocratas Nostalgie Roman Rozhnikovsky decidiu investir também em casas com preços menos salgados, que cabem no orçamento dos turistas. E não foi o único a passar para o lado, digamos, mais popular. Nos últimos tempos, vários empresários partiram para a criação de uma espécie de “segunda linha” de restaurantes.

Agora, os visitantes podem ter o gostinho de experimentar pratos com a grife Rozhnikovsky sem torrar todos os rublos da viagem de uma vez. A reviravolta tem uma explicação. A cidade é a mais cara do mundo para quem viaja a negócios, de acordo com pesquisa recente realizada pela consultoria Mercer Human Resource.

Já são três os estabelecimentos com a marca Grabli, bem mais em conta, gerenciados pelo dono do Nostalgie. Em comum, pode-se dizer que eles agradam tanto aos olhos quanto ao bolso. O mais recente, inaugurado em agosto, está a duas quadras da Galeria Tretyakov - parada obrigatória para os turistas - e tem decoração que lembra um quadro de Renoir.

O primeiro da rede fica na área de Prospekt Mira, com bem menos atrações para os visitantes. Mas desvie o caminho sem parar para pensar. O interior do restaurante é deslumbrante e esconde uma espécie de jardim secreto, repleto de gaiolas e antiguidades aqui e ali, conferindo um efeito cinematográfico. A impressão não é uma coincidência. O ambiente foi projetado por Alyona Tabakova, que começou como designer do Mosfilm Studio.

Quer mais um motivo para visitar o lugar? Isso é fácil. Basta repetir o que disse Darya Tsivina, crítica gastronômica muito respeitada em Moscou: “Falar que o Grabli é fast-food seria uma tremenda injustiça. Ele mais parece um restaurante estrelado.”

Nada mau para uma casa onde você pode jantar por 200 rublos (menos de US$ 8), valor equivalente a uma garrafinha de água mineral em vários restaurantes chiques da cidade. “Montamos um restaurante mais popular, conceito que existe no mundo todo, mas do nosso jeito: bonito, com comida de qualidade e serviço atencioso”, explica Rozhnikovsky.

Dono do prestigiado Tsarskaya Okhota, Arkady Novikov também criou uma marca mais “pop”, a Yolki-Palki, que serve refeições para classe média e turistas. O restaurante oferece bufê de especialidades russas, em esquema self-service, com preço fixo. A comida é trivial, mas as sobremesas, como a torta de mel, são imperdíveis.

À frente do Café Pushkin, restaurante decorado no estilo aristocrático do século 19, e do também famoso Turandot, Andrei Dellos não parece alguém afeito a refeições populares. Mas ele, também, tem uma rede mais em conta, a Moo-Moo. Sucesso absoluto, que pode ser medido pelas filas na frente das unidades em Ulitsa Arbat, rua de pedestres no centro da capital, e Ulitsa Myasnitskaya. 


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