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Multidão tentou linchar o assassino da famíia em Bragança Paulista

13.12.2006
 
Multidão tentou linchar o assassino da famíia em Bragança Paulista

Cerca de 800 moradores de Bragança Paulista, a 85 km de São Paulo, reuniram-se durante a tarde desta terça-feira (12) diante da Delegacia Seccional da cidade. A manifestação, que entrou pela noite significativamente reduzida, tem como mote o repúdio ao assassinato de um casal e do filho de 5 anos por uma dupla de assaltantes, na segunda-feira (11).

A multidão exigiu que um dos suspeitos, Joabe Severino Ribeiro ,um serralheiro de 36 anos, fosse levado para fora da delegacia.

O crime aconteceu na segunda-feira quando dois assaltantes entraram na casa da gerente de uma loja de tecidos e fizeram o filho e o marido dela reféns. Os assaltantes obrigaram Eliana Faria da Silva a ir até a casa de uma funcionária, onde estavam as chaves do cofre da loja.

Eles roubaram cerca de R$ 20 mil do cofre. Depois, levaram Eliane, o marido, o filho e a outra funcionária da loja para a estrada velha que liga Bragança Paulista a Atibaia. Os quatro foram amarrados no carro e, em seguida, o carro foi incendiado.

Eliana Faria da Silva e o marido, Leandro Donizete de Oliveira, morreram no local. O filho do casal, Vinícius Faria de Oliveira, de cinco anos, e a funcionária da loja foram internados em estado grave, mas, logo depois, a criança, tendo 90 % do corpo quemado, morreu.

A funcionária da loja, que teve queimaduras de segundo grau em 80% do corpo na madrugada de segunda-feira (11), reconheceu por foto um dos suspeitos do crime .

A Polícia deteve o serralheiro Joabe Severino Ribeiro, de 36 anos que confessou participação no assassinato e apontou mais um participante , o cunhado dele O último tembém foi preso e ambos foram transferidos para um presídio .
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Paulo Afonso Nucci, da Seccional de Bragança, o cunhado de Ribeiro prestava serviços como eletricista há dez anos na loja de tecidos de Eliana.

O eletricista, segundo o delegado, também confessou a participação no crime na tarde desta terça-feira e alegou em depoimento ter sido pressionado a participar do crime porque devia R$ 4,5 mil ao cunhado Ribeiro.

Os R$ 20 mil roubados do cofre da loja durante a ação ainda não foram encontrados. Ribeiro chegou a dizer à polícia, segundo o delegado, que a quantia teria sido queimada junto com o carro. A polícia não considerou a hipótese e investiga onde está o valor roubado.

De acordo com Nucci, o cunhado de Ribeiro chegou a apontar a participação de um terceiro criminoso na ação, mas essa hipótese é descartada pela polícia. "Ele procurou apontar mais uma pessoa para aliviar a participação dele, para parecer menos decisiva, menos perigosa", afirmou o delegado, em entrevista coletiva à imprensa.

Os dois suspeitos presos, segundo o delegado, "arquitetaram, executaram e fugiram juntos com o dinheiro. Segundo ele, o eletricista é conhecido das funcionárias da loja porque fazia manutenção elétrica há cerca de dez anos. "O Joabe entrou com o seu perfil perigoso de assaltante, aliado ao conhecimento da loja e das pessoas do cunhado."

com G-1


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