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Palestinos preveem massiva participação em marcha global a Jerusalém

28.03.2012
 

Palestinos preveem massiva participação em marcha global a Jerusalém. 16720.jpegRamalah, (Prensa Latina) Organizações palestinas de diversas tendências políticas, incluídas os movimentos maioritários Al-Fatah e Hamas, conclamaram nesta segunda (26) a uma massiva participação na denominada Marcha Global a Jerusalém, a qual asseguraram que será pacífica

 O comitê para a mobilização e planejamento do Al-Fatah, grupo liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, sublinhou o significado que tem para esse povo a comemoração do Dia da Terra, 30 de março

"A terra é o centro do conflito e o coração da causa, e a sobrevivência do povo depende de preservar esta terra e agarrar-se a cada polegada", indicou a organização palestina em um comunicado que convida todas as pessoas livres do mundo a marchar na próxima sexta-feira.

De acordo com os organizadores, a marcha partirá de países que rodeiam a Palestina e será respaldada de modo simultâneo em 60 países com mobilizações em frente às embaixadas de Israel "para condenar agressões e ofensas do inimigo sionista na cidade santa"

As demonstrações populares nestes territórios ocupados se originarão na entrada de Kalandia e Belém com o propósito de defender o respeito à essência árabe e muçulmana da cidade que abriga a mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar sagrado do Islã.

Condenações a práticas repressivas e racistas do regime sionista serão escutadas nos cinco continentes em apoio à caminhada que terá como lemas "Os povos do mundo demandam liberdade para Jerusalém" e "os povos do mundo demandam o fim da ocupação da Palestina".

Na bloqueada Gaza, dirigentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que controla esse território desde 2007, convidaram "homens e mulheres palestinos, adultos e crianças, a unirem-se à marcha pacífica que sairá de todos os distritos da faixa".

O porta-voz do evento em Gaza, Majid Al-Zibdah, destacou que protestarão contra "os atuais ataques israelenses e os esforços para judaizar a cidade de Jerusalém, assim como contra a escalada de ameaças contra as terras e o povo palestinos".

Além disso, o porta-voz da Marcha Global a Jerusalém, Zahir Al-Birawi, afirmou à agência noticiosa Maan: "não somos um Exército, mas sim forças populares internacionais e pacíficas que queremos mostrar solidariedade à Palestina e Jerusalém".

O Dia da Terra recorda a morte de seis palestinos-israelenses que participaram de uma greve geral contra a decisão de Tel Aviv de confiscar propriedades privadas de palestinos em 1976.

 


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