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Mulher atropelada depois de morta deu à luz um bebé

12.04.2007
 
Mulher atropelada depois de morta deu à luz um bebé

Maria de Fátima, de 37 anos e de nove meses de gravidez morreu ontem no sítio do Esteval, Almancil (Loulé), em Portugal na sequência de um atropelamento causado por um automobilista que fugiu.  Os médicos conseguiuram salvar o bebé. A vítima deixa, ainda, órfãos dois menores gémeos e uma filha, maior, residente na zona, noticia Diário de Notícias.

A tarde a mulher , residia em Ovar regressava a casa da filha, perto de Almancil. Tinha ido a uma consulta a Faro e, depois de sair do comboio na nova estação localizada do Esteval, foi surpreendida por um Toyota Corolla cinzento claro numa recta em frente à antiga estação ferroviária.

"Quando aqui chegámos, encontrámos uma mulher deitada no chão e de barriga para baixo. Só quando a virámos é que percebemos que estava grávida. Apresentava múltiplas fracturas, tendo entrado em paragem cardio-respiratória há, pelo menos, quinze minutos", contou um clínico do  Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

 
Como o fundamental era "perceber se o bebé estava vivo" e por não existirem condições no local para fazer uma cesariana, os médicos decidiram, então, transportar na ambulância do INEM a mulher, já cadáver, para o Hospital de Faro. No trajecto, que demorou cerca de 20 minutos, procederam à oxigenação da circulação sanguínea da mãe, de forma a conseguir salvar o bebé.

No Hospital Distrital de Faro uma equipa de obstetras e outra de neonatologia estavam de prevenção e fizeram uma cesariana de emergência ao bebé, do sexo masculino.

O recém-nascido permanece "ventilado" e em situação "estável do ponto de vista clínico", disse ao DN fonte daquela unidade de saúde. Mas os clínicos ainda tiveram de proceder à sua reanimação pelo facto de ter entrado em paragem cardio-respiratória.

O condutor da viatura acabou por ser identificado pela Guarda Nacional Republicana pouco depois, na sua residência em Faro. Fonte da Brigada de Trânsito da GNR de Albufeira disse ao DN que o homem de 40 anos, natural do Bangladesh e a viver em Portugal há vários anos, foi submetido a testes de alcoolemia e detecção de drogas (cujos resultados serão conhecidos mais tarde).

 Foi constituído arguido por indicação do Ministério Público, estando em liberdade e sujeito ao Termo de Identidade de Residência. Será presente hoje ao Tribunal de Loulé.


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