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Abusos de padres contra crianças nos EUA

23.01.2014
 
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Mais de 6 mil páginas de documentos relatam abusos de padres contra crianças nos EUA.

Papéis revelados nesta terça pela Arquidiocese de Chicago, a terceira maior do país, envolvem pelo menos 30 sacerdotes.


Opera Mundi*
Após um acordo judicial, a Arquidiocese de Chicago divulgou nesta terça-feira (21/01) mais de seis mil páginas de documentos sobre abusos sexuais cometidos por religiosos contra menores de idade e a omissão da Igreja nos casos. Ela é a terceira maior dos Estados Unidos e os papeis se referem a pelo menos 30 sacerdotes.


Segundo um advogado da Arquidiocese, 95% dos casos de pedofilia detalhados ocorreram antes de 1998, mas, nenhum, depois de 1996. Dos sacerdotes envolvidos, 14 já morreram, outros 14 já não são sacerdotes e os dois restantes não cumprem tarefas religiosas. A maioria deles não chegou a ser processada.


Wikicommons

Vaticano tem sido pressionado, também, a tomar ações mais firmes contra pedofilia
A Arquidiocese de Chicago pagou já mais de US$ 100 milhões às vítimas de abusos sexuais nos últimos 25 anos, e cobriu essa despesa com a venda de propriedades e uma recente emissão de bônus.


Os documentos dão detalhes da forma como a arquidiocese transferiu de uma paróquia a outra aos sacerdotes acusados de abusos, e não notificou à polícia sobre as denúncias.


Um estudo realizado pela Conferência de Bispos Católicos dos EUA ao Colégio John Jay de Justiça Criminal indicou que foram feitas 11 mil acusações contra 4.393 sacerdotes nos Estados Unidos, aproximadamente 4% dos clérigos em serviço no período coberto pela análise, de 1950 a 2002. As denúncias se multiplicaram na década de 1990, afetando dioceses grandes e pequenas, de Boston a Chicago, Honolulu, Los Angeles, Orange County, Palm Beach, Filadélfia e Portland.


Na semana passada, a ONU cobrou ações mais firmes do Vaticano sobre os casos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes por parte do clero. "A Santa Sé não estabeleceu nenhum mecanismo para investigar os acusados de realizar abusos sexuais, nem tampouco para processá-los", afirmou Sara Oviedo, membro do Comitê dos Direitos da Criança do órgão. "O exemplo que a Santa Sé precisa dar deve assentar um precedente. Tem de marcar um novo enfoque", disse, de acordo com a AFP.


Segundo o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, o Vaticano expulsou em dois anos 400 religiosos acusados de abusos sexuais durante o pontificado de Bento XVI. "Em 2012, foram por volta de 100, enquanto em 2011 foram cerca de 300. Alguns sofreram procedimentos disciplinares, outros fizeram um pedido", afirmou.


(*) Com Efe
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=035042d40726e6ace259bef71f0acb03&cod=13118


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