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Hotel Canadá no Rio matou duas pessoas e feriu oito

27.02.2007
 
Hotel Canadá no Rio matou duas pessoas e feriu oito

O desabamento da marquise do Grande Hotel Canadá(fotos),localizado em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, causou ontem (26) a morte de duas pessoas e deixou pelo menos outras 8 feridas, segundo informa Folha Online. Há cinco pessoas em estado grave. Segundo os bombeiros, as vítimas fatais são duas mulheres que passavam pela rua.

Uma das vítimas fatais foi identificada como Maria Isabel Cardoso Noronha. Segundo Fábio Cardoso, 31, neto de Maria Isabel, a avó estava voltando de uma sessão de fisioterapia, que fazia todas as segundas. Segundo Fábio, ela estava com a acompanhante, que também morreu, chamada Simone.

As duas moravam juntas no bairro. Simone não tem documentos, mas a família já foi contatada.

Homens dos quartéis de Copacabana, Gávea e Humaitá foram deslocados para o local, informa o portal Estadão. Eles usaram serras elétricas para retirar as pessoas que ficaram presas sob os escombros da marquise. A Defesa interditou o local para evitar novos acidentes. Um grande congestionamento atingiu o bairro. Segundo Ely Machado, advogado do hotel, a fachada do imóvel passou por uma reforma que durou cerca de 60 dias e terminou na última sexta-feira, mas não havia falha aparente na marquise.

Segundo ele, o hotel ocupa o imóvel há 30 anos, mas a construção é mais antiga e a marquise teria aproximadamente 40 anos. Machado afirmou que as últimas chuvas podem ter contribuído para o acidente de ontem e disse que engenheiros avaliam as causas do problema. Com a reforma da fachada, os trabalhadores usavam a marquise como apoio para a retirada de objetos. De acordo com os bombeiros, entre os feridos estão Gilda Gouveia Barbosa, 63, Roberto Machado da Silva, 51, Thiago Menezes Vargas, 22, Joanete Boaretto, 66, Neyde Franzino Freire, 77 e Cecília Terezinha Muniz Fernandes, 71.

Segundo G-1 o assessor da presidência do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Gilberto Filizola, apareceu no local para acompanhar a retirada de escombros junto com Defesa Civil e a Secretaria de Obras.

Filizola explicou que a punição pelo acidente pode ser aplicada apenas para o engenheiro responsável. Ele também disse que pessoas em cima da marquise não pesariam o suficiente para derrubá-la.

Segundo o assessor do Crea-RJ, para esse tipo de obra, é necessário apenas as anotações de responsabilidade técnica junto ao conselho.


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