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Natascha Kampusch quatro meses depois de fugir

21.12.2006
 
Natascha Kampusch quatro meses depois de fugir

Natascha Kampusch, visivelmente mais gorda e já com o cabelo a descoberto, concedeu uma nova entervista ao canal ORF da televisão austríaca. Quatro meses depois de fugir do cativeiro onde permaneceu por mais de oito anos ela prepara-se para passar o seu primeiro Natal em família.

A jovem de 18 anos disse esta semana que festejaria o Natal com 15 familiares, entre eles os seus pais divorciados, Brigitta Sirny e Ludwig Koch.

Ela disse que está tendo dificuldades para se adaptar à vida em liberdade."Não posso aparecer em público sozinha, seria muito arriscado", apontou.

Natascha, que foi forçada a viver em uma pequena cela desde 1998 até sua fuga, em agosto, disse que multidões a intimidam. "Às vezes é realmente invasivo. Não gosto de vozes altas", afirmou a adolescente.

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"As pessoas têm diferentes odores corporais, elas fumam, usam perfumes, vestem roupas chamativas e que incomodam, possuem hábitos alimentares desagradáveis, são mal-educadas, pouco amigáveis, indisciplinadas, mas isso não importa", disse Natasha.

Questionada se as pessoas a reconhecem, ela disse que sim. "Na maioria das vezes é inofensivo. Mas de vez em quando me assusto se alguém diz ‘olᒠe é um estranho."

Natasha diz que antes de ser capturada sempre foi "uma pessoa sociável, sem problemas para se relacionar". De acordo com a mídia austríaca, ela agora vive em um apartamento alugado e recebe auxílio psicológico.

Ela conseguiu escapar de seu raptor, o técnico de comunicações Wolfgang Priklopil, de 44 anos de idade, no dia 23 de agosto. Ele manteve Natasha presa em um pequeno porão sem janelas na cidade de Strasshof, nas proximidades de Viena, durante oito anos e meio.

Priklopil se matou horas depois de descobrir a fuga se jogando em frente a um trem e foi enterrado secretamente em um cemitério ao sul de Viena no dia 8 de setembro.

 Com  BBC Brasil


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