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Novo tiroteio nos EUA: Fundamentalismo Branco-Protestante?

26.03.2017
 
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Na madrugada deste domingo (26), uma pessoa morreu e 15 ficaram feridas em estado grave, vítimas de tiroteio em discoteca na cidade de Cincinati, estado de Ohio, mais um dentre os tantos ataques terroristas nos Estados Unidos, branco e protestante que ocorrem semanalmente no país do faz-de-conta, suposto guardião da democracia, das liberdades, da segurança, de uma sociedade aberta, do sucesso econômico, dos direitos humanos enfim, a terra dogospel

"Estamos no meio de uma situação muito horrível que ocorreu na boate com várias vítimas", afirmou o chefe assistente da polícia local, Paul Neudigate, quem ainda revelou "cena de crime caótica", ao afirmar que a polícia está à procura de testemunhas, pois muitas pessoas fugiram logo após os disparos.

Segundo investigações, o atentado foi perpetrado por vários atiradores, porém o sargento Eric Fran garantiu, para alívio especialmente da direita mais histérica, islamofóbica e belicista norte-americana, que não se tratou de ato terrorista - em outras palavras, não há islamitas árabes entre os assassinos, apenas norte-americanos, certamente brancos de origem protestante, predominante nos Estados Unidos em ataques históricos deste tipo.

Trata-se de um dos tantos momentos trágicos em que se deve advertir em relação à profunda hipocrisia criminosa, subproduto não apenas do regime de Washington como também da mídia de propaganda local, incluindo a indústria podre do cinema, lixo cultural e sutil vendedora de guerras, intolerância e muito ódio.

Levantamento do FBI que incluiu o período que se estendeu de 1980 a 2005, evidenciou que os islamitas se colocaram entre os últimos praticantes de atos terroristas dentro dos Estados Unidos da lista com 6 por cento, à frente apenas de comunistas (5 por cento), e atrás de, por exemplo, judeus extremistas, com 7 por cento. "Outros" na lista do FBI dos atos de terror no período de tempo pesquisado incluem cidadãos estadunidenses, brancos e protestantes: estes cometeram nada menos que 16 por cento dos crimes à época (o documento Terrorism 2002-2005, pode ser encontrado na Internet). 

Esses números significam que atos de terror não-muçulmanos em território norte-americano superaram os 90 por cento entre 1980 e 2005, e de lá para cá o cenário não se alterou no que diz respeito aos islamitas, enquanto o terror branco-evangélico, sim, apenas cresceu. 

Diante deste cenário de terror interno, tendo o seio dos Estados Unidos como produtor e exportador de cidadãos terroristas {fato reconhecido até pela CIA, secretamente em cabo liberado por WikiLeaks em seu relatório Red Cellintitulado  Exportação Norte-Americana de Terrorismo (traduzido com exclusividade ao português: http://edumontesanti.skyrock.com/28.html (role a tela)]}, vale ainda recordar que a maior organização terrorista de cunho branco e protestante do mundo, é estadunidense: a Ku Klux Klan, que nunca perturbou a grande mídia e nem a elite e as classes médias norte-americanas, a qual tem declarado apoiante na equipe do regime de Trump: Steve Banon,  assistente do presidente e estrategista-chefe da Casa Branca.

Os motivos pelos quais nada disso é divulgado pelo regime norte-americano nem pelo Pentágino midiático, e pela cínica e serventuária mídia de idiotização em massa em todo o mundo, defensora dos interesses das grandes corporações - bancos, indústrias petrolífera e farmacêutica, agronegócios etc), são claros: terminaria com os precários argumentos de combate internacional ao terror, o que, por sua vez, colocaria fim às invasões, disseminação de bases militares dos Estados Unidos e pilhagem de recursos naturais, especialmente de petróleo mundo afora, com especial atenção à região mais rica deste produto, exatamente o Oriente Médio predominantemente árabe e islamita.

Tão lamentável quanto isso tudo isso, é o grande sucesso da grande mídia na produção de milhões de seguidores idiotas, ainda que conscientes de que certos setores midiáticos são históricos manipuladores das informações a fim de promover intolerância, ódio religioso, xenofobia e, assim, abrir caminho para golpes e promoção de invasões e guerras.

Já dizia o sábio filósofo: "O pior aloprado é aquele que não quer ver". De golpe em golpe à democracia, de intervenção em intervenção estrangeira às soberanias nacionais, as multidões continuam se prestando, entusiasticamente, ao papel de ter a mente pautada pela grande mídia nunca aprendendo com a história, pelo contrário: negando-se a possuir autonomia reflexiva e em ser protagonista da própria história.

Edu Montesanti

 


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