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Apocalypse no Brasil

25.12.2006
 
Apocalypse no Brasil

Apocalypto, filme dirigido por Mel Gibson, o mesmo diretor de A Paixão de Cristo e de Coração Valente, que recebeu Oscar de melhor filme e melhor diretor, e que estréia no Brasil em 26 de janeiro, estreou com sucesso nos Estados Unidos, conquistando o primeiro lugar nas bilheteiras americanas neste fim de semana com mais de US$ 14 milhões.

Apocalypto conta a história de Jaguar Paw (Rudy Youngblood), um homem que teve sua vida tranqüila abruptamente interrompida por uma violenta invasão. Governantes de um império Maia em declínio insistem que a chave para a prosperidade é construir mais templos e oferecer mais sacrifícios humanos. E, por isso, Jaguar Paw é capturado e levado em uma perigosa viagem a um mundo governado pelo medo e opressão, onde um terrível destino o aguarda.

Com a ajuda do acaso e guiado pelo amor a sua esposa e família, ele consegue escapar e agora fará uma corrida desesperada para voltar a casa e tentar salvar tudo o que mais ama.

Apesar de diversas publicações, entre elas a Variety, afirmarem que se tratava de um antigo e «obscuro dialecto maia», linguistas garantem que a língua ouvida no filme é ainda falada e faz parte de um dos cerca de 30 idiomas da família da língua maia.

O argumento, assinado pelo actor norte-americano e por Fahrad Safinia, foi traduzido por nativos, que ensinaram o «iucateque» ao elenco, composto na sua maioria por estreantes, durante cinco semanas.

A aprendizagem foi dificultada pelo facto de o idioma ser tonal, ou seja, a entoação da palavra variar o seu significado. Além disso, tem como característica o que os linguistas chamam de «consoante ejectiva», um som produzido na glote.

Gibson, que usou hebreu, latim e aramaico em «A Paixão de Cristo», afirmou que a sua escolha por um idioma estrangeiro pretende «suspender a plateia da realidade» e impulsionar o «iucateque», que, segundo ele, é desrespeitado na América Latina.

O linguista mexicano Ramón Arzápalo Marín, especializado em idiomas maias, concorda com o realizador de «Apocalypto». «Para sobreviver, os maias têm que ceder os seus direitos linguísticos a favor do espanhol e do inglês para poderem trabalhar em Cancun ou emigrar para os EUA», revelou.

Segundo agências


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