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Chuvas

15.01.2011
 

A catástrofe que se abateu na região serrana do Estado do Rio não tem precedente. Desta vez não se pode culpar ninguém.  Nem o governo, como é praxe, nem os moradores de áreas perigosas.  Em um dia caiu chuva no local três vezes mais do que a máxima prevista para a primeira quinzena de janeiro.

Os brasileiros vimos o turbilhão incontido, que arrastava casas, carros, pessoas, como em filmes de pavor.  Quem pode conter tamanho volume d'água?  Impossível.  Acredito que nem mesmo o famoso efeito estufa possa ter interferido na tempestade.

A enxurrada não fez distinção entre áreas mais ou menos populosas, altas, pobres ou ricas, literalmente arrasou tudo.  Há falta de energia elétrica, água e telefonia; os serviços ainda não foram normalizados e ao que tudo indica, ainda vão demorar porque os estragos foram máximos.  Verduras e legumes, plantados principalmente em Teresópolis, tiveram os campos tomados por areia de rio.

Conheço bem as cidades de Petrópolis, Teresópolis e Friburgo.  Todas bem cuidadas pelos seus prefeitos, clima excelente, ar limpo.

            Só o trabalho com amor poderá reconstituir este patrimônio brasileiro.

            Uma tristeza!  Mas a determinação tudo vence. 

Jorge Cortás Sader Filho é escritor

 


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