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Orem, mas não matem!

21.07.2015
 
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Religiões em todo mundo oram e matam... Matam criaturas vivas criadas pelo mesmo Deus ou deuses aos quais oram... É patético. É cruel. É contraditório. É inaceitável.

Enquanto a humanidade evoluiu na tecnologia as religiões permaneceram estáticas em seus dogmas, não arredam o pé das atrocidades em nome de Deus ou deuses. Muitas festas ainda são realizadas com nomes de "santo" onde animais são barbaramente sacrificados, isso é ridículo.

Quase todas as religiões sacrificam animais em algum tipo de ritual, a Igreja Católica tem a Festa de São Firmino, patrocinada por uma rádio católica na Espanha. No Nepal há pouco tempo foram sacrificados mais de cinco mil búfalos em oferenda a uma deusa , que pelo visto fez vista grossa para o catastrófico terremoto que assolou a região. No Judaísmo um evento menor sacrifica animais, os muçulmanos matam animais em rituais de forma o mais natural possível. No continente africano a matança é rotina mesmo assim não impediu que fosse totalmente dominado pelos brancos que venceram com as armas, ou seja, muito sangue derramado de inocentes inutilmente e o que se vê é um continente paupérrimo, doente, sedento e faminto, pelo visto matar não traz tantos benefícios.

No Brasil não conheço nenhuma religião que pratique a matança de bichos em rituais macabros. Pode ser que o façam sob sigilo, a que mais abertamente o faz são as religiões de origem afro que não escondem seus hábitos, haja vista a porcalhada deixada nas encruzilhadas, nos cemitérios e seja lá onde for.

Já houve tentativa de se propor lei que proibisse essa prática em algumas casas Legislativas porém a reação é forte, apelam para a tal e famosa "inconstitucionalidade" como se a nossa Carta Magna fosse a tábua dos Dez Mandamentos.... intocável, quando todos sabemos que qualquer PEC quando interessa ao sistema, é aprovada, mexe-se na Constituição a qualquer hora desde que atenda a interesses políticos.

Na minha opinião "inconstitucional" é a dor que o animal sente quando sua garganta é cortada e seu sangue jorra num alguidar. Também o é manter uma "tradição" estando todos nós sob a influência de uma nova era de comunicação, entendimento e esclarecimento. "Inconstitucional" também é a covardia de muitos políticos.

A Nigéria acaba de dar exemplo de lucidez quando seu Presidente decretou a proibição da mutilação genital nas meninas, com uma canetada mandou a "tradição" para o quinto dos infernos. Assim deveríamos fazer em relação a esses rituais horrendos.

Os representantes das religiões afro no Brasil se rebelaram, proibiram a exibição das fotos dos rituais, donde concluo serem as imagens negativas para a imagem do culto, o que me leva a concluir que sabem que é horrível, ou seja, sabem que estão errados. Um grupo diz que a matança "é para alimentar as pessoas"... não estariam aí incorrendo em práticas proibidas pela vigilância sanitária? Outro grupo diz que é "oferenda aos santos"... mas quem come são os urubus... ou os ratos ou formigas, afinal, eles tem que decidir para que matam, tantas desculpas me levam a concluir que estão mentindo deliberadamente ou nem mesmo eles sabem pra que matam.

Outra explicação razoável é a de que os africanos caçavam e ofereciam o sangue aos deuses agradecendo a carne, claro que tinham que agradecer a alguém, afinal correr atrás de um antílope com uma lança não é fácil para ninguém, era uma canseira só, mas de anos pra cá, não há mais justificativa pra isso.

Nossa luta é PELO FIM DA MATANÇA DE ANIMAIS EM RITUAIS RELIGIOSOS, os animais não podem pagar pelos erros humanos. Matar não é saudável, matar não é sagrado.

*Marli Moraes, carioca da gema, é dona de casa, presidente da Resgato, sociedade civil sem fins lucrativos e ativista pelos direitos dos animais.

 


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